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Mostrando postagens de Junho, 2013

Tropeços nas Ruas (O olhar distante)

Há sempre uma tática,
Em que a mente empaca.
Há sempre uma prática,
Em que tu perde a estaca.

Há sempre uma lógica,
Sem informações na placa.
Às vezes uma matemática,
Às vezes é levado pela maca.

Há sempre incompreensão,
Confusão em qualquer uma ação.
Viver de seu diário tropeção,
Olha pra nada, seu louco coração.

A amada não sai da mente ou do peito?
Que jeito? Da alma imagens do dia perfeito.
Mas da distancia, um tanto insatisfeito?
Onde a saudade se faz efeito, nada estreito.

Explosivos, Bombas e Fogos de Artifício,
Nada artificiais, preenchimento de seu vazio.

Adeus Ninguém

As luzes de um arranha-céu,
Uma noite com poucas estrelas e letras no papel.
Julga-se o réu, joga-se ao léu,
Mais lento e bem depois dele, vem o seu chapéu.

Os olhares observam o seu único feito impressionante.
Não que tenha sido importante, foi um tanto irrelevante.

Houdini

Voar e poder ver lá de cima,
Tudo, com Nitidez.
Sumir com todas as rimas,
De vaga estupidez,

Mas apenas ficar muito longe,
De tudo, com rapidez.
Ter a meditação de um monge,
Em minha vasta timidez.

Apenas sumir em algum momento
E depois reaparecer junto ao vento.

Rotina de Dias diferentes

Chuva, você gira e deseja mais de sua cama,
Mas tem compromissos e então se levanta.
Chuva, você abraça o travesseiro e se cobre,
Se enrola mais e sente-se o ser mais nobre.

O escuro chegou bem mais cedo
E ainda sim, segue seu enredo.
Uma mudança não te trará medo,
Aos céus não guarda segredos.

A rotina acontece, mesmo que dia mude.
O sorriso aparece, mesmo por dentro rude.
Aproveita, enquanto ainda tem juventude.
A atitude que te ilude, não tira tua virtude.

Adeus Cidade

Há longos períodos de nossos dias cinzas,
Pra você dar valor ao Sol que brilha hoje. Há longos dias sem ventos e as suas brizas, Pra você dar valor à toda mudança e posse.

Uma leitura de jornal, café e cigarro.
O som de seus vícios, em seu carro.
Lugar longe e rodas cheias de barro.
Onde só observo, paro e não narro.

Aqui, é que é raro!

Pesca

Um dia de rádio velho,
Tocando músicas únicas
É tão lindo, é tão belo,
Vai de porsche ou fusca

Tudo soa, como sempre quis que soasse.
O dia passa, como sempre quis que passasse.

Bate a briza do vento
E batem os raios do Sol.
Esquece dos lamentos
E pra frente, joga o anzol.

Tudo soa, como sempre quis que soasse.
O dia passa, como sempre quis que passasse.

Sem preocupação. Sem civilização. Sem desorganização. Sem contradição.

Sonhos Abstratos

Diário do ano passado,
Que ninguém usou.
Desenhos por todo lado,
Papel amassado, jogou.

Errou a cesta,
Acertou a testa.
- Seu besta,
Isso é uma floresta?

Tenta  fazer algum tipo de retrato,
Criança de Sonhos até então, abstratos.

O Melhor Presente

Raios de luz Solar,
Atravessando todas as folhas da grande árvore.
Não é mais Polar,
Não é mais cinza, é um belo reflexo no mármore.

A cultura da escultura diária.
A criatura da pintura geográfica.
A mistura da cintura amada.
A loucura da ternura acordada.

Chegará o dia do meu cansaço,
De pernas e braços fracos.
Chegará o dia de dar um adeus,
E de perder um dos meus.

Mas hoje, hoje não é esse dia!

Poesia do Poeta

Esboços de notas,
Palavras riscadas.
Poesia meio torta,
Ainda não rifada.

