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Mostrando postagens de 2018

Tenho acordado em suaves prestações nesses últimos dias

Um mergulho profundo no escuro, sussurros
Silencio que ecoa no poço a qual eu me curo
E de todas as vezes em que pensei em sumir
O que me levava daqui, era já não estar aqui

Percebi que nem todos querem ver além daquilo que os cegam
A cada loucura, mil centelhas, fagulhas que nos cercam
E normalmente, a minha intenção não é a de ser compreendido
Partes saem, partes ficam e em mim, sinto-me dividido

O café vencido da tarde, a garoa fina que vem pós tempestade
E o cheiro de um incenso que me invade junto à saudade
Eu tenho acordado cansado nesse outono com cara de inverno
Chorei quando mais precisava ter sono em litígio interno

A vontade não é de extinguir,
Mas extremamente de existir, me corrigir
Em uma vontade de submergir
E intimamente me desconstruir, explodir

Você já parou hoje para se perguntar qual das coisas que perdeu que mais te fazem falta?
Eu tenho acordado em suaves prestações nesses últimos dias, em que nada está em pauta

Conde

Tem gente que prefere um amor para se ferir
Do que estar só
E tem gente que prefere pensar apenas em si
Do que ter um nós

E quem somos nós pra dizer o que é bom
Se o arbítrio é a maldição dada como dom?

Eu demorei muito para poder entender tudo isso
Que não preferimos a solidão
Mas as vezes ter foco maior e fazer compromisso
É a prioridade em suas mãos

Terno (parte 2)

Pude sentir o calafrio
E o arrepio
Era interno, era externo
Era o infinito

Toque que se passava glacial
Não era apenas até logo, não era Tchau
Eramos então, estátuas de sal
Cafés, reencontros e o Adeus em ritual

Pude ver em prantos
Quem eu nunca imaginei chorar
Pude ver um espanto
De quem eu nunca vi acovardar

Vi a força do ser remanso
Lembrei do sorriso em descanso
Do vento e de seu balanço
Das mão nas costas e do encanto

A reunião era apenas a celebração
De um vazio cheio em recordação

A Verso

Depois da tempestade criativa
A bonança vem em um formato de hiato
A turbulência, em solidão viva
E o silencio, vem explodindo, insensato

Todo potencial em qualquer gaveta
De cadernos vazios
Estojos empoeirados e caneta preta
Doente de calafrios

Mas qual remédio te acorda?
E qual intermédio te ancora?

Heteromorfo

De certo, o caos contínuo
E disserto contigo
O discursar de quem diz cursar
Algo que possa usar

Mas somos usados pelo Universo
Que uni versos ao ser disperso
E interpreto diferente o que está fora da lente
Mas inteiramente dentro dela (na mente)

O que eu quero dizer
Nem sempre é o que vai ouvir
Talvez espero descer
Ao inferno em vida, Ao sentir

Ao sem ti...

Mas eu não falo do amor ao ter
Ou perder e sim, ao todo, ao Ser

A Si!

Tinha outro Nome

O que fazer com meus pedaços
E com as correntes
Com o frio que sai pelos braços
Ou olhar pra frente?

O corpo não mais se sustenta
Meus pilares se foram
Onde a escuridão só aumenta
Destroços desmoronam

O mesmo barro da argila de um vazo
O mesmo homem nas mãos de Deus
O mesmo que é bom em ser fracasso
O mesmo solitário em meio aos seus

Quantas vezes ouvi dizer
Acalme-se amigo, tudo vai dar certo
Mas não é mesma coisa
Quando essa saudade está bem perto

Só não queria me esquecer daquela voz que se foi..
Fevereiro passou e eu não te disse nada, me perdoe

Estar vivendo a vida real é a melhor desculpa para um poeta que está sem ideias

Vamos vivendo
Em meio à ressurreições
Deixando as palavras
Poesias e canções

Vamos vivendo
Sem pensar direito
Por caminhos estreitos
Sem freio

Vamos vivendo
Despedaçando desilusões
Perdendo o jogo
Vencendo os tristes refrões

Vamos vivendo
Acordando bem cedo
Antes do almoço, recreio
Sem receio

Vamos vivendo
Saltando de para-quedas
Onde muitos tem medo
Sentindo o vento na testa

Vamos vivendo
Pois é o que nos resta
Depois da adrenalina
Um susto é festa

Vamos vivendo
E isso está repetitivo
Estamos de saco cheio
Mas entretidos

Estar vivendo a vida real
É a melhor desculpa para um poeta que está sem ideias
Torna-te tua estátua de sal
Ao olhar pra trás e saudosista, apenas querer coisas velhas

Meu filho, a inspiração vem de Deus
Disse um velho maluco passando pela outra calçada
E completou: E Deus, cada um tem o seu
Antes que eu sussurrasse: Esse velho não sabe de nada

Ele Me fez pensar...

Vil

Você está perdendo o seu tempo tentando ser alguém
Mas quem te olha, enxerga um Zé ninguém
Mentiras ditas com a verdade nas mãos e cheio de falso amém

Você está perdendo o seu tempo ensaiando sorrisos no espelho
Eles não mascaram sua embriagues e olhos vermelhos
Todos já estão sem paciência para ouvir os seus tais concelhos

Uma pena, que não se equipara com o seu coração
São pesos extremamente diferentes em exposição
E sua oração não te salva, não tem fé, não tem convicção

O que fala, o que sussurra e o que grita, só você acredita
E os conselhos para que reflita não estão nas escritas
Mas sim em uma visita não acolhida, de onde ainda és parasita

Não adianta dizer para você acordar ou crescer e aparecer
Já apareceu e com sua imagem, não sabe o que fazer
Não sabe quem é ou o que deseja ser...

Medíocre!

Imagine se as paredes pudessem revidar os socos

Existe a minha, a sua e a de muitos
Existe a absoluta e a que é baseada nos talvezes
Existe a que tanto guardei, meu luto
O que não existe é o pra sempre e sim, às vezes

Que não sejam apenas um hino religioso
Que não sejam apenas poemas de alguns versículos
Que não sejam apenas um teste rigoroso
Que não sejam apenas espalhadas, mas sim veículos

A verdade é a nossa inspiração e cópia
É o que nos falta e o que nos sobra
A verdade não está só em linhas tortas
É o que está no horizonte e na obra

Licença poética ou gírias de palavras antes, inexistentes
Dizem; Não me entenda mal, ou, não me entenda
Sentença fonética de línguas dadas à amantes, expoentes
Entre melhor que a encomenda e o que recomenda

Enfrente seus demônios ou os acolha
Onde você mais deseja estar
Nessa via de mão dupla e de escolhas
Pra onde decide ir ou voltar

Então, imagine se as paredes pudessem revidar os socos
Paciencia é uma raridade
Em um Universo onde confundem os diferentes e loucos
Massacram a moralidade

Onde masc…