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Mostrando postagens de Agosto, 2013

Cardíaco

Olhar de laser,
Afirmando aquilo que está prestes a fazer.
Mãos delicadas,
Lentidão pulmonar e no peito uma pontada.

Estremessem os universos
E a alma se desmancha por apenas um verso.
Tão longe, mas tão perto
E a Fênix se levanta com os portões abertos.

Quando o único remédio é esperar,
Desce amargo e sinto vontade de vomitar.

Teatro das Ruas

Pedras de gelo
Castelo de madeira Chuvas de medo Sem alguma lareira
Mas vem o peso Soterra o lar do ser na ladeira E agora sem zelo  Pedindo algo de sua carteira
Eu vejo em cada lado do vidro Um peito fechado e um mimico

Orbis Vertitur

O mundo gira
E quem não se adaptar, ficará para trás
O mundo gira
E são tantos tontos esperando pela paz

Mais tarde sentará esquisito
E bem depois se sentirá esquecido.

O mundo gira
E embaralha as cartas que tem a mais
O mundo gira
E muda o futuro sonhado pelo rapaz

Um bom chá de lembranças
E no sono renovará suas esperanças.

Nunca é tarde para ver,
Que ele ainda está girando.
Mas é cedo para morrer,
Se ainda estiver acreditando.

Teatro de Algodão

Um quarto, em que pessoas são essas nuvens,
Mudando suas formas conforme o vento.
Ainda assim, enxergamos o que nós queremos,
O tempo, o momento, qualquer empenho.

Algodão de um tecido perdido,
Algodão de um cobertor aquecido,
Algodão de um formato nítido
E algodão doce sem ser mordido.

Sabemos o que é de verdade
E o que de mentira, da mente e da vaidade.

A Melhor Cicatriz

Seja qual for a sua saudade,
Suportar é o que dói. Ao ser preenchido de verdade, Aquilo que te corrói.
Será a melhor cicatriza à existir, Será o melhor motivo para sorrir.
E eu só espero que o seu dia cinza, Seja aquele mais iluminado. Espero que entenda todas as frases, Que estão no sentido figurado.
Que tente não se aborrecer, Não queira ter todos longe, nem ao menos por perto. As pessoas costumam dizer, Que está dando errado, quando está dando tudo certo.

Alvorada

A morte apenas será triste,
Se a sua visão já estiver morta.
Seja um ato ou um palpite,
Tem hora que nada te importa.

É na madrugada,
Que você procura algum remédio.
Alguma coisa,
Que tire a sua insônia ou seu tédio.

Paisagem de Inverno

De baixo das cobertas, nada que está lá fora me importa,
Entra o frio pelos mínimos espaços da porta.
Minha cortina balança e mostra um pouco desse dia cinza,
Quero apenas meus livros como companhia.

Pelo menos hoje, deixe-me descansar e sonhar em paz...

Constelação Mente

O silencio é seu maior aliado, É o seu interior à refletir o seu estado. Não repetir erros do passado E corrigir o caminho que tem trilhado.
Não olhe direto pra Luz, Ficará cego. Corpo morto e Urubus, Seu falso ego.
Olhe para aquilo que a luz ilumina, Observe com disciplina. Seu brilho que escapa pela cortina E o pôr dos sol na esquina.
Daqui, nada se leva E nem saberá ao certo pra onde se vai. Daqui, faz suas rezas Implorando por sua paz ou algo a mais.

Acrofóbico

A consciência sabe o que fala,
Mas a tua voz raramente se cala.
O silencio chega e se espalha,
Se instala em cada canto da sala.

Passa rápido por aqui com a sua mala,
Tu não olha pra trás e desce as escadas.
Só posso ouvir o som de suas pegadas,
Quem me dera se eu fosse seu acrobata.

Mas não me jogo das alturas,
Quando não sei se a criatura me segura.

Malas Vazias

Tudo pronto e nada preparado,
Todos os seus sonhos que ainda não foram realizados.
A criança caça as suas conchas,
Ela faz um pequeno pedido para a estrela que aponta.

Cadente,
Ela cai no mar e se afoga.
Sorridente,
A tempestade de sua trova.

O futuro, já não será mais o mesmo...

Estética

A borboleta dela é no pescoço,
Um peito com crânio e osso,
Na barriga uma frase de paixão
E nas costas tem um dragão.

A arte que é pra vida toda,
E que o mundo, se exploda...

