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Mostrando postagens de Julho, 2013

Cercados

Hoje sei que a maior derrota de um homem, É a sua ultima batalha. Aquela que ele sabe que não poderá vencer, Onde o seu peito falha.
Hoje sei que pior que a derrota, é não lutar, Não me importo com o luto. Pois sei que qualquer lugar é melhor que aqui, Melhor que colher os frutos.
Porque o que plantamos aqui, É simplesmente matéria...

Teoria Ontóloga

Sobre a primeira vez,
Sofrer de importâncias tão desimportantes.
Sobre toda escassez,
Em torres exuberantes e seres deselegantes.

Sobre um nada,
Que você apenas coloca acima de tudo.
Pois é burro, e,
Torna-te cego, surdo e mudo ao mundo.

Veste-se de Cabresto,
Porque prefere ver as coisas desse modo.
Pra frente, eu entendo,
O que tem no caminho pode mudar o foco.

Por favor, entenda,
Pode ser melhor que a única escolha que fará.
Pode até não ser,
Mas se tu não observar, como poderá analisar?

"Estamos condenados a ser livres...

Um amor, uma carreira, uma revolução;
Outras tantas coisa que se começam sem saber como acabarão. (Sartre)"

Catalisadores

Uma seleção do que sempre é feito e desfeito, Tirando o efeito de seu eleito. Tornando-o suspeito por um mero preconceito, Acreditando estar no direito.
Mas é o jeito, todo esse despeito, De estarem sempre em caminhos estreitos. Esse mundo de seres imperfeitos, Apenas insatisfeitos com domínio do sujeito.
Que eles mesmos colocaram no Poder...

Corações de Papel

Corações de Papel, Sendo rabiscados por lápis E apagados por simples borrachas,
Corações de Papel, Com erros de tinta de caneta, Onde não podemos usar borrachas...
A caneta não é o mais triste, Pois o erro está ali e você não irá errar de novo. Mas o lápis, pode ser apagado E o triste é acreditar que nunca houve uma poesia.

Pseudo-Cowboy (parte 2)

O que não tem utilidade ou é um estorvo, eu jogo fora O que não me dá vantagem ao topo e tem uma certa demora Por hora em uma metáfora e em outrora a bela aurora Calço minhas botas, esporas e cavalgo rumo à minha senhora
E minha eterna donzela Que é parcela de minha cela O por do Sol, visão bela Que é a vela de minha capela
É no interior que se encontra a paz interior...

Adeus Sono

Sociedade associável
Instinto insaciável Um tumulto mutável  E o extinto estável
O canto incansável O coro incurável A forma formidável E o instante instável
Uma rasão razoável Escudo impenetrável Um louco louvável Abdicar o abominável
Pensar no impensável Penetra o impenetrável
Dominar o indomável E odiar o mais adorável
Eu acordo E não me importo

Far Away View

Eu já andei meio que sem destino
E mesmo assim encontrei um caminho.
As vozes paralelas à concentração
Me irritaram e então sumi na imensidão

Lá onde as luzes da cidade tornaram-se bem distantes,
Longe da vozes e seus meros seres errantes.
Assim elas são mais bonitas, parecidas com paisagem,
Não como horizonte, ao que desejo viagem.

Mas lá, eu não quero estar nesse momento,
Quero esse meu silencio, esse meu firmamento.

Teatro do Palhaço

Esse suspiro que parece que vem da alma,
Damos a ele o nome de saudade.
Como se faltasse parte de nós aqui dentro,
Perpétua ave que busca liberdade.

Somos o canto incansável num canto da sala,
Que abraça o silencio e simplesmente se cala.

As músicas, as fotos e as história,
O tempo que nós só paramos com lembranças.
Os segundos, os minutos e as horas,
O dia do passado que encontramos nas lanças.

O medo de morrer e não ter dado aquele abraço,
Sumir no espaço de seu terraço, sem ser avistado.

Ah... as cortinas e o imenso espetáculo,
E eu, sou apenas um pedaço desse palhaço.

