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Cronicas de Pietro (parte 1)

Me deu vontade de te ligar
E apesar de saber que precisa de uma palavra amiga
Eu sei que as minhas não ajudariam

Mesmo que eu fale só a quem deseja ouvir
Gostaria de te dar a minha mão pra tua evolução
E te mostrar que somos mais que uma mera geração

Eu gosto do céu, quando ele está laranja
E, eu que sempre amei esse teu sorriso de samba
Teu olhar de funk, teu abraço de bossa e a tua tattoo da santa

A pior prisão é esse orgulho
Que por mais que a gente se esforce
O nosso braço, não torce

Eu gosto do céu, quando ele está laranja
E sei que tu, também gosta...

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Castanhos (parte 2)

Somos as loucuras dos dias quentes
Somos o aconchego dos dias frios
Somos o sabor do ópio entorpecente
E somos o som das águas nos rios

É, mas não somos o toque
Somos horizontes
Nós não somos os bosques
Somos os montes

O vento silencioso que te traz calafrios
O ranger dos móveis em meio ao silencio
O que ecoa e reverbera dentro do vazio
A consciência que te liberta do bom senso

É preciso cair e é preciso mudar as direções
É preciso sair e é preciso surtar suas orações

A vida vai te obrigar a ver as coisas por outro ângulo
Não se irrite e aproveite as portas abertas
A sua mente quer ver além de quadrados e retângulos
Tende e pende a mais figuras geométricas

Depende de você mudar e evoluir
Não é só andar na contramão
E sim, moldar estratégias ao fluir
O diferente em determinação

E então seja a leve brisa que vento leva
Toque os braços abertos de quem espera

Filólogos

O imã, é a atração entre os opostos
Só entende o prisma, os que estão dispostos
Brilham, os que se deixam expostos
Só entende a rima, quem faz com proposito

Nem toda interpretação está no recitar
Sorrisos de perfumes e dos sons à decifrar
Nem toda observação é feita pelo olhar
Sem apagar, por cima dos rabiscos a editar

Você já sabe o que é passado, presente e futuro,
Sabe onde quer estar ou está em cima do muro?