Exspecta

Ainda espero vossa trégua
E que venha pedir a água de meu copo. Se uma de minhas regras, É ver a vela se apagar sem meu sopro.
Tenho fósforos em meu bolso, Para que eu, possa te ascender de novo.

Ser Ébrio...

Sei que há muitos atos e fatos fazendo muita falta E há muitos altos e baixos em alta. Há muito comentário e observação pra uma pauta E há todas as notas em uma flauta.
Somos uma tal demência peralta E fingimos a decência de um astronauta. Somos a descendência de malta E temos a irreverencia de um argonauta.
Somos o intelecto de um internauta, Ou, um simples cão otário dando a sua pata.  Somos capitão da tripulação pirata, Navegando os sete mares de uma mera lata.
Sei que prece até uma frase qualquer, De um bêbado, na calçada, louco. Mas você nunca fará uma diferença, Se não for diversificar um pouco.
E dissonante por fim, Homem que se deita à base de tarja preta. Na verdade, foi sim, A frase de um bêbado abraçado à sarjeta.
Um ser ébrio turbulento, E eu, apenas querendo ouvir o silencio. Ofereci o meu repúdio, E então saí, enquanto ainda dava tempo.

Aqui se Faz, Aqui Jaz...

Foram alguns minutos eternos,
Transitados de forma lenta.
Em um Sol que te deixou cego
E uma prece de água benta.

Aqui já não chove faz muito tempo,
Sobrevive apenas o seu jardim de cactos.
A brisa leve, é levada pelo vento,
Para outro templo, longe dos seus pactos.

Face íngreme e olhos quase fechados,
Sombra da árvore e um livro de baixo do braço...

Monumentum

Você finge que nada te aflige,
Se suprime de todo caminho íngreme.
Dirige, tem sonhos e se exige,
Ouve vermes falando o que não existe.

Você com um nó na garganta,
Espera o despertador e se levanta.
Faz as preces para sua santa,
E acha que colhe tudo que planta.

Terra de ninguém
E mesmo assim, te levam tudo.
Terra de poréns
E você, trancado em seu mundo.

Aqui jaz sua Lapide,
Sua idade e sua imagem...

Vinte Minutos

Interessante é vê-las tornarem-se desinteressantes,
Seres vagantes e extravagantes.
Participante em sua vasta vaga distante, dissonante,
Perseverante, mas redundante.

Horas passam...
Algumas pessoas adiantadas e outras atrasadas!

Prato de Papel e um Desenho

Um homem não vive apenas de uma espera,
Nem ao menos de uma esfera.
Uma bola de cristal que mostraria a sua bela,
Ou quando controlar sua fera.

Um homem vive de conquistas,
Como a imaginação do artista.
Que mesmo sem ter uma tinta,
Recita e cria uma nova poesia.

O sonho é uma tela já pronta em sua mente,
Que um dia se tornará presente.
Não é apenas enfrentar quem está a sua frente,
É aliar-se de uma forma prudente.

Eu até vejo alguns instruídos
Mas é que são vários os iludidos...

Reverências

Curto ou não, cuidado com o pavio,
O sábio consegue ser mais frio.
Respeita os espaços e continua sadio,
Antes de encher, torna-se vazio.

Quando um mesmo lugar é ocupado,
Alguém será o culpado.
Quando você fala o que tem pensado,
Um combate é iniciado.

Pense antes de dizer o que pensou
E mais uma guerra não se iniciou...

Costumes e Rotinas

Limpa-se a garganta,
Hálito de mel e uma voz galã.
Espreguiça e levanta,
Hábitos e a mordida na maçã.

Anda pelos corredores,
Pequenas faixas de luz no chão.
Reabastece seus motores,
Prepara sua fantasia de cidadão.

E de repente, cadê aquele você?

Ultimas Folhas Secas

O impensável é artificial,
Sintético e parcial.
O sonho vem do espiritual,
Um pedido celestial.

Muitos acreditam que é irracional,
Uma reza confidencial.
Pedir chuva e receber o temporal,
Sorrisos ao nascer matinal.

Um brilho de Sol monumental,
O sentimento desigual.
Algo que não precisa de manual,
E, é além do corporal.

Vem do pulso central,
Colossal e descomunal...

Fatos, Fardos e Rebanhos

A base deveria ser o respeito,
Mas de uma unica explicação, eles estão satisfeitos.
É da onde surge o preconceito,
De caminhos estreitos, onde formadores tiram proveito.

Não tem a opinião do sujeito,
Mas sim, a de seu eleito, do ser de terno todo perfeito.
A imagem de seu cordeiro,
A semelhança do que tudo tem feito, esse falso prefeito.

