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Sou esse Ser Simples

Lava e leva minha alma
Louvo a ti na calada
Luvas ao frio da estrada
Leve como a lágrima

Preso aqui dentro
No peso vazio do peito
Penso, me derreto
E pobre sem jeito, gelo

Nobre ao ser sujeito
Sujo ao leito
Madrugada e relento
Tempo lento

Bom dia, o Sol começa a invadir toda a escuridão
No fone, Amy como de costume a toda imensidão

Sou esse ser simples
De pensamentos malucos
Sou esse ter simples
Dos momentos confusos

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É só o vazio e nada mais

É só o vazio e nada mais
Nada de tanta importância, é só irrelevância  Algo que carrega minha paz E que leva de certo modo, alguma esperança
Fragmentos de lembranças Fotos que eu ainda tenho em um cemitério de gavetas Sacramentos de desconfiança Poesias que ainda tenho amassadas ao pé da cabeceira
É só o vazio e nada mais Dramas de um incapaz  O tentar torna-se ineficaz Ao vácuo que nada traz
E transborda um Universo de Supernovas  Onde há covas, mas algo sempre se renova
E eu deixo o tempo Mas o tempo é um ser traiçoeiro Em meio a remendos Talvez certeiro, talvez engenheiro

E é aí que eu tenho mais medo  Tornar-me máquina Ter sangue frio e o peito de gelo Tornar-me lastimas

Sentimentos Agudos em Notas Tristes

O que acabamos nos tornando?
Como chegamos onde estamos?

Aos detalhes que se calibra
E mesmo assim se desequilibra
Caminha ao que se imagina
Enfraquece meus ossos e fibras

A gente dorme de um jeito e acorda de outro
Em que casa a Lua deve estar?
A gente some quando nos convém desesforço
Qualquer varanda, sala de estar

Somos inconsciência
E somos impaciência

Tenho minhas manias estranhas e lineares
Que bagunçam toda uma estrutura
Quando volto a te ver em todos os lugares
Tento me convencer que é loucura

Nossas baterias estão cheias de contratempo
Mas eu ainda consigo acompanhá-las
Eu abraço nossa contramão e corro desatento
Em vozes que só eu consigo escutá-las

Durmo em pesadelos feitos de neve e Luz opaca, astral
Não consigo ler as placas, é a insônia, é a ressaca moral

Ilustra

Dentro de empasses
Entre o se prender ou o se libertar
Entro e peço passes
O samba de se perder e se perdoar

Fecho o corpo
Peço a proteção e vou
A cara de louco
Não demonstra quem sou

Mas as flutuações sim
Mostram as essências a serem corrigidas
Deitado no ar de jasmim
Perfumes que trouxeram de outras vidas

Nas escalas de marfim
Duas passagens extensas de notas no violino
O Outono e meu jardim
Perdidamente, o brilho de um olhar cristalino

Aquele que evitei por horas no deserto
Mas não paro de pensar
Aquele que nunca imaginei ver de perto
Mas não paro de sondar

O sonhar de respiração ofegante e dissonante
Errante, constante, mas ainda assim... distante

Fecho o corpo
Peço a proteção e vou
A cara de louco
Não demonstra quem sou