É tudo linear,
Tudo tenta se ajustar.
Não é imitar,
Talvez seja se inspirar.

Mas amaça a folha,
Acha que ficou ruim.
Faz alguma escolha,
Uma estoria sem fim.

Enfim, acham que eu escrevo coisas estranhas,
Mas nas entranhas dessa grande montanha.
Há alguém que sonha em realizar suas façanhas,
Que da vida, apanha, mas sempre se levanta.

Escol

São algumas rasões,
Que não deixam eu me retirar.
São alguns desastres,
Que me fazem querer continuar.

São as lutas diárias contra o luto,
Que me fazem acreditar.
São tristezas mascaradas de alegria,
Que me deixam caminhar.

Sei que meus passos não são lentos
E que é difícil me acompanhar.
Sei que se a música acabar, terei mais,
Está tudo aleatório ao sonhar.

O que há de melhor, não é ser o melhor,
Não está ente mil e cem, alguém ou um mero ninguém.
O que há de melhor, não é ser o melhor,
E sim, ser o melhor naquilo que realmente te faz bem.

Naquilo que faz sentir-se melhor!

Fluxo e Refluxo

O verde e o cinza da manhã
Sentindo o gelo entre os dedos As outras cores são paisagens De uma foto enviada sem selos
O vento não é mais uma briza suave O voo da ave entre agudos e graves Chego em casa com minha aeronave E percebo que perdi as minhas chaves

Trastes Trajes

Nossas escolhas não dizem pra onde nós vamos,
Mas sim, como é que nós chegamos.
Nossos sonhos não se realizam quando falamos,
Nem ao menos, quando precisamos.

Andamos impulsionados ao Salto,
O mais alto, mas há gravidade no asfalto.
Nas grama, no boato e no assalto,
Por fato, ato, contato, exato ou imediato.

Ingratos ao Destino,
Mas mascarados de sorrisos.

Desvairado

Não espere que mudos mudem
Mas sim, que os mais surdos surtem Não espere que de luto, eu lute Mas sim, que mesmo rude, te escute
É muita confusão em todas as mentes É muita gente que se mete e apenas mentem
Não espere o que normalmente Espera Aquele venera a esfera de passados nessa Era Ao que torna-se uma Fera na Primavera Mais um Inverno que tempera toda essa Miséria 
É muita confusão em todas as mentes É muita gente que se mete e apenas mentem
O que eles verão posterior a esse Verão? Talvez, oque outrora, em Outono são Só sei que vou parar na próxima Estação E vou partir como se partem Coração
Insânia de todo e qualquer Destino Delírio de todo aquele mero Desatino

Abraços

Sinto-me mais aliviado
Quando recebo um abraço bem apertado.
Independente de ao lado
Ou afastado, independente do seu Estado.

Onde quer que esteja a alma,
Aquela, que sempre me acalma.

Liberdade

Uma visão diferente da nação
Em si, em dó, em ré e só.
A esperança de um Sol, de lá,
Que em mim se faz a voz.

O horizonte de nosso dom,
Pouca nota e cheia de som.
Aquele nosso silêncio bom,
Sem uma rota, sem um tom.

Humor Diverso e Adverso

O bom humor de uma queda,
Sua pequena festa.
Situação difícil de se levantar
E mais ainda de ajudar.

Mas se na sua queda, também sorrir,
Pode dizer; consegui.
Meus movimentos friamente calculados
E pensar; eu venci!

O importante é sorrir
E superar qual seja a sua adversidade.
O importante é sorrir,
Independente de imobilidade e densidade.

Levantar-se com um belo sorriso!

Adão

Por trás das nuvens surge
A majestosa Lua.
Que flutua junto a tragos
De cigarro, só sua.

Uma conversa rápida,
Que mais parece um adeus.
Mas não é e não será,
Sua alma te ligará aos seus.