Somos enganados todos os dias,
E isso, você consegue enxergar?

A Manhã de Hoje

A porta está aberta,
Luz esperta e forte pela fresta, alerta.
Ela meio que te cega,
Mas te desperta e te tira das cobertas.

É preciso levantar,
Um dia inteiro pela frente, para enfrentar.
Não para de sonhar,
Em sua longa condução diária está a fantasiar.

Há invenção de holofotes,
Onde você se vê do camarote...

Medalha de Ouro

Do alto do pódio
Medalha no peito
E longe do ódio
O caminho refeito

Lágrimas secando
Descendo duras
O hino vai tocando
Tornando-se cura

O topo era um sonho
Hoje é uma realidade
Levanta dos tombos
Reconhecida qualidade

Histórias pra contar
E novos sonhos pra sonhar

Museu de Novidades

Não se traduz samba nem saudade,
E a bossa esboça a poesia de toda a imagem. Uma garota desfilando por Ipanema, Na moral de Moraes e Jobim em um poema.

O triste é ver que muitos,
Nem sentem a falta da verdadeira poesia.
O triste é ver que o mundo,
Se esqueceu da arte e vive só de profecia.

Pode até ser triste ver,
Mas não é algo que eu desejo viver.
Quero plantar e colher,
Trovas e prosas do novo amanhecer.

Procellárum

São gotas de esperança
Esperando a vinda da enxurrada
É o grito de "Madeeeira"
E a árvore que será derrubada

São tantas opiniões e opções
São tantas atrações e distrações

Mas aí vem a tempestade
E a chuva que esperava de verdade
Ela não entra, ela invade
Leva tudo e nem te pede passagem

Era isso mesmo que você queria?

Sidus et Sidus

É bem mais fácil desistir,
Acreditar que é tudo mentira.
É muito mais fácil fingir,
Ao pisar em quem te admira.

Do modo do que vem fácil, vai...

Se o que você deseja é paz,
O preço a pagar é caro demais.
Dependerá do que você faz
E daquilo que fará pra ter mais.

O que você planta, você colhe...

Não importam suas armas,
Só quero um carinho na barba.
Balanceando darma e carma,
Trazendo calma pra minha alma.

A estrada está lá fora, vem pra cá...

Tão Jovens, Infinito, Tempo e Doria (Rádio Ligado)

O meu poeta preferido é um músico
E desconheço um livro que ele tenha escrito.
O meu herói preferido não tem poder
E eu até sei que ele nem ao menos está vivo.

Mas sim, está no universo dos versos...

Talvez até pareça loucura,
Mas não quero a mesma moldura.
Quero a mistura da pintura,
Sempre longe de toda essa tortura.

Sei que às vezes uso palavras repetidas,
Quase sem querer, como um anjo caído.
Sei que algumas palavras nunca são ditas,
Tão correto e tão bonito ouvir no infinito...

Um dos desuses mais lindos.

"Já não me preocupo se eu não sei o por que,
Às vezes, o que eu vejo, quase ninguém vê..."

Todos os dias quando acordo.

"Às vezes parecia que era só improvisar
E o mundo então seria um livro aberto..."

Minha lista de reprodução aleatória,
Da mesma discografia... Renato Russo,

Muito obrigado!

Coruja e um Infinito na Nuca

As bochechas de um sorriso bem largo,
E, os olhos quase fechados. O rosto verticando e ficando de lado,
Meu horizonte observado.

A sua cabeça fica na altura de meu ombro, O seu abraço, mais parece um sonho.
Pouco abaixo da cintura em seu tamanho,
Mesmo com o seu mais alto tamanco.

Aquele perfume de sempre, Que a gente sente e fica na mente...

Mas tu és distante e apenas a lembrança, Da velha dança de confiança.
As cartas e a saudade são a nossa aliança,
Em olhos claros de esperança.

Os desenhos de meus cílios preferidos,
E, os traços de um queixo fino.
Um hino de Bob que me deixa menino,
A falta de tê-la em meu destino.

Tentamos nos livrar de toda essa prisão,
Novos ângulos de nossa visão.
A cura e a luz no meio de toda escuridão,
Nos purificando da desilusão.

Tão longe, como sempre
E estranhamente ligada à mente...

Eva

Eu não quero mais a sorte de um amor tranquilo,
Quero a monotonia de volta e preciso sair do trilho. Eu não quero te esperar em qualquer lixo de asilo,
Quero brigar e assim me desculpar em grande estilo.

