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Mostrando postagens de 2017

Inóspito Hospício

Ir ou ficar, ser ou estar
Se sentir, se sentar, ao ceder ou sedar
Sem ter, tentar e testar
Ao falar ou calar, cumular ou acumular

O lar de meus demônios
De meus sinônimos e antôninos
Premunição ao contorno
E só sabemos quem nós somos

Filhos bastardos de deuses pagãos
Com cicatrizes feitas de desenho
Criaturas, caricaturas da escuridão
Ouvimos melhor, apenas vemos

É, mas cada um, com o seu único sorriso
Na voz perdida em trilhos
Onde se arranca suspiro de poucos brilhos
Barulho infernal de atritos

Minha mente sangra
E coloco as minhas mãos nos ouvidos
Minha milonga tanga
Com guitarras turbulentas sem sentido

Não uso mais a desculpa de que o inferno são os outros
Pois nunca foram, sempre fui eu o meu próprio monstro

Serena (parte 2)

O mundo inteiro sumiu
E o meu olhar despiu sua alma dócil
Não me lembro de quando se despediu

Mas sei que as correntezas do rio
Nos redirecionaram em assobio
Sem pássaros, arrepio sem frio

Foste o desafio mais gentil
Que o Universo me presenteou fora do covil
Longe de tudo que fugiu e perto de tudo que partiu

Alimentados pelo sonho que nos uniu
Mistificamos constelações que juntos, nenhum de nós viu
Mas essa noite logo irá chegar e serão mais de mil...

Hipnos

Recebemos o sono para sonhar
Ter pesadelos ou descansar
Percebemos que o erro é linear
Nada perfeito e sim circular

O corpo que não se movimenta
A mente superada lamenta
O espírito que voa, então venta
A visão turva experimenta

A Luz de uma simples prece
E sua fé, que não desaparece

Chamaleão

Me irrita o ato de quem observa o esboço
E critica meus rabiscos
Não é só por o lápis no papel e está pronto
É muito mais que isso!

Não dá pra obter resultados diferentes
Quando você faz tudo igual
É loucura, frase de Eistein e sua mente
Não nas paredes do hospital

Poucos vão entender todas as sua referencias
Só aqueles que convivem contigo
Eles comercializam nomes por sua existência
E colocam a resistência em perigo

É, são as ciências anti-sociais
Às vezes sinto a falta de chamar alguém de lar
São as crenças, somos banais
Há laços sem nós ou só cordas pra se enforcar

Mas aí, eu vou ou você vem morar aqui?
Quero cordas novas pra tocar
Ou quem de nós será o primeiro a partir?
Quero guerras novas pra focar

Espera, nem sombreei os pés na areia
Espera, nem pintei o céu de Lua cheia

Apólogos de um Vagamundo

Não sou telepata
Não entendo a mente humana
Muito menos a minha

Não sou acrobata
Não me equilibro muito bem
Muito menos na guia

Não uso gravata
Não me arrumo muito pra sair
E tenho péssima caligrafia

E eu não sou entusiasta
Nem pirata ou cineasta condecorado
Sou soldado de tropa vencida

Espero que algum dia Zeus jogue o seu trovão
Acerte meu peito refletindo em meus braços abertos
Que meus olhos brilhem mais do que escuridão
De sorriso maquiavélico, que possa ser mais honesto

Um sarcasmo de Fausto, apócrifos e sintéticos
Enganando Deus e o Demônio em formato poético
Em meio à escravidão mental do que é patético
Me sinto cético, mas me prendo à mitos exotéricos

Jogo as lascas, jogo os fardos
Garimpo relíquias de brechó ou bazar
Jogo as cartas, jogos os dardos
Lanço a sorte e não quero receber azar

Dei-me-ti (seu calor)

Estrela com olhar de constelação
Diga que será minha liberdade
Supere e se infinite de proporção
Diga que se fará de intensidade

E penteie minha barba com as suas mãos
Diga-me maldades com suavidades
Com carinho o pescoço cheio de arranhão
Diga-me verdades com habilidades

Na delicadeza de um sopro aos ouvidos
E eu tenho me referido ao seu gemido
Coração deferido de dois desconhecidos
Ao bom som, sou mais um destemido

Mas não arrependido de aventuras e da busca
Hostil, sombrio e aberto ao arrepio
Incógnita, das esculturas barrocas ou robustas
Suas poesias preenchem meu vazio

Estado civil, febril
As janelas se fecham e param de ventar
O frio se foi, tardio
Mas dizem que nunca é tarde pra tentar

De tanta ansiedade
Voamos tão longe para tocarmos o Universo
Mas tranquilidade
Eu não vou deixar o nosso tesouro submerso

Bulevar

Aqui,
Bem aqui
Onde
(...)