Ainda vamos nos rever,
E contar novidades futuras.
Rir, chorar e até beber,
Falar de aventuras e loucuras.

Matar saudades de nossa amizade,
Falar de liberdades e continuidades.

Capitão Abelha

Era possível imaginar sua capa vermelha,
Do mesmo modo que escalar paredes montanhosas.
Era um simples desenho do Capitão Abelha,
Em suas aventuras estranhas, um tanto perigosas.

Era possível chamar seus companheiros,
Batalhava ao lado do Leopardo Azul e o Super Gavião.
Um era o ligeiro e o outro seu escudeiro,
O sonho que nunca acabava, nem mesmo na escuridão.

Sua camisa listrada de amarelo e preto, parecia um alvo,
Mas de capa vermelha, mantinha o mundo sempre à salvo.

Nódoa

E sai o homem de casa,
Anda sozinho observando o céu cinza.
Um pássaro que abre as asas,
Bela visão, mas emburrado e ranzinza.

Vê tudo que não queria ver,
Ouve o que não queria ouvir,
Fala o que não queria falar
E senti o que não queria sentir.

É triste ter raiva de todo esse mundo
E mais ainda, de si.
Imundo, de alma e no escuro profundo,
Ainda assim, a sorrir.

Mas maquiagem de sorrisos já está borrada!

Berros de Inverno

Berros pra montanha de gelo, O silencio não te faria mal. Um avalanche em seu castelo, O silencio não te faria mal.
Liberou suas feras em lugar errado E sabe que não pode mudar o passado. Apenas pode aceitar a queda da neve E que ela te leve, mas não se desespere.
Talvez ainda possa sobreviver a isso!

Afastamos de nós, esse Cale-se!

O silencio é o que te resguarda,
Com a mais invisível de suas fardas.
Independente de cor ou sarda,
Independente de pardas ou opacas.

Fomos um barulho distante
De folha pisada de outono.
E o barulho de leite morno,
Que ainda não saiu do forno.

Somos algo que não quer,
Mas uma hora causa transtorno.
Somos um berro entalado,
Que não se submete a suborno.

Somos o Adeus do Silencio,
Somos a Soma de muito Tempo.

O silencio não mais nos resguarda,
Temos agora a mais visível de nossas fardas.
E independente de nossa cor ou sarda,
Independente das nossas mais diferentes placas.

Afastamos de nós, esse Cale-se!

Sou Bloco de Minha Própria Construção

Antes de sair, eu me troco, Eu me arrumo e procuro um foco. Mas ao sair, eu me sufoco,
Sinto-me bloco fora de seu reboco.

Pilar de qual construção?
Um altar de qual religião?
Poltrona de qual televisão?
Grito de qual lado da nação?

Os meus sonhos,
Ainda não são os mesmos que o seu.
Os meus planos,
Ainda não são os mesmos que o seu.

Ainda estou à delinear o meu caminho!

Cegos de uma só Visão

A nossa manhã de céu cinza,
E, a tarde, mais escura ainda.
Muitos querendo sentir a briza
E dar as mãos para a sua linda.

Muitos só observando,
E, tão cegos de seus atos.
Não basta ficar olhando
E não fazer parte do retrato.

Muitos só escutando,
E, mudos com o imediato.
Muitos só estão falando,
Em suas casas paralisados.

Se a Lua esta noite brilhar mais Forte,
Se o Norte por ventura inspirar a sua Sorte,
Se for preciso conquistar com a Morte,
E; Pão, Circo e Esporte não mais te Importe.

Vai abrir os olhos e acordar de verdade,
Pois o mundo é grande e existem muitas maldades.

Pois o mundo é "Grade"...

Adeus Outono

Um vago toque sutil
E suave de seu azar.
Um golpe de um fuzil,
Pelas costas do militar.

Um sorriso que se de faz,
E, outro que se refaz.
Mascaram atos com a paz,
E, que nada nos traz.