Não quero a vida perfeita de uma novela, Apenas quero que entenda que és a minha bela.
Não quero te tratar como mera donzela,
Nem ao menos te observar de longe pela janela.

Nem fazer uma capela ou samba de favela. Não te mostrar minha tabela, nem parcelas.
Nem te chamar de gostosa e sim de magrela.
Não me esconder em minhas celas ou velas.

Quero que todos saibam que você... É que é ela!

Ridere

Estamos no começo, meio e fim
De várias histórias.
Também fazemos parte do futuro
Ou alguma memória.

O que importa é ter o sorriso,
Da amada ou um amigo.
De algo que venha do improviso,
Na evasão de um perigo.

Somos participação especial,
De várias histórias.
Aparecemos depois do final
Ou antes da vitória.

Aquele aviso impreciso,
De repente, indeciso.
De um piso escorregadio
E não um peito vazio.

Ainda assim,
O que importa é ter o sorriso...

Clichê

Poesias de tédio e amor,
Sobre época de frio e calor.
Sobre o toque e o sabor,
Sobre o cético e o sonhador.

Uma montanha que mostra a gangorra
E esconde uma imensa masmorra.
Um sorriso que espera te passar força
E só espera que você não morra.

Pormenor

Um riff não gravado,
Um caminho sem fardo. Um sonho acordado, Um verso não anotado.
Uma pequena parte da poesia, Que seria aquela frase de impacto. Uma estante de minha galeria, Que sem ela, ficaria tudo abstrato.
Pequenos atos, Que fazem parte da grandeza. Pequenos fatos, Detalhes que esboçam a beleza.

E pormenor que sejam,
São...

Patrem et Matrem

Não sou bom com números,
Mas na divisão de sonhos, o resultado é realidade.
Posso até me sentir inseguro,
Mas sou impulsionado pelas verdadeiras amizades.

Família, a soma de dividir para multiplicar,
Sorria, mesmo nas horas de implicar ou suplicar.

Lúgubre

Pegadas na lama,
Na trilha mais escondida.
Você grita, chama,
Em poesias escorregadias.

Clama, proclama,
Por suas lágrimas escorridas.
Reclama, vê drama
E elas se secam na descida.

Castelos de Areia

Minha querida vida, Na hora de agradecer ou orar. Da batalha vencida, Nessa hora de sorrir ao chorar.
Não entenda mau minhas confusões, Meus livros de ficções. Não compreenda mau as alucinações E meu vício em ilusões.
Passos largos sem pisar nos riscos, Pisos pretos e na beira da calçada. Eu ouço meus imensuráveis discos, Com a bela visão de minha sacada.
Dia de Lua laranja ou de Lua cheia, O Nascer ou o Pôr do Sol de alguma hora e meia. Pisaram em meu Castelo de Areia, Saltaram o vermelho do sangue e o verde da veia.
Mas fiz outro, mesmo sabendo que a maré o levaria, Só pelo simples fato, da visão que eu novamente teria.

Caetano

A simples ficção de passos não dados
Caminhos nunca trilhados
Sorrisos enfeitados e olhares jogados
Humanos sempre ocupados

A simples visão de imaginar e de acreditar
Que está no mundo dos sorrisos perdidos...

Curial

Observar a Lua e o Sol dessa imensidão,
Entre as escolhas e a criação.
No que me tornei e aquilo que eles são,
Entre Hinos dessa falsa nação.

Pessoas que foram um segundo de minha vida
E poderiam ter sido anos.
Pessoas que eu não conseguiria mais viver sem
E não faziam parte dos planos.

Sorrisos que se eu perder,
Eu nem saberei o que fazer...

Capitão Trapas

Humanizar, catalisar
Não pular etapas
Talvez tentar acelerar
Observar o mapa

Um tampão no olho esquerdo
Caveira que ninguém escapa
Chapéu preto e jaleco vermelho
E nenhum herói que use capa

Talvez um, que manuseie bem a espada
Mas talvez, é cinquenta por cento nada...

Dezoito, Memorandum

Olhares no fim de tarde e já são quase dezoito,
Lembrando das lições e dos amores que se foram.
Pensamentos de quando eu tinha quase dezoito,
Nos juramentos e nos julgamentos que se somam.

As raízes de sempre
E as folhas trocadas no Outono.
As novas sementes,
Etapas de um novo plano, sonho.

A criança na balança da árvore,
Hoje, sou eu que empurro.
As histórias cantadas do folclore,
Hoje, sou eu que sussurro.