A diferença entre um dia de Luz e um de Escuridão
São os passos que se dão, de valor ou em vão
Com ou sem direção, pés descalços e o frio do chão
As mãos nas grades da janela à sua observação

Passamos dias de confusão e geralmente eu me pego distraído
Eu tive pesadelos horríveis e acordei paranoico
Tudo que vinha e ia, já tinha acontecido ou já estava destruído
Eramos receios de existência, recheios heroicos

Guerras de ego não levam ninguém à vitória
Nada aos próprios olhos e a transformação para o mundo
Guerras internas não escolhem uma trajetória
Nada ao próprio ser interior, mas uma explosão ao mundo

Em estações do ano, somos árvores em desenvolvimento
Não será sempre que daremos frutos
Mas também não é tudo sempre de força ou de sofrimento
Apesar da solidão livre como escudo

Mas eles já nos conhecem
Sorrimos mascaradamente com folhas de primavera
Mas eles já nos conhecem
Choramos com as folhas de outono, como se espera

Jardim de Rosas e um Céu Azul

Procurando errado
Fazendo prosa
Quem planta cacto
Não colhe rosa

Mas apesar dos espinhos
Eu prefiro mais do que as margaridas
Entre perfumes e desafios
As belezas que não estão escondidas

Elas se vão
Enfim, mas além de eu ter minhas preferidas
Elas se vão
E me fizeram acostumar com as despedidas

É, e nas mais queridas feridas
Eu me acostumei que tudo cicatriza
O tempo homicida nos ensina
Que nós estamos sempre de partida

Vai Verão e vem Outono
E assim, no ciclo, logo vem o Inverno e a Primavera
Entre a insônia e o sono
A espera se transforma em quimera ou em atmosfera

E eu volto a sonhar com aquele céu azul
Estranhamente, desnorteando para o Sul

Entre Infames Romances e Notícias Populares

Vivemos entre os infames romances e notícias populares
Mas a sua missão não é ser grande e sim de somar junto aos bilhares
Bares de esquina, igrejas, centros, praças e outros lugares
Teu ego te faz cego ao seu redor e te encarrega ao centro dos olhares

Muitos querem ser maiores do que aquilo que pregam
Mas há uma diferença enorme entre palavras e atos, muito banal
No fundo se acham o novo messias, então se entregam
Jogam as suas merdas faladas em ventiladores, em rede nacional

Se matar e roubar é pecado, por que continuam?
Vivem da gula, avareza, luxúria, ira, inveja, preguiça e soberba
Se fortalecem da pobreza e por que continuam?
Pregam a humildade, mas humilham com a máscara da nobreza

Queria muito estar escrevendo uma poesia de amor
Pelo menos
Mas as vezes a fúria me consome com o pior sabor
Do veneno

Crusca

E esse perfume que chega junto ao som
Nas imagens, na memória do que ainda não existe
E esse ambiente transtornado, transitório
Transformando as conversas antigas no que reside

O que era comodo, cheio de ideias tortas
Agora é simplesmente insignificante
Na verdade, creio que nada mais importa
Além da espera de um novo instante

Na pressa de que o tempo não passe
Futuras fotos na estante e gavetas de meias abertas
Na pressa de que o tempo não passe
Aquecidos no lençol de suor e no chão, as cobertas

Quero não procurar mais
E quero pertencer mais
Quero nunca perder, mas
Eu quero proteger mais

Então, mudam-se as formulas e os formatos da manifestação
(Patético)
O que nunca muda é essa eterna explosão de infinta munição
(Romântico)

Semita (O que te falta?)

