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Mostrando postagens de Abril, 2013

Eu não paro na próxima Estação

Expectativas geram decepção
Olhares paralisam articulação
Nada vale mais que uma ação
Nem tudo terá uma explicação

Nesse campo você não pede substituição
Independente de qual seja a tradição
Independente de qual tenha sido a infecção
Independente do pulsar de seu coração

Eu não paro na próxima Estação
Nem na de trem e nem na de verão

Nem Outono, Inverno
Ou um eterno Inferno
Nem na tal Primavera
Ou qualquer atmosfera

Eu não paro na próxima Estação
Nem de ônibus, navio ou a minha intenção

Arena de Areia

Simplesmente não miro admirar
Me refiro só ao que prefiro
Deixo esse mundo girar e gerar
Pretérito de mérito, me viro

Me viro de um lado pro outro
No mesmo travesseiro e na mesma cama
O pesadelo é menor que o monstro
Faça silencio e nunca diga ou finja que ama

A não ser que odeie muito
Sem sentido ao bater continência
A não ser que odeie muito
Sem sentido ao temer consciência

As batalhas acontecem aqui
Onde água não pode chegar
Se chegar, chega a destruir
Então no mar eu irei morar

Pseudo-Cowboy

Os olhos meio abertos
As mãos que me protegem dos raios solares
É assim que eu desperto
Logo mais, lugares, colares e opiniões polares

Faço esse caminho deserto
Onde posso respirar junto aos mais populares
Acredito que aqui me liberto
Mas tenho a preferencia por mares e pomares

É no interior que se encontra a paz interior...

Reencontros

Nostalgia, aquela musica na rádio
Aquele filme passando na televisão
Nostalgia, voltar para aquele estádio
Aquele estágio de respirar a visão

Nostalgia, aquela rua em que já passei
Rever pessoas em um lugar comum
Olhar nos olhos de quem sempre contei
Ou apenas reencontrar algum álbum

Quando o passado se torna presente
Parece que alma deseja sair da gente

Cubo de Fronteiras

Vemos nas reações
Nossas verdadeiras emoções. Vamos da paz interior Para a fúria com o exterior
Vemos na consciência Tudo aquilo que se torna consequência. Vamos da nossa ilusão, Nossa visão e versão, ao nosso bordão.
Vemos algumas verdades, Algumas mentiras, êxtases e piedades. Vamos odiando aos poucos O que nos fazia bem e nos tornou loucos.
Vemos e vamos, vamos e vemos... Sem ao menos sermos mais que pequenos!

Plebe Museu

Certas esperanças já residiram,
Mas aconteceram várias mudanças.
Muitas decisões se concluíram
E hoje se renovam as esperanças.

O mundo gira, gira e gira,
Sem qualquer direção ou mira.
Modificando rubis e safiras,
Trocando verdades e mentiras.

Mas o que acontece,
É que tanta coisa aconteceu.
Para não acontecer nada
Na coleção desse velho Museu.

Mas o que parece,
É que esse coração já sofreu.
Sem nenhuma nobreza
E por isso sempre foi um Plebeu.

Nós crescemos e ao crescer tudo muda
Se não fosse assim, nós ficaríamos para trás
Caímos e às vezes levantamos sem ajuda
Precisamos parar, pensar e assim ficar em paz

A Desculpa para não dar Adeus

Já acertei errando
Mas nunca errei acertando
De certa forma
Se reforma minha plataforma

Aprender e reaprender é sempre bom
E lembrar é confortante
Se estamos ligados pelo dom ou o som
É o menos importante

Estamos ligados de certa forma
Sem formato, igual esse universo
Estamos ligados sem uma norma
Sem as mãos, versos ou adversos

Pelo coração, alma ou mente
Em uma estranha e muito confusa corrente
Ainda nos veremos um dia
Então levante a cabeça, abrace-me e sorria

Até mais...