Nove

Desenhando desenvolvimento
Em papel manchado.
Rabiscando os seus segredos
E sendo crucificado.

Eles ainda assinam embaixo,
Fingindo que está tudo bonito.
É só uma politica de famintos,
Cegando os tolos com absinto.

Tolos que não sentem mais
A abstinência ou a carência da arte.
E estão por todas as partes,
Acreditando que há vida em Marte.

Teatro dos Figurantes

Hoje em dia não há nada mais essencial ao ser,
Do que ser e se sentir importante.
São mais de seis bilhões se achando "os únicos",
Mas sendo "os simples" figurantes.

Eu vejo a mente catabolizando, assim envelhecendo,
Eu vejo a história se perdendo, sem remendos.
Eu vejo a mente contabilizando, mas se esquecendo,
E ainda que esteja escrevendo, está perecendo.

Um dia luz estará se apagando,
E logo, não verá mais nada.
Terão corpos nus se queimando,
E você, procurará a escada.

Seu temor, é de que isso tudo
Seja verdade...

Processo de Retrocesso

Entre a fábrica e a velha loja de sorrisos,
Basta apenas escolher ou procurar.
Onde os sonhos também são vendidos,
Tão barato que até dá pra acreditar.

Eles não te deixarão entrar no casulo,
Você ficará no chão e um dia não chegará a voar.
Seu ponto de transição torna-se nulo,
Você apenas se adéqua e se adapta a ser, rastejar.

O ser que demorou tanto para evoluir,
Hoje sofre um retrocesso ao simplesmente sorrir.
Cego, surdo e mudo são os macacos,
Futuro que se perdeu em parte do tempo-espaço.

Programe-a para desligar,
Assim que seu olho se fechar...

Sempiternus

O tempo cala aquela voz tão bela, Mas eu tenho tudo gravado. O tempo pode até levar o poeta, Mas não meu livro guardado.
Eterno são os ensinamentos E as verdadeiras artes de meu templo.

Lost and Found Hearts

Pintaram sua face sem pedir permissão, Sem ao menos tocá-lo. Colocaram nomes fora de sua certidão, Só pra tentar ofuscá-lo.
Eles correm perdidos numa única direção, Mas tentando alcançá-lo. E se perdem na alienação e na alucinação, Apenas tentando sugá-lo
Tentam procurar e achá-lo, Enquanto eu, observo e me calo.

Samonga

Perder tempo, Observar o nada. Coçar a cabeça, Falsa face focada.
Um universo mental, Sugado por meros buracos negros. Sem o tempo-espaço, Mesmo em luz, tu não pode vê-los.

Lancelot du Lac

Você se surpreende com os sorrisos E com abraços inesperados Você ainda acredita que caminha sozinho E esquece de olhar pros lados
Não está mais desesperado, Está despreocupado. Não existe mais o passado, O presente é o esperado.
Só você, ainda não tinha enxergado isso...

Mapa do Tesouro

Alguns passos à direita Algumas roupas de couro Ficar sempre à espreita O X é onde está o tesouro
As árvores mau desenhadas Um lago bem no meio do nada Pirata, luneta e uma espada Fortuna prestes a ser encontrada

Uma Vez, Caminho Linear...

Viro as costas e deixo o silencio dizer, Calar e te causar calafrios. Ergo a cabeça mas protejo meus olhos, Enquanto caminho nos trilhos.
As pedras entram no sapato, E o caminho só é linear porque o trem já passou aqui. Os olhares só estão vidrados, Pois o Pôr do Sol em foco simplesmente me faz sorrir.
Clareza, e, já está ficando de noite, Beleza dos ultimos raios, estalos e açoites...

Astenia Mental

Dói na alma do herói, Por saber que tudo que o corrói. É o que ele constrói E alguém simplesmente destrói.
Ele ficará em órbita, Na procura de alguma kryptonita. Ou algum parasita, Morrerá para que alguém reflita.
Nos valores que ele deu, Em um mundo que não era dele. Lugares onde percorreu, Em um mundo que não era dele.
Ou mais fácil, irá procurar Um outro mundo pra salvar.

Subtileza

Só espero um movimento de suas peças, Tenho várias estratégias pra poder me opor. Mas só porque você demorou bastante, Tive tempo de observar e de me recompor.
Pois quando age rápido, eu fico sem reação...

Midas

Algumas coisas tornam-se pequenas,
Pelo simples fato de serem tão grandes.
Muitas raridades tornam-se o apenas,
Por não terem o mesmo valor de antes.

E se em tudo que tocar, transformar em ouro?