Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens de Abril, 2017

Inóspito Hospício

Ir ou ficar, ser ou estar
Se sentir, se sentar, ao ceder ou sedar
Sem ter, tentar e testar
Ao falar ou calar, cumular ou acumular

O lar de meus demônios
De meus sinônimos e antôninos
Premunição ao contorno
E só sabemos quem nós somos

Filhos bastardos de deuses pagãos
Com cicatrizes feitas de desenho
Criaturas, caricaturas da escuridão
Ouvimos melhor, apenas vemos

É, mas cada um, com o seu único sorriso
Na voz perdida em trilhos
Onde se arranca suspiro de poucos brilhos
Barulho infernal de atritos

Minha mente sangra
E coloco as minhas mãos nos ouvidos
Minha milonga tanga
Com guitarras turbulentas sem sentido

Não uso mais a desculpa de que o inferno são os outros
Pois nunca foram, sempre fui eu o meu próprio monstro

Serena (parte 2)

O mundo inteiro sumiu
E o meu olhar despiu sua alma dócil
Não me lembro de quando se despediu

Mas sei que as correntezas do rio
Nos redirecionaram em assobio
Sem pássaros, arrepio sem frio

Foste o desafio mais gentil
Que o Universo me presenteou fora do covil
Longe de tudo que fugiu e perto de tudo que partiu

Alimentados pelo sonho que nos uniu
Mistificamos constelações que juntos, nenhum de nós viu
Mas essa noite logo irá chegar e serão mais de mil...