Mas sim nos leva,
Alguém que poderia ser o seu amigo.
E está nas velas,
Preces de parentes e seus conhecidos.

Eu só quero Paz!

Ainda acordo com muito sono,
Nesse ultimo dia de Outono.
Sinto-me colono de meu trono
E não abandono meu abono.

Estamos prontos,
Pela intercessão de nosso patrono.
Estamos no ponto,
De um novo conto e novo confronto.

Mas eu...
Eu só quero Paz!

Rindo Sozinho

Me pego com belas lembranças
E eu não vejo a hora de te ver.
Me entrego nessa distante aliança,
A estranha ao me surpreender.

Quero em seu sorriso me perder.
Quero em teus braços me aquecer.
Quero em seu brilho, o anoitecer.
Quero e espero, nunca te esquecer.

Relembrar de ti,
Me tira sem mentira, qualquer fúria.
Relembrar, sorrir,
O que sozinho, parece que é loucura.

Analise de Revolução

Tudo muda, quando há nó na garganta
E ela deixa de estar ou ficar muda.
Tudo muda, quando há nova esperança
E não, um simples Deus nos acuda.

Que nada mais nos iluda,
Mas nós não sairemos pras ruas sem ajuda.
Somos a casa que se inunda,
Mas não o barco que meramente se afunda.

Que nada nociva, nos sirva...
Paz!

Ofusco

Vejo pessoas que se cegam
Em uma unica visão. Vejo barcos que navegam Sem qualquer direção.
Os faróis estão acesos, Mas há sereias que cantam. O intelecto está preso, Eles não sabem o que falam.

Utopia (parte 3)

Volta, é revolta que se nota,
Que não é musical, mas que se torna.
É uma noticia que tem escolta,
Sobre reviravolta a favor dessa cota.

Vigarista a solta em nossa rota,
Achando que aqui só tem idiota.
Se escondendo atras das frotas,
Mas que venha, a vossa derrota.

Adeus agiotas,
Muito sobre pelota e o resto é anedota.
Faça-se a revolta,
Nós não ficaremos mais em suas gaiolas.

Cansados de Pão e Circo,
O povo acorda e torna-se Rico!

Paternal

Há pilares que sustentam minha ponte de paz,
Onde consigo caminhar todos os dias.
Às vezes são amigos, mas sempre são meus pais,
Trazem melhoria, tiram minha teimosia.

Mas melhor que isso,
São minha melhor livraria.
Acreditam mais que eu,
Em meus sonhos e fantasias.

Primeira Meditação

As razões que nós procuramos,
Estão nos olhares.
E o olhar é parte de nossa alma,
Diz nossas verdades.

As conclusões que encontramos,
São saudades.
De um tempo em que já passamos,
Em outra realidade.

Mas as coisas com o que sonhamos,
São liberdades.
E o que efetivamente precisamos,
É de sinceridade,

Densidade...

Afinal, não queremos ser um livro com um final,
Talvez ver a luz, as escadas, as nuvens e ultimo sinal.

Mas há certa curiosidade,
Questões e algumas fragilidades.
Em nossas adversidades,
Integridades, sem a tal publicidade.

Adeus Ego e olá Ser.
Ver o Eco do Amanhecer.

Mendicante

Nossa foto, é uma fato passado,
Os votos, aos ratos acostumados.
O parto de um feto requintado,
Ser ingrato, terremoto enfeitado.

Estando infectado e banalizado,
Acostumado a ser crucificado.
Civilizado, porém desorganizado,
Bastardo de seu País e Estado.

Observa o Horizonte pela Subponte,
Não há mais afronte, deita-se junto ao monte.
É triste vê-lo assim, como alienado,
Familiarizado a ser assim, esse mero ser viciado.