Zero ponto Zero

Ponto de partida
E partidas sofridas
Almas repartidas
Disparos e corridas

A mente perdida
Mas não vencida
Passos na avenida
A face de homicida

Não sabem nada sobre a sua vida
Que não teve despedida
Pessoas de cegas visões cometidas
De uma historia não lida

Julgue, decida na descida
A criança nascida
Ame em sua súbita subida
A fera renascida

Zero ponto Zero
Zero, o ponto Zero

Tocar, Compor

Antes campainha
Hoje, é o meu violão Antes só correria Hoje sento-me no chão
Gosto de bateria Mas sempre faço destruição Gosto de companhia E às vezes, prefiro a solidão
Finjo fazer poesias Mas eu adoro fazer várias canções Eu tenho minhas teorias Costumo colocá-las em meus refrões

Já ouvi que azul  É a cor da parede da casa de Deus Já ouvi que azul É a cor de nosso teto e do manto de Zeus
Musica fundida com poesia A arte que é cheia de alegorias

Olhando reto, mesmo assim tropeçando

Quando começa a não valer a pena
É que tu descobre que a pessoa nunca valeu nada
Quando não se muda mais a cena
É que tu vê a perca de tempo e a vida paralisada

Tento ser educado, mas muitas vezes sou bruto
Nem todos são merecedores do meu verdadeiro sorriso
Tente não chegar de fininho pra me dar um susto
Que seja uma surpresa boa, pra ver em meus olhos o brilho

Não sou legal e não sou chato
Sou reflexo de minha visão
Não sou distancia e não sou tato
Nem sou sua luz na escuridão

Sou um Totem com a cara feia
Que apenas os loucos acreditam que trará sorte
Sou uma carranca de caravela
Não quero impor medo e sim o repeito ao forte

Putz... acho que já fui abduzido!

Analogias

Sou aquele herói na tela
Com mais vidas do que o necessário
Às vezes sinto-me numa cela
Olho pro glossário e perco meu horário

Filmes, livros e músicas
Que marcaram nossa infância
Clássicos, são da lógica
Do melhor de nossa elegância

Ligação que se faz da arte
Nos leva de Plutão à Marte
Uma descrição feita aparte
Glorificando nosso estandarte

Conexão mental de gostos
Composto e não oposto
Visão completa de seu rosto
Sem um suposto imposto

O que nós achamos legal
É o mesmo que nos torna igual

Caixa de Papelão

Chegar e enxergar
O que estava do lado de lá
E agora é do de cá
Onde posso encontrar meu lar

A visão ampla
Foi feia para julgar o belo ou o feio
A visão próxima
Foi feita para perder o nosso receio

As pontes, para atravessar
Os caminhos, para trilhar
As esperanças, para sonhar
E as alianças, para realizar

O Lúdico contra o Mentiroso

A bandeira branca era um pedido de trégua
Hoje, os punhos e gritos mudaram essa regra
Fazem dos direitos uma mascarada entrega
E na íntegra, mentiras que pregam com novelas

A palavra Ditadura foi simplesmente trocada
Pela palavra Preconceito
Certos de que a Liberdade de Expressão
É uma falta de Respeito

Cansado de piadas para crianças
Eu quero é muito palavrão
Algemada gargalhada sem fiança
Mas sem esperança... Não!

Passageiro

Posicionadamente torto
Porém bem confortável Desço a janela de trás E tudo torna-se notável
Daqui observo melhor que pelo retrovisor Não me preocupo com a distração em rigor
Parte do braço direito pra fora Em verdade, só o meu cotovelo No pulso esquerdo, vejo a hora E o vento que balança o cabelo
Estamos quase chegando ao nosso destino Me ajeito e me preparo para levantar o vidro

Guerra de Olhares

Consideramos inteligente
O que pra nós, é muito interessante
Consideramos que laços
São traços do afeto que se faz cativante

Se gostamos das mesmas coisas
Então fazemos parte da mesma sociedade
Olhamos pra fora com depreciação
Tratamos o respeito com a nossa falsidade

Não somos obrigados a gostar de tudo
Mas nem por isso, temos de odiar o mundo!