O possível homem livre
Apesar da escuridão, esperançoso
Em frente ao que oprime
Ele enfrenta ao tornar-se corajoso

Meu Deus, me dê forças
Para suportar toda minha fúria
Onde o silencio repousa
E minha mente usará a astucia

O possível homem grande
Apesar de toda escuridão, que sabe tem que usar
Almas nas costas, ofegante
Lamenta não poder se redimir ou poder se salvar

Meu Deus, não há perdão
Para suportar toda minha loucura
O mármore d'uma canção
E o fogo do inferno é mera tortura

Um homem na encruzilhada
Sabe que perderá tudo oque terá no caminho que não escolher
Entre uma caneta e a navalha
Sabe que perderá tudo oque terá no caminho que não escolher

E é aqui onde os traços a lapidar tomarão as suas formas
Remonto minha cabeça e sobram parafusos sem reforma

"O que faço? O que falta?"

Peixes (parte 2)

Não desista de sofrer
Pois vale a pena
E medos, são cautelas
Não problemas

Difícil é aceitar qualquer carma
Destino que nos desarma
Difícil é aceitar qualquer marca
Que não cicatriza na vala

As sarjetas da vida
Orquestra sem sinfonia
Cores sem poesias
A mágica sem maestria

Fiz canções e poemas que poderiam levar seu nome
Mas transformei em signos, símbolos e demônios
Alguns eu expulsei e outros foram meu inferno astral
Alguns eu tatuei e outros eu encontrei nos sonhos

Sou Agora (O retorno pra Casa)

Sou agora, a cama vazia
Na saudade dos corpos que me abitavam
E se enchiam inteiramente de vida

Sou agora, a musica antiga
Na esperança dos que ainda relembram
Em coro distante, sem melodia

Sou agora, a cidade horizonte
Na noite, com as luzes bem longe como pintura
Em um sopro de velhas fantasias

Pela janela ao som do carro
A Playlist que fiz pra essa viagem solitária
Onde a fadiga obriga e abriga

Desejos de voltar atrás
Não são raros quando se para pra pensar
No que se perdeu, no que eu tinha

Sabe... voltei a ver as velhas séries
A comprar novos livros e procurar novas bandas estranhas
Voltei com meus alicerces e vigas

Sou agora, o retorno pra casa
Em dias de Sol ou Chuva, Luz ou Trevas
Meu violão ainda cria (...)

Entre o Carma e a Calma

Eu gosto do céu
Não só no por do Sol, no horizonte da cidade
Eu gosto do mar
Do desconhecido e de suas eternas novidades

Eu gosto das ruas
Poucas luzes de sua complicada simplicidade
Eu gosto do mato
Longe de tudo, perto do mundo e curiosidades

Eu gosto do platônico
Em dias frustrantes de poucas inspiração
E eu gosto do irônico
Em meus dias claustros, pouca respiração

O caos sou eu
Faço disso um exorcismo poético
E a paz sou eu
Faço disso um exercício exotérico

Pois tenho dias bons e ruins
Entre o Carma e a Calma
E de todas historias sem fim
Encontro o preço da Alma

E até entendo porque muitos a vendem...

Peixes

Não é o aquário, mas sim o que temos dentro dele
Um dia importante é só uma data a mais
Não somos corpos, nós somos universos e átomos
Na inconstante busca por liberdade e paz

O que devemos fazer,
O que queremos ser, ou, a quem precisamos nos unir?
O que devemos fazer,
O que queremos ver ou do que precisamos nos suprir?

São as questões que nos movem
Mas são as respostas que nos param
São correntezas que nos movem
Mas são correntes que nos libertam

E eu sei que isso parece ser um pouco contraditório
Mas o que na vida não é?
Uma autonomia solitária, as canções sem repertório
Ou aquilo que nos traz fé?

A fé...

Pode ser um simples sorriso nas palavras que vêm de longe
Qual a presença que nós sempre procuramos?
Pode ser aquele feixe de luz que nasce e morre no horizonte
Mas e nós, onde é que nós nos encontramos?

Semântica

O ópio pode abrir sua mente
Ou te libertar de toda a realidade
N'ativa, presente ou ausente
Religiosidade ou espiritualidade

E ninguém é o que acredita ser
Somos livros e quadros a sermos interpretados
Do modo que o próximo nos ler
De comédia, drama, terror, romance e abstrato

E por isso, não julguem o livro pela capa
Experimentem e o conjuguem pela alma

O Terminal e a Simetria

Ouvimos tantas vezes
A mesma musica diferente
Como se um clipe acontecesse
Na mesma rua, no mesmo fone escuro

Lemos a mesma poesia
Que escrevemos para nós mesmo
Há alguns anos atrás
Pra esse ser do presente, futuro

O cara que eu sempre quis ser se foi
Estava com pressa
E viajou pra qualquer lugar
Pulou do muro

O quadro personificou
Muito mais do que o olhar captou
A fotografia eternizou
Muito mais do que eu calculo

Perdemos tanto tempo
Ou foi tudo um aprendizado?
Na verdade, será que ainda dá tempo
De alcançar aquele maluco?