Defeito de Fábrica, Efeito Artesanal

Eu tenho esse medo,
De estar sendo enganado.
Mesmo na contramão,
Eu olho pros dois lados.

Se possível, olho pra trás,
Antes de seguir em frente.
Desejo momentos de paz,
Limpar passados da mente.

Gosto das musicas que os outros apenas falam mal,
Não ligo de ser julgado anormal, não quero ser igual.

Um Minuto em Heartbreak Hotel

Como se tudo fosse bem simples
E mesmo assim todos os valores coexistissem.
Como declarar uma guerra santa
E mesmo assim no asfalto nascesse uma planta.

Como um minuto em Heartbreak Hotel,
Abrindo a janela e olhando pro céu.
Imaginando fim do rabisco de meu papel,
Esboço do que é clemente e cruel.

Eu ouvi uma voz bonita destoar,
Estava enlouquecida no meio de um bar.
Lugar onde não arriscaria entrar,
Onde eu não procuraria alguém pra amar.

Um minuto em Heartbreak Hotel,
Olhando pro céu nesse infinito cruel.

Neblina de cigarros,
Luzes fortes de carros,
Vinho vindo do jarro.

Poente que me agarro,
Em terceira, eu narro,
Como um louco bizarro.

Linear ao Prófugo

Entre amores distantes
E livros na minha estante.
Longe de Auto-falantes,
Lembranças do semblante.

Perante à essa Lua que hoje não é cheia,
Mas ela continua elegante.
Instante da rua vazia, alguma hora e meia,
Antes que o tempo adiante.

Diante de tudo que tenho medo de perder,
Torno-me ser andante.
Volante de ritmos, batidas do meu anoitecer,
Torno-me ser errante.

Meu sono já chegou,
Porém não me dominou.

Acrobata Acrofóbico (parte final)

Hoje a queda te chama,
Para fazer parte dessa lama.
Sumir em algum drama,
Durar horas sozinho na cama.

Você escolhe se proclama,
Ou, se simplesmente se programa.
Você decide todo panorama,
De quem ama à quem te inflama.

Termina o samba,
Elimina o diagrama.
Papel na caçamba,
Saudades da dama.

Mas nada te faz parar de sonhar,
Nada te faz parar de desenhar e cantar.

Acrobata Acrofóbico (parte 2)

Deixo tudo no caminho das escrituras,
Faço parte da escultura de uma cultura.

Sou um Acrobata Acrofóbico,
Pulando qualquer altura.
Fazendo tudo parecer ilógico,
Enfrentar, é essa loucura.

Pois vou a luta,
Em qualquer aventura.
Respeito o medo
E todas as suas criaturas.

Manobro na mistura,
De todas essas pinturas.
Respeito a morte
E todas as suas amarguras.

Acrobata Acrofóbico

A queda te chama,
Para acostumar-se com a lama.
Fazer algum drama,
Sem fama no coma de sua cama.

O lazer é um filme velho,
Que está todo riscado.
Dá adeus a tudo que é belo,
Com apenas um trago.

Que não te traz nada,
Apenas um sorriso de fachada...

Keep Out

Uma vez montado
Duas vezes desarrumado
Três vezes cansado
Quatro vezes o mesmo lado

Uma vez no inverso
Duas partes de meu verso
Três vezes disperso
Quatro cantos do universo

Deixe-me dormir...

O Ponto

A confiança só começa com um voto dela
E nunca com o veto da vela.
Só vai acreditar naquilo que realmente quiser,
E só continuará quando tiver fé.

Não apenas em Deus,
Mas nas suas virtudes.
Não importando adeus,
Mas sim, suas atitudes.

Tacada

Tacada comercial
Fachada informal
Que de certa forma
Não nos informa

Tacada de mestre
Fingir suas preces
Aos que merecem
E aos que tem febre

Ou você da a tacada ou será atacado,
Antes de atravessar, olhe pros dois lados.

Torre Perdida

A cada passo, uma pedra de gelo,
Os braços, ombros, dedos e cotovelos.
O Sol saiu na intenção de te cegar,
Porque hoje ele não veio te esquentar.

Lacuna de parágrafos,
Tribuna de vínculos.
Fortuna de fracassos,
Coluna de coágulos.

