Pular para o conteúdo principal

Corações de Papel

Corações de Papel,
Sendo rabiscados por lápis
E apagados por simples borrachas,

Corações de Papel,
Com erros de tinta de caneta,
Onde não podemos usar borrachas...

A caneta não é o mais triste,
Pois o erro está ali e você não irá errar de novo.
Mas o lápis, pode ser apagado
E o triste é acreditar que nunca houve uma poesia.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

É só o vazio e nada mais

É só o vazio e nada mais
Nada de tanta importância, é só irrelevância  Algo que carrega minha paz E que leva de certo modo, alguma esperança
Fragmentos de lembranças Fotos que eu ainda tenho em um cemitério de gavetas Sacramentos de desconfiança Poesias que ainda tenho amassadas ao pé da cabeceira
É só o vazio e nada mais Dramas de um incapaz  O tentar torna-se ineficaz Ao vácuo que nada traz
E transborda um Universo de Supernovas  Onde há covas, mas algo sempre se renova
E eu deixo o tempo Mas o tempo é um ser traiçoeiro Em meio a remendos Talvez certeiro, talvez engenheiro

E é aí que eu tenho mais medo  Tornar-me máquina Ter sangue frio e o peito de gelo Tornar-me lastimas

Dramaturgo

Muitas vezes cansei de ser o amor
E passei a ser simplesmente rancor

Por mais que essas palavras pareçam egoístas
As mascaro de atos altruístas
E por mais que eu disfarce minhas conquistas
Não insista, não sou romancista

Já fui, eu já cuidei muito mais do amor do que de mim
E como num belo passe de mágicas, tudo teve um fim

Mas não desisti do mundo
Eu apenas dei aquele tempo pra tudo
Voltei a reescrever o futuro
Voltei ao meu silencio mais profundo

Cansei de conversar com aqueles que fingem ouvir
Não os deixo ter empatia ou pena, apenas finjo sorrir

Esse mundo está tão perdido
Que eu não quero me encontrar, nem me encaixar
O objetivo torna-se tão infinito
Que eu não tenho vontade de explicar ou desenhar

E olha, eram as coisas que eu mais gostava de fazer quando criança...

Eu só queria saber o que me dizer...

Me dou bem com meu Nêmesis
Instalo o caos limpando do sorriso todo o veneno
Me dou mal com meu Gênesis
Não gosto de perceber o silencio, tremulo terreno

Sereno, não sou nem ao menos nascido em terreiro
Mas aprendi, acolhi e me tornei guerreiro
Pequeno que não aponta, mas costuma ser certeiro
E mesmo no vazio posso me sentir inteiro

Fui a semente jogada na terra
Que a chuva levou e brotou no meio de alguma outra colheita
Disseram pra eu ser de guerra
Mas creio que temos pouco tempo e a vala me parece estreita

Nossas diferenças são as que nos equalizam
Somos as ondas que se reverberam
Nossas luzes tentam, mas elas não sinalizam
Somos as ondas que mais se quebram

Se algum dia você sentiu que não era daqui
Talvez pensou igual a mim
Se achou maluco e percebeu estar fora de si
E talvez até fosse o seu fim

Mas somos ciclos e depois de todo fim, tem um começo
Não o recomeço, não confunda, pois tudo tem seu preço
(...)