Três ponto Zero

Conversando, nós podemos entender muito
E também podemos entender quase nada
Observando, ficarmos bravos com o gratuito
E também podemos responder com risadas

Hoje, há muita coisa que esqueci de dizer
Fosse o que fosse, eu não me esqueci de ler
Auge de muita coisa que esqueci de fazer
Ruge sem pose, mas com um olhar de avidez

Abro a janela e vejo uma Luz diferente a cada dia
Ironia que irradia na maioria da vezes, com a melhoria
Olho pro céu e vejo uma Lua diferente a cada dia
Ironia que irradia na maioria da vezes, com minha alegria

Três ponto Zero
Três tontos Velhos
Fez contos Cegos
Mês nono, meu Ego

Eis o porto Clero
A ex que não Quero
Não ter o Mero
Vez e vez que Celebro

A Deusa e o Nero
Quatro pontos, o Afeto
Os Avós e o Neto
Céu azul, o nosso Teto

Teatro Burlesco

De tempos em tempos, mudamos Independente se é rápido ou se é devagar De ventos em ventos, nós voamos Sem medo de observar ou apenas vagar
Do sempre e sempre, lutamos De vez em quando, nós até lucramos Não é raro quando superamos A vida é sempre essa, que nós levamos
O único receio que eu tenho,  É de não conseguir me despedir Dizer o quanto foi importante Dar um forte abraço e depois sorrir
A superação vem do quanto você suporta E a condenação do quanto você se importa
Estamos sempre dentro desse Teatro Incessantemente esperando atos imediatos Onde há sempre esses aplausos ingratos E esperam contato do que é só um contrato
Fecham-se as cortinas outra vez Até a próxima, senhor fregues

Doa

Brinquedo velho na caixa amassada
Muitas historias a serem relembradas
Álbum de fotos de cada aniversario
O ser que se perde em vocabulários

Há cartas que perdeu
Há fotos que já nem existem mais
Há plantas que colheu
E fez coisas que você disse; jamais

Fecha a caixa e doa
Antes que o passado, doa

Aos Prezados

Parece que a idade volta
Mas são só sorrisos de criança
Não existe mais a escolta
Mas ainda existe a antiga aliança

Amigos, sempre são raros
Poucos tem o nosso bom faro
Reparos custam bem caro
E aos verdadeiros, me declaro

De muitos, eu sinto saudade
Mesmo sendo poucos, os de verdade

Potestade

Alguns irão te seguir
Alguns irão apenas sumir
Alguns irão te punir
Alguns te farão ressurgir

Poucos irão te ouvir
Muitos irão te medir
Poucos irão só latir
Muitos... irão partir

Palavras, podem te ferir
Livros, podem te induzir
Canções, te fazer refletir
Olhares, podem te reprimir

Só você sabe o que irá sentir
Tente sempre encarar e nunca fugir

Fuga para a Mente

Tetos de madeira, sem uma lareira
Uma camisa de caveira
Na beira da lagoa com uma cadeira
Depois de descer a ladeira

Depois da multidão
Escolheu alguns dias de solidão
Vara de pesca na mão
Do seu lado, à direita, seu violão

Uma janela sem vidro
Onde entra frio e alguns mosquitos
Observa melhor o brilho
Fecha cortina, ascende vela e lê um livro

Ultimo Abraço

Hora de dizer adeus
Embora possamos nos rever
Hora de pedir a Deus
Que isso ainda possa acontecer

O que a distancia separa
A ligação mascara
O peito finge que repara
E o pulso dispara

Hora de deixar saudade antes da hora
Antes de você ir embora

Zero (parte final)

Muitas coisas para construir
E as mesmas pra te destruir
Muitas coisas a te confundir
E as mesma à vir te instruir

Muitas coisas pra se corrigir
E as mesmas a fazer refletir
Muitas coisas que vão persistir
E as mesmas você vai desistir

O tudo, é o nada que você observa
Teu tudo é aquilo que você preserva

Os seus olhos vão apenas sangrar
E em lágrimas vão se derramar
Os seus corpos vão se desencontrar
E talvez em alma vão se perdoar

O tudo, é o nada que você observa
Teu tudo é aquilo que você preserva

Seleto dentre Insetos

As mudanças são difíceis
Porém, são inevitáveis
As escolhas não são simples
E conselhos, abaláveis

