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Mostrando postagens de Janeiro, 2016

Letargo

A fúria é necessária
Castelos de cômodos
Acomodados e incomodados

A luta é necessária
Todo corte valoroso
Cicatrizado ao aprendizado

Como você espera a luz voltar?

Cícero Clemente

Por que diz que é passado
Quem nunca foi presente?
Por que acredita estar ao lado
De quem sempre esteve ausente?

Por que prefere crer em juras
De quem nunca te prometeu nada?
Por que não aceita que precisa de cura
E que não é perfeita, essa tua jornada?

Nas estrelas, de sonhos cadentes
Acha mesmo que vai ser melhor daqui pra frente?
Eu não posso fazer nada, mas sinceramente
Com tanto ópio, por que seu vício é estar doente?

Naipes e Coringas

Por entre o mais do mesmo
De frente ao menos
Por entre os fins e os meios
Enfrente os medos

O início, para que então sonhemos
Não há segredo
Criamos planos e fazemos enredos
Só há sedentos

Por conquistas e por glórias
Mas só aquele que acorda
Olha pros lados e se revolta
Causa uma certa discórdia

Confunde quem acha que está tudo certo
Confunde até aquele que se acha esperto

Por doer e Perdoar

A palavra pode até ter o poder de consolação
Mas às vezes, sem intenção
Também têm o poder de destruição, distorção
E é visível na face, na reação

As más energias surgem no seu momento mais irracional
Falamos o que não devia ser dito por ninguém
Aflorando a tensão, a depressão e um cansaço emocional
E nos tornamos das desculpas, míseros reféns

Humanos em cima do muro, em loucura
Tentando decidir entre dar o perdão ou o de se submeter ao orgulho
Mas aos amigos, alguns minutos de fúria
Não são nada comparados a todos os outros dias bons nesse mundo

Quem nos traz (...)

Algumas vítimas da impunidade
Às vezes são vítimas de vítimas da desigualdade
Onde ladrão de verdade usa terno
Posa de artista, sai na revista e ninguém revista

Já o verdadeiro artista não precisa de céu
Não precisa de chuva, sol ou estrelas
Só uma caixa de lápis ou pincel
Para que você possa vê-las

Dizem que arte imita a vida
Em memórias sim, mas existe a imaginação
Existe a inspiração, que vem da alma
Que vem da canção

Dons entregues pelo Universo ou por Deus
Depende muito de sua crença
Onde o sábio não precisa nem estar em presença
Para falar o que tu precisa e almeja

Ele pode ter dito há mil anos atrás
Se há registro, ele fala com você quando deseja
Mas aqui o assunto é bem simples, nós sabemos
Quem nos traz felicidades e quem nos traz tristeza

É caro ser ou carecer

Podem falar muitas coisas sobre os sonhos e o depois
Ouvi que todas elas se repetem
Incertos do planejar, insetos saudosistas ao que se foi
Ouvi que os olhares se refletem

O corpo absorve do alimento
O que precisa
A mente absorve do assunto
O que pesquisa

Derrube o que lhe faz mau de joelhos
E então, liberte verdades de segredos

Clube do Pé de Feijão

Ao olhar para o horizonte
Nos maravilhamos
Ou o que a nuvem esconde
Nós apenas sonhamos

À tarde
É o Céu e é o Sol
À noite
É a Lua e o Farol

Pois o que está lá fora
Está na sua mente
É, mas observe o agora
E não lá na frente

Tem tanta coisa acontecendo aqui do nosso lado
E você nem vê, prefere ficar aí parado e sentado

Para as Princesas
Que o beijo do príncipe as acordem, mas as acordem para a vida
Para Jãos e Marias
Que as casas de chocolate mostrem, que é quase tudo armadilha

Parcialmente Nublado

Devastação dos solos
Destruição dos céus
Demolição por blocos
Degradação dos réus

Nós pedimos por cores
E Deus nos manda um cinza
São chuvas pras flores
Bonança de arco-ires e brisa

O primeiro dia do ano
Veio para muitos na forma de uma tempestade
Pra mostrar aos planos
Que teremos coragem apesar das adversidades