Utopia (parte 2)

O corpo parece derrotado,
Por existirem vários machucados.
Mas a mente sabe que venceu E as pernas sabem o que aconteceu. Por tudo que passou e sofreu E como é grande esse mero pigmeu.
Hoje, a guerra acabou E muitos, ela levou. Mas a conquista ficou E o povo triunfou.
Aos grãos de areia, Aos flocos de neve E as gotas do mar, Sinto-me mais leve.

Imprevisão do Tempo

Nossa previsão do tempo,
Uma noite com final feliz.
Manhã de um céu cinzento
E a noite já teve seu fim.

Nova previsão do tempo,
Novo dia de nova cicatriz.
Tarde fria e muitos ventos,
Vontade de sumir do país.

Bossa, a previsão de lamento,
Musica de foça para a meretriz.
Troca de estação e sonolento,
Enquanto toca uma musica de raiz.

Uma pretensão do tempo,
Criação de uma grande diretriz.
Ao tornar-se o ser sedento,
Descobre que é só um aprendiz.

Fuja do que é circular, suma do que é  linear
Escreva seu livro e livre-se do que é se alienar

Utopia

Eu só não queria acreditar,
Que a felicidade apaga a filosofia.
Mas em um mundo perfeito,
Onde estarão as táticas e teorias?

Seriam só histórias dessas guerras antigas,
De heróis que um dia seriam apagados.
Seriam apenas o ninar das velhas cantigas,
De tudo que um dia seria deixado de lado.

Mas o futuro, já estaria garantido...

Longe das Gaiolas

Há tantos voos ao pássaro,
Aperfeiçoados com vários preparos,
Concebido de grande amparo
E a sorte de não ter sido capturado.

Mas com cães de bom faro,
Ele é observado por tantos bárbaros,
Se bem que seu voo é um disparo,
Procura e caça ao caro, pássaro raro.

O canto de quem voa alto
E conhece a verdadeira liberdade,
Desvio de todos os assaltos,
Para poder habitar com dignidade.

Povo Parvo

É sempre por um evoluido amanhã,
A busca de um novo horizonte.
Mas estamos sempre no mesmo divã,
Onde esse povo se esconde.

É sempre por mudanças e melhorias.
É sempre por esperança tratada com ironia!

Aos Desacompanhados

Vamos pintar
Aos que não cansam de observar a Lua.
Vamos cantar
Aos que estão à espera de alguma Cura.

Vamos inventar
Aos que já vão tarde ou somem na Rua.
Vamos imaginar
Aos que estão em uma de nossas Pinturas.

Vivendo em uma aventura,
Sem suas antigas loucuras.
Com alguma dura ditadura,
E, de severas composturas.

Sobrevivendo com jogo de cintura,
Mas longe de toda aquela mistura.
Dando adeus à qualquer amargura,
Deixando aquele olhar de criatura.

Que esteja bem onde esteja,
Na igreja ou bebendo uma cerveja.

Claves Secas

Chuva forte, que demora a passar,
Passaporte do que nos faz esperar.
Não se importe com o que vão falar,
Seja o transporte do que é sonhar.

Que seus planos possam se realizar.
Que seus danos possam se cicatrizar.

Porvir

Tentem não esquecer do futuro,
O presente é magnífico, mas precisamos tê-lo amanhã.
Tudo necessita estar bem seguro,
Não é apenas culto poético, proteja seu clã, sinta-se Titã

Não é discurso profético... Sintaxe!

Fones de Ouvido (parte final)

A cicatriz estancada,
É a felicidade estampada.
Escudo em morada
E o sorriso como espada.

O respeito das opiniões,
Onde frases tornam-se expressões.
O direito de suas questões
E respostas avaliadas em omissões.

Você só vai ouvir o que quiser e bem nítido
Na hora que quiser, com seus fones de ouvido!

A Mente Humana

A mente humana,
Que constrói e destrói,
Mostram algumas imagens
De vilões e heróis.

A mente humana,
Espera e se desespera,
Modificam as esferas,
Atmosferas e quimeras.

