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Pode vir outra Tempestade!

Suor frio
Senti um arrepio
Ecoa ao rio
Ventos, assovios

E eu, que nem amo mais
Me perdi num pântano
Lembrei como era ter paz
Aos prantos e orando

Tirei toda força de minhas reservas
Recuperei toda luz em minhas trevas
Burlei todas as leis das suas regras
Naveguei contra o vento e sem velas

Pode vir outra Tempestade, que eu aguento
Só me deixe aproveitar um pouco dessa breve e tão leve bonança
Pode vir outra Tempestade, que eu aguento
Só me deixe recuperar alguma porcentagem de minhas esperanças

Não sou de ferro, mas eu não sou covarde
Então é sério, pode vir outra Tempestade!

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É só o vazio e nada mais

É só o vazio e nada mais
Nada de tanta importância, é só irrelevância  Algo que carrega minha paz E que leva de certo modo, alguma esperança
Fragmentos de lembranças Fotos que eu ainda tenho em um cemitério de gavetas Sacramentos de desconfiança Poesias que ainda tenho amassadas ao pé da cabeceira
É só o vazio e nada mais Dramas de um incapaz  O tentar torna-se ineficaz Ao vácuo que nada traz
E transborda um Universo de Supernovas  Onde há covas, mas algo sempre se renova
E eu deixo o tempo Mas o tempo é um ser traiçoeiro Em meio a remendos Talvez certeiro, talvez engenheiro

E é aí que eu tenho mais medo  Tornar-me máquina Ter sangue frio e o peito de gelo Tornar-me lastimas

Calma Calamidade

Personagens de nós mesmos
Alucinados com nosso desempenho
Maravilhados com o desapego
Geralmente em profundo desespero

Um prólogo, um sumário
Capítulo à parte ou em meia página
Previsões num calendário
De epifania, de inspiração e táticas
Traçando rotas na direção da Luz
Nos caminhos em que os galhos fazem
Sombras, vou para onde nunca fui
Flutuando nem à maré, nem à margem

Em minhas frases tão silenciosas
Escondido dentro de um mero acorde
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Tons menores simbolizam a sua dose

Um brinde pra ninguém
Em direção ao copo ausente
Estreito é o mal e o bem
Na intenção ainda pendente

Na sarjeta, na guia, a solidão do homem na esquina tão repentina
Tão repetida e se não fosse tão nítida, mas se não fosse tão minha

Seria de quem?

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Me dou bem com meu Nêmesis
Instalo o caos limpando do sorriso todo o veneno
Me dou mal com meu Gênesis
Não gosto de perceber o silencio, tremulo terreno

Sereno, não sou nem ao menos nascido em terreiro
Mas aprendi, acolhi e me tornei guerreiro
Pequeno que não aponta, mas costuma ser certeiro
E mesmo no vazio posso me sentir inteiro

Fui a semente jogada na terra
Que a chuva levou e brotou no meio de alguma outra colheita
Disseram pra eu ser de guerra
Mas creio que temos pouco tempo e a vala me parece estreita

Nossas diferenças são as que nos equalizam
Somos as ondas que se reverberam
Nossas luzes tentam, mas elas não sinalizam
Somos as ondas que mais se quebram

Se algum dia você sentiu que não era daqui
Talvez pensou igual a mim
Se achou maluco e percebeu estar fora de si
E talvez até fosse o seu fim

Mas somos ciclos e depois de todo fim, tem um começo
Não o recomeço, não confunda, pois tudo tem seu preço
(...)