Bem Aventurada seja a nossa Fé

Um monte de poesia jogada na parede da alma
Vandalismo pichado, fixado nos olhos
Os timbres, os graves deixam o silencio entrar
Buscamos o sorriso que seja um colo

A saudade e o novo nos inspiram ao seu modo
Em diferentes canções e pinturas
Imitamos horizontes e estradas, porradas e socos
Indiferente de atrações e aventuras

Nós não nos limitamos muito, só que nós temos limites
Mas a fé é essa força dentro de nós, que sempre insiste

Se não tivesse dado tantas vezes errado
Acredito que eu não fosse querer tanto que desse certo
Como mais um desses quadros abstratos
Tentamos, mas interpretamos diferente cada ponto cego

Bem aventurada seja a nossa Fé
Independente de onde ela vier...

Escoteiro

De tanto ouvir
Fiquei surdo
De tanto falar
Me fiz mudo

Mas de tanto observar
Eu nunca imaginei que ficaria cego
E é sério, não enxergar
No quarto colorido, eu pisando em legos

É assim, tudo é ópio
Todos se drogando do que é óbvio
Um mundo insóbrio
No meio dos instrumentos, o solo

O que sobressai
São esses momentos solitários, de paz
Escuridão eficaz
Pois na multidão, todos são um a mais

Não que eu ame ficar só
Mas às vezes precisamos de espaço
Pra explodir, desatar nós
E refazer com o Universo, esse laço

Mas logo eu volto
Pra sorrir e chorar com vocês
E logo me revolto
Pra sorrir e chorar com vocês

Pode até parecer regressão
Mas o recomeço é a solução
Pode até parecer regressão
Mas é um recomeço

Dissociante

Minha energia está furiosa
E faço preces de - que um mantra me acalme
Minha luz não passa pela porta
E peço amarras para que minha mão não te cale

Esse ciclo vicioso de Marte em meu mapa
Me deixa em constante declínio
Na esperança de um herói, com ou sem capa
Que me salve desse precipício

De onde acabei de saltar...

3h35 (Fila Des-harmônica)

Tem sido mais fácil acordar em toda madrugada
E acreditar que nada disso foi em vão
Que o destino é uma opção

Só tem sido difícil entender
De quanto passos precisa para um espaço
Queria continuar a tropeçar amarrando nossos cardaços

Tem sido mais fácil deixar tudo em perfeita simetria
Aquele transtorno obsessivo compulsivo
Solidão dançante, me dê motivo

Ouvindo Tim Maia, foi jogo sujo
Agora é tarde, não tem mais jeito, o teu defeito
Não tem perdão, eu vou a luta que a vida é curta, não vale a pena

(...)

Sofrer em vão

Uni-Versar

Muitos argumentam com religião
E outros com teorias da relatividade
Mas entre o Big Bang e o Gênesis
Fico com teorias do que é gravidade

Fazemos planos de ter um futuro bom
Mas como está o nosso presente?
Dentro do embrulho, surpresa, cupons
O olhar d'um poeta ao Sol poente

Só entende o brilho quem uni-versa suas estrelas
Transforma suas paixões em cosmos
Só entende o brilho quem uni-versa suas estrelas
Transborda suas paixões em corpos

Muitos argumentam com reflexão
E outros com teorias de particularidades
Mas entre um silencio e a canção
Eu fico com o grave de onde a brisa bate

E nós queremos ser melhores que os covardes
Mas como está sua presença?
Com medo de morrer e pressa que o dia acabe
Sua mente entra em desavença

Só entende o brilho quem uni-versa suas estrelas
Transforma suas paixões em cosmos
Só entende o brilho quem uni-versa suas estrelas
Transborda suas paixões em corpos

(...)
Só entende o Universo

Dizimistas e Dizimados

Será que um dia entenderemos
O porque de cometermos sempre os mesmos erros?
Será que um dia acordaremos
Desse sonho, que mais parece o pior dos pesadelos?