A mente humana,
A mais fraca e a mais forte,
Cheia de cortes, sortes,
Mortes, suportes e holofotes

A mente humana,
Às vezes apagadas ou criando,
Ao nada, olhando,
Pensando, cantando e desenhando.

A mente humana,
A mais maluca e mais sensata,
De bons momentos,
Mas ingrata, carente de ouro e prata

No dia em que realmente for se entender,
Espero que não seja em sua hora de morrer.

Triz

Fora do tempo,
Compassos malucos.
Contra o vento,
Seus colapsos únicos.

Quase nada,
Beirando tudo.
Na enseada,
Me sinto mudo.

E o mundo,
Surdo pras vozes de minha mente.
E o fluido,
Vultos ao que é quase transparente.

Pérfidos

Não espere por respostas sem perguntar
Não espere aplausos sem atuar
Não espere pelo horizonte sem caminhar
Não espere felicidade sem sonhar

Infiéis da própria fé,
Sendo levados pela maré...

Subsistir

Nas mangas e na mesa, cartas,
Peças e dados, ao tentar trapaça.
Essa monstruosa mente humana,
Rara, a máscara que não profana.

Obra prima da revolução silenciosa,
Soturna, Noturna e muito Misteriosa.
A visão à vários passos de sua jogada
E os passos na trilha mais calculada.

Cuidadoso com todas as suas atitudes,
Zeloso com as palavras, em plenitude...

Gatuno

A face, não mais se inclina,
Observa dentro do olhar de sua vitima.
Sabe de seus passos e rotina,
Segue com disciplina toda sua doutrina.

Sai pela porta um homem,
Some de quem o consome.

Teoria de Utópicos

Procuramos um Paraíso de liberdade
Procuramos em tudo, a bondade
Procuramos uma utopia de igualdade
Procuramos no mundo, a verdade

Queremos tocar o Horizonte da Divindade
Queremos mostrar nossa santidade
Queremos ser mais que a simples humanidade
Queremos nos abster da fragilidade

Mas e a nossa humildade,
Vontade e felicidade?
Mas e a nossa credibilidade,
Densidade e habilidade?

Claustro

Uma explosão de fúria cósmica em silencio,
Um Universo querendo se purificar do vasto veneno.
Os meteoros não destroem outros habitantes,
Desaparecem ao ouvirem os seus sons tranquilizantes.

Um fio cortado, antes da contagem regressiva.
Um abraço na alma, antes de torná-la agressiva.

O Presente

Ao partir, uma parte de nós se vai,
Uma fração de um fragmento.
Uma parte do menos, torna-se mais,
Um elemento em pensamento.

São metades que um dia já foram conectadas.
São saudades fundidas, dissipadas e decepadas.

Nem tudo é tão constante como antes
E eu vivo sempre meu instante.
O mundo gira e cria os novos amantes
E o passado, torna-se distante.

Fantasmas podem até insistir em fazer visitas
Mas medito em razão, onde minha alma orbita

O Presente...
É nosso maior Presente!

Universo no Papel

Universo no Papel
É meu desenho e é minha poesia.
Uma cidade no céu,
Onde Lua e estrelas são vizinhas.

Uma assinatura,
Na pintura que simplesmente copiei.
Uma literatura, cura
E aventura com criaturas que recriei.

Universo no Papel,
Vindos da Mente, da Alma e do Espírito.
Cometas no Quartel,
Em frente e enfrentem todos, nesse Infinito.

Era, Uma Vez

Quando os sorrisos clandestinos,
Fazem mais sentido que os sorrisos amigos.
Quando o peregrino busca o divino
E encontra o seu destino longe de seu abrigo.

Observa-se mendigo de ensino
E o passado esquecido na cultura do invertido.
Menino inabastecido de solo Latino,
Saudades dos olhares cristalinos, em fatos e mitos.

Histórias que pararam de ser contadas
E imaginação que parou de ser narrada...