Você sabe o que eles pensam de seus sonhos?

Dissonante

Uma coleção de ressonância para te ensurdecer Uma falta ressoante de harmonia para te enfurecer Uma vasta ignorância que só tende a emburrecer Uma massa arrogante a caminho do mero anoitecer

O Bitolado e a Epítome

Se eu pudesse apagar todas minhas cicatrizes,
Os rastros de todas as minhas diretrizes.
Se eu escrevesse um livro aos novos aprendizes,
Então os ratos deixariam de ser infelizes.

Não existe manual para todas as estradas,
Mas sim, buracos, curvas, ladeiras e lombadas.

Sublime

Essas meras estrelas de cor opaca,
A Lua laranja que simplesmente se destaca.
As nuvens não escondem seu brilho,
Que transforma a face inclinada num sorriso.

Uma surpresa toda noite...

One Day

É mais fácil no papel,
Posso ser um herói das histórias.
Eu posso voar até o céu
E desenhar qualquer coisa idiota.

É mais fácil nas rimas,
Achar algo que te deixe pra cima.
Qualquer poesia linda,
É menor que o olhar que me anima.

E mesmo assim me deixa sem palavras,
Sem teorias, sem planos e que me trava.

Mas é esse seu olhar,
Que eu desejo ver todo dia.
E é nesse meu sonhar,
Que pra mim, sempre sorria.

Casa de Praia

O assunto é menos importante que a companhia,
Os astutos a correrem após apertarem a campainha.
Os sorrisos da corrida não eram tudo que eu tinha
E sim, a paz que se fazia em uma vírgula da biografia.

Antes dos prólogos e de agradecimentos,
Pulando o muro da casa vazia e em esquecimento.
Antes de ser colocado qualquer cimento,
Pés cinzentos, lembranças da falta que eu enfrento.

Mas enfrento com um sorriso de saudade,
Da velha liberdade que com alegria, o meu peito invade.
Sentir falta e lembrar, não é apenas chorar,
É saber que um outro dia virá e o mundo continua a girar.

Fragmento do Silencio

Não olhe para Sodoma
Ou se transformará em estátua.
Há subtrações e somas
E observações vagas sobre nada.

Não é porque um dia não conseguiu,
Que irá ficar parado olhando para seu passado.
Não é porque um dia você não sorriu,
Que ficará desacreditado com o peito apertado.

Olhe para a sua frente,
Faça de sua escultura, uma pintura viva.
Traga brilho aos olhos,
Faça de sua reerguida, uma obra prima.

Às vezes dias de chuva caem como luva para pensar,
Assim como dias de Sol e bela Lua nos fazem caminhar.

Re-Estrutura

Temos as datas do passado
E a renovação dos anos que chegam.
Temos o tempo bem fatiado,
Para que todos os caídos se reergam.

A esperança na camisa branca,
Num pedido de um ano de Paz.
Ou que seja qualquer outra cor,
Sonho que pra ti seja algo a mais.

A renovação é sempre uma esperança,
Onde o indivíduo volta a ser um criança.

Obrigado Sociedade

Nunca vão entender as nossas preces,
Que da semente, a árvore cresce.
É nesse mundo que apenas apodrece,
Que perde o Sol que amanhece.

Aparece, desaparece,
Mas a Lua que vem, se oferece.
A luz a nós, ela reflete,
Na ordem que apenas obedece.

Não consigo ver muito além da grande decadência,
Perderam a ciência e a consciência em bela veemência.
Mas as preces e a fé na paz, ainda existem em mim,
Sonhar e sorrir com um mundo que ainda está por vir.

O respeito é dom de poucos...
E os que tem, são chamados de loucos.

Obrigado Sociedade...
Por mais um Amém!

Teatro dos Sorrisos

Abrem e fecham as cortinas,
Mudam a cena.
Abrem e fecham as cortinas,
Platéia pequena.

De repente a dezena torna-se centena,
Alienígenas e indígenas.
De repente a pena torna-se paz serena,
Uma crença de novena.