Toda essa fragilidade exposta
Um anseio de sair de leis impostas
E toda pergunta sem resposta
Em pesos nos ombros e nas costas

Quem desistiu de viver já deve estar em paz a essas horas...

Herói do Sorriso

Uma árvore que tem as suas raízes fortes como correntes
Não se defenderá de machados ou serras
Mas se ainda portar essas raízes, ela crescerá novamente
Dependerá de paciência e não de guerras

Eis o homem bom, que amarra uma corda no galho
Num balanço pras crianças que sonham
Antes ele era chamado de brincalhão ou de pirralho
Hoje é pai e não soldado aos que cantam

Ainda assim, um herói ao sorriso...

Castanhos (parte 2)

Somos as loucuras dos dias quentes
Somos o aconchego dos dias frios
Somos o sabor do ópio entorpecente
E somos o som das águas nos rios

É, mas não somos o toque
Somos horizontes
Nós não somos os bosques
Somos os montes

O vento silencioso que te traz calafrios
O ranger dos móveis em meio ao silencio
O que ecoa e reverbera dentro do vazio
A consciência que te liberta do bom senso

É preciso cair e é preciso mudar as direções
É preciso sair e é preciso surtar suas orações

A vida vai te obrigar a ver as coisas por outro ângulo
Não se irrite e aproveite as portas abertas
A sua mente quer ver além de quadrados e retângulos
Tende e pende a mais figuras geométricas

Depende de você mudar e evoluir
Não é só andar na contramão
E sim, moldar estratégias ao fluir
O diferente em determinação

E então seja a leve brisa que vento leva
Toque os braços abertos de quem espera

Chamas(Se)

Falam de cor e decoram
Frases e poemas de amor
E em cartazes colocam
Sopa de letras sem sabor

O que eu digo é verdade
Deixei queimar sem inflamar
De que vale essa liberdade
Se não se tem com que ficar?

Então é só me chamar
Me perguntar se hoje nós vamos sair
E se esse tempo fechar
Vou te chamar pra ver um filme aqui

Falam de um samba das ruas
Caixa de fósforo sem cavaco
A conversa já passou das duas
Já perdemos foco e o cansaço

O que eu digo é verdade
Gosto de músicas que ninguém gosta
Fazem caras de atrocidade
Mas que bom que tu sempre encosta

Então é só me chamar
Me perguntar se hoje nós vamos sair
E se esse tempo fechar
Vou te chamar pra ver um filme aqui

Novos Ortodoxos

A Luz gera Escuridão
Mas a nossa Escuridão nunca irá gerar a Luz
Reflexos na imensidão
Podem ser facilmente apagados ao que se conduz

Um Jesus de capuz
Pediu a divisão do pão e você simplesmente disse - Não
Um Jesus de capuz
Poderia ter te dado um sermão, mas já conhecia o seu coração

Vocês são alienados
As portas poderão ser abertas para um mundo novo aos seus filhos
E vocês estão preocupados
Com a imagem da família, esquecendo uma arma na gaveta em gatilho

O erro está no ópio que os cega
Os que abrem sua mente, vocês nem experimentaram
Há um medo ao novo que agrega
Conservem o amor e mudem as tradições que os tentaram

Abram-se ao novo, o mundo está em evolução
Deixem de ser ortodoxos e parem de fingir que são a renovação
Vocês são saudosistas sem respostas à questão
De que vale perguntar, se qualquer resposta gera uma interpretação?

Vocês mentem a si mesmo!

Nômade dos Pilares

O que se leva são riquezas
Mas de um modo que nunca observamos
Nem ouros e nem amores
A sua saudade não fará parte desse plano

Deixo-me ao ritmo da canção
Quando dividimos, multiplicamos
Uma sabedoria em evolução
Foi tudo o que sempre precisamos

Os nossos olhares são errantes
Acreditamos não ser, nós sonhamos
E as variantes são importantes
Acreditamos não ser, mas andamos

Nossos olhos nos enganam
Não tente entender seus amores ou suas conexões
Nossos espíritos emanam
Não tente entender as variantes, viva suas frações

Somos a soma de tudo isso
Fazemos parte da ascensão e do precipício
Somos a soma de tudo isso
Sendo os alicerces e as janelas do edifício

É, mas nós gostamos de olhar lá de cima
À observar o horizonte e absorver o clima