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A Sétima Arte e um Relato de Assassinato

Presa, a atenção
Barulho de chuva na escuridão
Reflexo da Lua no chão

Segundo de fração
Paralisado com a movimentação
Um tiro em sua direção

Ofegante respiração
Os ombros relaxam com suas mãos
Olhares em prisão

Testemunha Ocular da ficção...

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Sentimentos Agudos em Notas Tristes

O que acabamos nos tornando?
Como chegamos onde estamos?

Aos detalhes que se calibra
E mesmo assim se desequilibra
Caminha ao que se imagina
Enfraquece meus ossos e fibras

A gente dorme de um jeito e acorda de outro
Em que casa a Lua deve estar?
A gente some quando nos convém desesforço
Qualquer varanda, sala de estar

Somos inconsciência
E somos impaciência

Tenho minhas manias estranhas e lineares
Que bagunçam toda uma estrutura
Quando volto a te ver em todos os lugares
Tento me convencer que é loucura

Nossas baterias estão cheias de contratempo
Mas eu ainda consigo acompanhá-las
Eu abraço nossa contramão e corro desatento
Em vozes que só eu consigo escutá-las

Durmo em pesadelos feitos de neve e Luz opaca, astral
Não consigo ler as placas, é a insônia, é a ressaca moral

Ilustra

Dentro de empasses
Entre o se prender ou o se libertar
Entro e peço passes
O samba de se perder e se perdoar

Fecho o corpo
Peço a proteção e vou
A cara de louco
Não demonstra quem sou

Mas as flutuações sim
Mostram as essências a serem corrigidas
Deitado no ar de jasmim
Perfumes que trouxeram de outras vidas

Nas escalas de marfim
Duas passagens extensas de notas no violino
O Outono e meu jardim
Perdidamente, o brilho de um olhar cristalino

Aquele que evitei por horas no deserto
Mas não paro de pensar
Aquele que nunca imaginei ver de perto
Mas não paro de sondar

O sonhar de respiração ofegante e dissonante
Errante, constante, mas ainda assim... distante

Fecho o corpo
Peço a proteção e vou
A cara de louco
Não demonstra quem sou

Filólogos

O imã, é a atração entre os opostos
Só entende o prisma, os que estão dispostos
Brilham, os que se deixam expostos
Só entende a rima, quem faz com proposito

Nem toda interpretação está no recitar
Sorrisos de perfumes e dos sons à decifrar
Nem toda observação é feita pelo olhar
Sem apagar, por cima dos rabiscos a editar

Você já sabe o que é passado, presente e futuro,
Sabe onde quer estar ou está em cima do muro?