Pessoas irão te jurar amores
Pessoas irão te jurar o ódio
Haverá os abraços e os rancores
Nem toda visão será o obvio

Nem toda palavra será a verdade
Nem toda face séria terá maturidade
Nem toda musica te trará saudade
Nem todo sorriso se fará da verdade

As mudanças são imprevisíveis
E quase ninguém vai te entender
As forças internas são infalíveis
É sempre bom saber se defender

Mas tente, nunca estar ou ficar sozinho
Sei que haverá falta de carinho do seu ninho
Também tente, nunca ser um mesquinho
Sei que haverá muitos espinhos no seu caminho

Há uma força maior que todas
Ela é interna e sempre se externa
Há uma força maior que todas
Ela governa e às vezes desgoverna

É espirito e é alma
É resídio de sua calma
Às vezes de trauma
E às vezes de muita raiva

Há vários tipos de mudanças e de transformação
Há vários tipos de buscas por perfeição e evolução

Minha Liturgia

Alguns dias, eu paro mil vezes pra pensar
Em outros, me deparo sem conseguir se quer falar
Algumas horas, eu necessito parar e meditar
E os outros não entendem esse modo de expressar

Ah... o silencio, em meio à todas as vozes da minha cabeça
Ah... me remendo, em musicas e livros, em intervalos e terças

Partido

Somos em vida aliciados ou aniquilados
Escolhemos quais serão nossos fardos e lados Não vivemos num jogo de cartas ou dados Precisamos de mira, antes de jogar os dardos
Somos a vontade de ser mais e até maior que tudo Foi implantada na nossa mente inconsciente, bem lá no fundo Mostram o bem sendo o mal, cegos agentes duplos Mostram um meio se bordas, sem histórias e sem escrúpulos

No que ou em quem acreditar?

Guilhotina

Há potencial parado
Há sábios que ficam calados
Há vontade nos sonhos
E todos com o mesmo sono

Sabemos o que está errado
Sabemos quem deve ser derrubado
Sabemos sonhar e acreditar
Podemos saber falar, mas e realizar?

Montanhas Imóveis

Atrás das linhas inimigas
Você poderá ter um aliado
Assim como também pode
Ter um inimigo do seu lado

Poder confiar em alguém
Em realidade é tão bom
E saber que confiam em você
É bem melhor que um dom

A Guerra, ela é só uma para sobreviver
Mas as batalhas, são muitas para crescer

Não há Espelho Blindado

O ser solitário que anda em má companhia
É o ser que mascara toda a sua agonia com a autonomia O ser que busca pelo que parece absurdo É o mesmo que pode encontrar e ser chamado de astuto 
Há visões que julgam ações E trajetórias que tornam-se histórias Há ilusões de vulgos corações Nas trajetórias de derrotas e vitórias
Nossos amigos e inimigos são meros mortais No começo e no final, somos todos meros iguais

Observando Táticas

É bem mais tarde do que pensamos
É bem mais pulsante enquanto nós pulamos
É bem mais simples do que julgamos
É bem mais ávido que o modo que falamos

O dono pode encontrar o cão que perdeu
Mas o cão, esse nunca encontrará o dono que o abandonar
O campeão mostra as honras que venceu
Mas o perdedor, para que possa vencer, precisa se levantar

Todas nossas escolhas se resumem
No que fazer com o tempo que nos foi dado
Todas nossas encolhas se presumem
No outro ser, que à tanto tempo fica calado

Qual será o próximo passo?

No Mundo da Lua

Estava apenas andando em órbita lunar
Com meu passo devagar, em outro lugar
Estava tentando observar daqui, a Terra
E a guerra que se encerra atras da serra

Estava deitado em uma bela cratera
Sem Primavera, em outra atmosfera

Freio Verbal

Lentidão no processo ou no progresso
Pode ser mental o recesso em excesso

Faço de mim o silencio
Quando não sei o que dizer
Da visão eu me ausento
Quando não sei o que fazer

Posso até saber, mas às vezes impaca
Qualquer frase desse ser tão babaca...