Abrem e fecham as cortinas pela ultima vez,
Nós voltamos pra  receber os aplausos.
Abrem e fecham as cortinas pela ultima vez
E esperamos ansiosos, porém calados.

Os sorrisos de pé acompanhado por aplausos,
São o mero adiantamento.
Mas o leve brilho nos olhos é que realmente é,
O nosso maior pagamento.

Benévolos

A amizade é essa coisa do passado,
Mas também do presente e do futuro.
Andar nas ruas com os pés descalços,
Sentir-se seguro e pular todos os muros.

A amizade é essa infância que sempre volta,
Com pessoas que nem estavam lá.
Reviver os momentos de suas cambalhotas, Os quinze com quase trinta a mais.
As poucas luzes do futebol imaturo,
Jogando e fazendo barulho.
Em um beco aparentemente escuro,
Sorrisos e o sentimento puro.

A amizade é isso que o tempo não leva,
Ficarão na mente, no peito e na alma.
Essas preces que se vão ao calor da vela,
Esse brilho nos olhos que nos acalma.

A amizade é tudo o que nós temos,
É esse Nirvana que tentamos encontrar.
E quando perdemos nós sofremos,
Uma lacuna que tenta se cicatrizar e curar.

As poucas luzes do futebol imaturo,
Jogando e fazendo barulho.
Em um beco aparentemente escuro,
Sorrisos e o sentimento puro.

Cowboy no Copo

Reconhecer o sabor do vinho,
Com o seu aroma é tão simples. E as rosas com seus espinhos, Nos atraem de modo tão triste.
Saber o futuro do amor nessas cartas, Onde posso pisar e não me machucar. Me tira da gaiola, mas também as asas, E, Pele, osso e alma precisam cicatrizar.
Para crescer, evoluir e sugerir qualquer apelo, Mas por enquanto, só quero esse whisky sem gelo!

Adeus Herói

Quando era um esboço de herói,
O soldado era mais feliz.
Sim, mas quando a fúria o corrói,
Ele se revolta com o País.

As medalhas não servem de nada,
Cansou de viver essa mentira armada.

Passos dos Infames

Falamos sobre um pra sempre
E sobre um sobrenatural. Falamos sobre toda existência E essa resistência anormal.
Diga-me algo mais do que palavras que me deixam na cama, Em coma, da soma, do sonho de algum dia ter a incerta fama.

Desconexos

Catástrofes de catalisados,
Estrofes dos paralisados.
Inúmeros sendo numerados,
Reunidos e remunerados.

Interligados pelo que tem os alienado,
Desligados.
Opiniões formada pelos desinformados,
Desligados.

Conexos aos reflexos,
Complexos sem nexo.

Releitura

A simples releitura,
É a cura da criatura.
Despercebida figura,
Torna-se, a pintura.

Volta e se mistura
Com a moldura.
O olhar de ternura,
Torna-se procura.

Destrona-se loucura,
De sua sabedoria única.

Apagão

Ventos fortes e escuridão,
Anunciam a tempestade.
E de repente vem o clarão,
Onde o forte raio invade.

Luz de vela,
Romance do livro.
Não reclamo,
Pois eu estou vivo.

Planalto da Pedra Branca

Um ultimo luau antes de retornar
E hoje ela sorri como o gato.
Todos cumprimentam ao acenar,
De fato, é o melhor retrato.

Essa imagem do mato,
De imediato o melhor olfato.
A tudo torna-se grato,
E, sensato ao principio exato.

Como se voltasse no tempo,
Bem antes das escrituras.
Como querer parar no tempo,
Ficar longe das loucuras.

O Pesar, Pesa

Sairemos do mesmo jeito que chegamos,
Sozinhos e com muita gente olhando.
Expectativas no abrir e fechar da cortina,
Lá se vão doutrina, disciplina e rotina.

Fecha-se a retina...

O luto parece um furto,
Do fruto e atributo.
Que perece em um minuto,
Some em período curto.

Valete

É preciso sentar, Parar e respirar. É preciso se acalmar Para se alcançar.
É preciso saber  Que nem tudo está ao seu tempo. É preciso entender Que todo plano terá seu tormento.
É o que te faz dar valor à suas conquistas...

