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Bruma

Pernas cruzadas de meia meditação
Na escuridão de um eremita
Contagem regressiva para explosão
Cidadão que ainda acredita

Observar a Luz, é ficar cego
Aceitá-la, é sucumbir seu ego

Pernas cruzadas de introspecção
As mãos na cabeça cheia de imaginação
O que faz da poesia sua canção
E onde poderemos encaixar n'um violão

O cinza em meio a tantas outras cores
E um azul mais forte dentro dessa noite

A Lua e as estrelas agora brilham intensamente
A fumaça sobe interiormente
A causa e o efeito da paz pra alma e pra mente
A lágrima cai discretamente

Agora, se vai continuamente
Perfeitamente, dolorosamente

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Filólogos

O imã, é a atração entre os opostos
Só entende o prisma, os que estão dispostos
Brilham, os que se deixam expostos
Só entende a rima, quem faz com proposito

Nem toda interpretação está no recitar
Sorrisos de perfumes e dos sons à decifrar
Nem toda observação é feita pelo olhar
Sem apagar, por cima dos rabiscos a editar

Você já sabe o que é passado, presente e futuro,
Sabe onde quer estar ou está em cima do muro?

Castanhos (parte 2)

Somos as loucuras dos dias quentes
Somos o aconchego dos dias frios
Somos o sabor do ópio entorpecente
E somos o som das águas nos rios

É, mas não somos o toque
Somos horizontes
Nós não somos os bosques
Somos os montes

O vento silencioso que te traz calafrios
O ranger dos móveis em meio ao silencio
O que ecoa e reverbera dentro do vazio
A consciência que te liberta do bom senso

É preciso cair e é preciso mudar as direções
É preciso sair e é preciso surtar suas orações

A vida vai te obrigar a ver as coisas por outro ângulo
Não se irrite e aproveite as portas abertas
A sua mente quer ver além de quadrados e retângulos
Tende e pende a mais figuras geométricas

Depende de você mudar e evoluir
Não é só andar na contramão
E sim, moldar estratégias ao fluir
O diferente em determinação

E então seja a leve brisa que vento leva
Toque os braços abertos de quem espera