A Batida

Eu poderia falar
Sobre primeiros encontros
Eu poderia falar
Sobre estarmos prontos

Eu poderia falar
Sobre o verdadeiro amor
Eu poderia falar
Sobre tudo que dou valor

Mas às vezes fico relembrando sozinho
Vejo todas minhas escolhas e todos meus caminhos
Mas às vezes fico relembrando da batida
Do peito, do som, do corpo e de todas as recaídas

Eu poderia estar falando com a minha mente
Mas nem ela sabe de verdade o que meu peito sente
Eu poderia falar que a batida está abatida
O que seria uma saída ao dizer que a mente foi vencida

Não, não foi, ela continua funcionando
Pensando e por enquanto, não falando...

Um dia terá Efeito

Ser humano, o ser imperfeito
Sempre reclamando dos seus defeitos
Seguem andando em despeito
Pois eles sabem que tudo que têm feito

Um dia terá Efeito

São eleitos tirando proveito
Presidentes e prefeitos que nada têm feito
Todos suspeitos, ficando em leito
Mas aqui se faz, aqui se paga e ficará estreito

Um dia terá Efeito

Falso Ciclo de Piedade

Se vê diferente ao tonar-se indiferente
E é nitidamente conveniente
Sobrepor sua mente tão consistente
Está a frente de muita gente

Sabe falar tudo sobre antigamente
E solenemente sobre atualmente
A frase mentalmente é persistente
Consistente que intimida a mente

Totalmente, completamente e inteiramente
Interiormente, o ser consistente e consciente
Às vezes ausente em meu silencio sobriamente
Sobre a mente inexperiente de entorpecentes

Geralmente mentem e confundem os incoerentes
Depois fazem correntes que gerem e se sedimentem

Acústica

Uma frase sem uma explicação
Um verso do violão
Abre aspas para a introdução
Parte unica da canção

Onde prosegue em evolução
Contra-baixos e gaitas em perfeição
Junto à essa bela composição
E talvez a bateria que faça a destruição

Ouça o violino ou o piano de fundo
Sua audição parada por um segundo
Para entender o que parecia confuso
Para te explicar tudo em teu mundo

Ah... a bela canção que te faz pensar
Acompanhar, cantar e te faz relembrar

Testemunha Ocular do Universo

Olhando a chuva que cai
Dando adeus a quem vai
Sentindo o frio que se faz
Com o vento que me traz

Lembranças, esperanças
Tempestades e bonanças

Olhando pro céu escuro
Criando algo atras dos muros
Onde ainda me sinto seguro
O maduro, imaturo e prematuro

Parece confuso, mas eu penso muito
Se não pensasse, aí me sentira maluco

Pelo telescópio, espero por visita
De gente bonita ou esquisita
Para saber onde outro povo hábita
Como se anda, orbita ou levita

Observo meu sonho ou minhas loucuras
Mas esse é o momento de ter minha cura

Devaneio em Arte

Nem tudo na mente torna-se imagem São raros os que recriam a paisagem Há alguns que apenas criam a miragem Rápida visão em seu rito de passagem
Dá pra ouvir o som da queda da folhagem Dá pra sentir o tremor que faz a engrenagem  Dá pra ouvir o barulho do animal selvagem Dá pra fingir de cima do penhasco, a coragem
É abstrata a abordagem Que se retrata em vantagem

Ao Sonhar

De baixo das cobertas
Não tem frio e não tem monstros
Mas também fora delas
Há vida, luz, o ar e os encontros

Ao Sonhar deitado, está apenas sonhando
Ao Sonhar acordado, estará os realizando
Ao Sonhar parado, está apenas planejando
Ao Sonhar andando, está os concretizando

Ao sonhar, basta saber em que mundo está
Para saber o que falar e o quanto pode voar
Ao sonhar, basta acreditar em que plano está
Pra saber que ritmo dançar e qual tom cantar

Com os pés no chão ou com os pés nas nuvens
Há lápis nas mãos que fazem escritas e desenhos
Com papéis na mesa há valores que equivalem
E sem a ilustração, vejo um esboço do empenho

Todos nós sonhamos
Mas nem todos, os realizamos
Vai do tamanho da fé
Do sabor do café e do pontapé

Ah, a Fúria...