Deitado na Grama

Deitado na grama,
Olhando pras nuvens e seus formatos diversos. Ao passar as horas, Poderemos entender o significado do universo.
Para tudo que observamos, Vemos mais do que realmente é exposto. E tudo que testemunhamos, Narramos com nosso suposto composto.
Somos cegos de natureza, Pois na beleza, às vezes enxergamos o oposto. Somos filhos da nobreza, Sem uma realeza, pagando um novo imposto.
Deitado na grama, Querendo voltar a ser uma criança. Onde o único drama, Era pra me empurrarem na balança.

Maquinal

Ative o seu modo aleatório,
A sucumbir em si próprio.
Relatório fora de escritório,
Subjugado a ser impróprio.

Dividir desejos de Multiplicar,
Subtrair para que possa Somar,
Há vozes que vêm do Além
E silêncio após o nosso Amém.

Você tenta entender
E o que consegue, é ficar mais confuso.
Você tenta estabelecer
E em seu interior, sente-se mero intruso.

Não olho para os lados,
E não olho pra baixo.
Automaticamente guiado
E sempre observado.

Velas

Há poesias no olhar,
Há musica no sorriso,
Há lápis no caminhar
E borrachas no juízo.

Ao abrir as janelas,
Poderá entrar o vento frio ou os raios solares.
Ao ascender a vela,
Sua proteção a ela, te levará a outros lugares.

Pessoas ascendem todos os dias,
Essa nossa nossa luz de esperança.
Pessoas caminham todos os dias
E raras merecem as nossas chamas.

Luz pra guiar e até aquecer
Luz pra iluminar e fazer crer

Mas também,
Nós escolhemos à quem nós vamos Brilhar.
Um alguém,
Que em reciproca, reflita esse nosso Sonhar.

Estátua (parte 2)

Grandes decepções,
Mas não com certas pessoas.
Com nossas orações,
Em marés de pequenas lagoas.

Grandes furacões,
Não sair em nenhuma garoa
E ver em desilusões,
A correnteza que não escoa.

O tempo passa
E o que consideramos ser nada, acontece.
Tudo aqui passa
E ainda temos uma pequena crença na prece.

Mas rezar e ficar parado,
É uma grande palhaçada.
E essas Estátuas, assim julgo,
São apenas, Infinitos Nadas!

A Ilha do Tesouro

Perde-se o mapa, assim que atraca.
O vento o leva, sem X e sem marcas.

Esperando por respostas,
Sem preguntar.
Esperando sem apostas,
A se perturbar.

A voz faz silencio
E a mente entra em incêndio.
Explosão eminente
Da mente que está consciente.

E o seu inconsciente fala mais alto,
Desse ato de assalto, a que me falto.
E pouco falo, mas ressalto os fatos,
Não me mato, ao menos me retrato.

Não em retrato,
Nem ao menos, o tal sensato.
Fúria sem contrato,
Pensando em voltar pro barco.

Esperando por respostas,
Sem preguntar.
Esperando por propostas
E a especular.

A intensão,
É apenas de melhorar,
De evoluir
E sempre me aperfeiçoar.

Não voltarei pra casa com as mão vazias...

Teórico de Passagem

Magnífico, aqueles que se despedem,
Já em partida.
E que apenas amenizam em partes,
A dor da ferida.

Triste, os que acham que estão certos
E são insetos.
Na procura da Luz do que é o correto,
Presos a concretos.

Paz espiritual da consciência em advertência,
Cheia de impotências.
Alma e corpo ligadas em várias conveniências,
E nem tudo é só ciência.

Eu sei... mas o que realmente é esse Mundo?

Estátua

Raios de alguns instantes conectados
Olhares há tempos separados
Reunião de seus fantasmas e monstros
Perfeitos pra esses encontros

Na verdade, um reencontro
De seus internos confrontos
O homem que se diz pronto
E não sai do mesmo ponto...