Ah, a Fúria, como eu queria não tê-la
Eu queria que um cigarro não precisasse amenizá-la
Ah, cega visão, como eu queria não vê-la
Como uma suave musica que pudesse acalmá-la

Ah, a Fúria, em que o tempo para
Ainda assim gira, acontece e me atrapalha

Por que insiste em me visitar?

Indiciado sem um Crime

Eles cortaram as suas asas
E deixaram o pássaro fora da gaiola, não era mais um réu
Por um momento se sentiu livre
Mas por outro; ouviu sons, sentiu a briza e olhou pro céu

O pássaro ainda não sabia o era a liberdade
O pássaro que viu um sábia cantando de verdade
Sentiu-se inferior ao abrir suas asas e não voar
Sentiu-se mais inferior ao estar lá em baixo e cantar

Indiciado sem um crime
Por um ser que o oprime
Vivendo em um regime
Que mima, superior espécime

Afinal, de que adiantou abrirem a gaiola?

Sala Subterrânea

Há sempre mais que um segundo plano
Apenas parece que eu faço o cotidiano
Há sempre boas promessas ao novo ano
Um novo toque do piano que vai soando

Há sempre mais do que cicatrizes e danos
É o  Silencio e não Soberanos no comando
Há aprendizados que nós sempre passamos
E é o sorriso que vence, qual seja o engano...

Aspecto do ser infecto... que dorme
Espectro em prospecto... que some!

Fones de Ouvido, os dela

Acorde que te desperta e harmonia que te liberta
Ela passou por aqui e nem deixou o seu perfume
Dissonante e assimétrico em meu momento bélico
É tão confuso, sem som, mas bem alto o volume

Ela não olha pros lados
E eu já estou acostumado
São seus passos apressados
Que me deixam paralisado

Fones de Ouvido, os dela
A bela que sempre tem pressa
Os passos corridos, é ela
A musa a quem ensaio uma indireta

Não sei que tipo de músicas ela ouve
E quando ela passou aqui, não sei o que houve
Mas passou a ser um tanto Platônico
Acelerado a ser fato crônico, um tanto irônico

Fones de Ouvido, os dela
A bela que sempre tem pressa

Sua Trilha

Criamos nossos caminhos,
Mas não controlamos nossos devios
Planejamos nossos paraísos
E não somos donos de nossos destinos

A estrada só é esburacada
Pra quem entrou na pista errada,
Pra quem não viu a lombada
Ou foi obrigado à impedir a jornada

Sua Trilha sendo escolha ou obrigação
É aquilo que teu espirito irá sofrer
Sua Trilha vinda da mente ou do coração
É aquela que só você poderá fazer

Eu moro no Tempo

Eu moro aqui, na rua das Estações
Onde o tempo passa e passa Eu moro ali, em várias Versões Varição que diz faça e disfarça
Eu moro no Tempo, meu templo Em cada foto ou vídeo que eu apareci Eu moro no Tempo, meu senso Em cada canção ou poesia que escrevi
Apenas sinto-me em casa,  Onde meu coração está Mas apenas moro no coração De quem me deixa entrar
Eu moro no Tempo e no Contratempo Às vezes me ausento, mas eu sempre volto Eu moro no Tempo e no Cata-vento Às vezes me perco, mas sempre me encontro

Livro que apoia a Mesa

Cadáver ao aquecer o couro
Caráter de esquecer os outros
Parte interna que se externa
Enquanto hiberna em novela

Torna-se um vulto e é tudo diferente
Faz-se o novo mundo em sua mente
Você está a criar e recriar sua crença
Em presença de varias indiferenças

Teórico de um novo passado
Ateólogo de um santo feriado

Cavaco

Vem da prática a evolução
E é automática a perfeição
Ter a esperança é um dom
Em meio a muito tom e som

O céu, imensidão na calada
Vai do azul ao cinza e depois o escuro
Uma nobre arte emoldurada
E a pobre, que é gravada em um muro

Vai andando
E podemos até falar de politica
Vai acabando
E veremos a religião apocalíptica

Nossa mente perturbada
Analogia presente e entediada
Valor ausente em armada
Sabiamente alterada em salada

Cara, to ficando louco!

Outro lugar

Vazio no peito e lacuna da alma
O vácuo e falha de minha calma
O sorriso não se faz em declínio
Gravidade da face que eu inclino

Sentado em qualquer lugar
Em meditação involuntária
Olhando pra qualquer lugar
Em minha reflexão otária...

Eu, não estou aqui!

Ciclo

Há dias bons e dias ruins,
O tempo que sentimos
As paralisações, os motins
E o luto que refletimos

Há corte e a há cicatrizes,
Os internos e os externos
Há mestre e há aprendizes,
Em ensinamentos eternos

Há também a hora que o aluno ensina o professor
Sobre a essência do inventor, escultor ou criador
Sobre esse ciclo sem fim de perguntas e respostas
De jogos e apostas, de crescimentos e propostas

Onde tudo começa e termina...
E sucessivamente, começa e termina!

Imagens que estão na mente

Imagens que estão na mente
Regadas como se fossem semente
Invisíveis raios ultravioletas
Luz do Sol que apenas esquenta

Imagens que estão na mente
Desenhos que saem bem diferentes
Fazer e refazer seus tópicos
Visão do simples e do microscópico

Imagens que estão na mente
Mesmo num cenário que está ausente
Leitura vinda de outra imaginação
A recriação da ação feita com precisão

Laços, Traços e Passos

A ambição é um sonho com os pés no chão
A indagação sempre se faz presente na visão A criação, a redação, a canção e a emoção A benção, a ligação, a estação e a direção

O Universo, apenas ele, é a perfeição
No céu vemos signos em demasiada Constelação
Ele é a união, a ligação e nossa devoção
E também a denominação da verdadeira dominação

Laços, Traços e Passos
Passo à passo rumo ao Espaço
O que faço é andar descalço
Passo à passo em cada pedaço

A civilização torna-se aniquilação
A aproximação torna-se interversão
A confusão torna-se translação
A intuição torna-se uma antecipação

A instituição precisa de uma purificação
Como a coordenação, de uma confirmação
De tantas, há especulação e arrecadação
Saber fazer a aglomeração para a evolução

Laços, Traços e Passos
Passo à passo rumo ao Espaço
O que faço é andar descalço
Passo à passo em cada abraço

O Dom

Em Castelos de areia
Ou em Castelos de gelo
Criança que vê sereia
Ou artista de vasto zelo

As criações de criaturas recriadas
Nas ações ou assinaturas arriscadas
O Tempo e a Arte, o Antes e o Agora
Em toda a parte da nossa Metáfora

O Dom que temos é Prática
O gosto de Matemática ou Gramática
As Invenções ou suas Táticas
O Dom que temos é uma figura Apática

O Dom que temos, são nossas Escolhas

Sua Fé

Promessas de melhoras
Vitórias e não de penhoras
Promessas de evolução
Raras como a bela canção

O sorriso que tarda
A crença que se acaba
O peito que se abala
Uma luz que se apaga

Mas lá em cima ainda tem estrelas, e, veja...
Haverá uma cadente à cumprir o que deseja!

De Olhos Fechados

Feche seus olhos, quando quiser dormir
Feche seus olhos, quando desejar sumir
Feche seus olhos, quando for impaciente
Feche seus olhos e encontre a sua mente

Feche seus olhos, quando quiser criar seu mundo
Feche seus olhos, ouça o som e torne-se mudo
Feche seus olhos, quando quiser ter lembranças
Feche seus olhos e poderá voltar a ser criança

De olhos fechados você pode enxergar um mundo lindo
Por isso muitos preferem ser cegos e fingirem seus sorrisos

São...

São os ventos que passam fortes e gélidos
São rugidos, silenciosos, não aos meus ouvidos
São os sons de batido e de longe, os latidos
São móveis sendo movidos e não sendo polidos

São insonias que tem me punido
São escuridões do que é nítido
São sintonias com os zumbidos
São golpes que tem me ferido

São as escadas que não tenho subido
São todas as vezes que tenho sumido
São pesadelos que não tenho temido
São todas as vezes deveria ter partido