Outro Mundo

Saia do contexto,
Leia o final e o meio.
Não verá muito,
Apenas seus anseios.

Se interesse pela capa,
Pela epígrafe e prefácio em resumo.
O sumário é a escada,
Abra a porta pra nesse novo mundo.

Todo começo, meio e fim
E por fim, enfim, um estopim.
Não o fim, o novo começo,
Sem endereço e sem adereço.

Preciso de mais um livro na estante...

Desvidrado

Acredita estar certo,
Mas guia-se cego. Acredita estar perto E só olha pro teto.
Seres que buscam a luz, Sem olhar para o seu caminho. Vendados com um capuz, Rosas solitárias, sem espinhos.
Ninguém se defende só com a beleza, Há dureza na pobreza. Ninguém se defende apenas de frieza, Há riqueza na pureza.
Mas há muita moleza pra pouca destreza, O que há, é muita fraqueza e pouca nobreza.

Aos Mestres

Meus mestres já morreram,
E, a maioria eu nem conheci. Plantaram e pouco colheram, Mas mesmo assim, eu cresci.

Meus mestres fazem parte da história,
Da história dessa humanidade.
Suas trajetórias, vitórias e dedicatórias
Reviravoltas, de minhas verdades.

Essa troca de experiencia em livros,
É esse dom, de seus espíritos ainda vivos.

Aos Mestres, essa dedicatória...

Caducar

Aqueles nomes menos importantes,
Eu ainda confundo.
Tenho medo de quando for confundir,
O de todo mundo.

Eu tenho medo de rirem,
Do que hoje eu dou risada.
E tenho medo de sumirem,
Quando for partir de casa.

Mas o inevitável, é não ter esse tal medo,
Transformar evolução em respiração, em segredo.

Sem as Mãos, a Pensar

E sem as mãos,
Já aprendi a guiar.
Mas elas, ajudam A eu me equilibrar.
Suas mensagens Me fazem lembrar de sua bela voz. E essa sua voz, Me faz lembrar de momentos a sós.
Lembrar é ter a sua face na mente, Sonhar com a gente. Desculpe-me ser esse ser impaciente, Que odeia estar ausente.
Mas eu só queria estar frente a frente, Te fazer ciente. E te dizer repetidamente e diretamente, Que és meu poente.
Sinceramente e definitivamente, Não só aparente, doente ou sapiente.
Alguma oração do coração, Fez em mim infecção. Essa sua tentação sem tenção, Fez de ti, minha adição.
A divisão dos sonhos, para eles se multiplicarem. Uma invasão, para os nossos planos se realizarem.

Biblioteca

São tantas coisas na mente,
Que é por isso que algumas vão parar no coração.
Está tudo lotado atualmente,
Troco de programação, estação, mas é tudo em vão.

Nas rádios não tocam mais as músicas que quero ouvir.
Na T.v. não passa a programação que eu quero assistir.
O livro que eu tanto espero ainda não chegou na livraria.
Não me livraria da fantasia, nem da espera pela profecia.

Até parece que é deselegante,
Mas amaria que já fosse esse dia,
Onde aquele livro em minha estante
Nesse instante já estaria...

Avenida

Caminhar e enxergar mais
Pessoas que nunca foram legais
Olhares que parecem letais
E sorrisos de sentimentos iguais

Mas ao som das ruas, a paz
E é o seu silencio que se faz...

Colateral

Não vemos o vento,
Mas ouvimos a sua voz.  Ele não tem corpo, Mas o sentimos em nós.
Só quero dizer a ti, que só parece, Que nada esteja acontecendo. Mas só quero saber se quem perece, Pode estar entre nós, vivendo.
Quais são os planos?

Couras

Pessoas que entendem a sua loucura,
Compartilham essa mistura.
Fartura de ternura e a mesma cultura,
Desenham a mesma aventura.

A pintura sai mais do que imaginado,
A moldura é mais que um simples abstrato.

Epístola

Alguns atos são inexplicáveis,
Como por exemplo, o de se dar bem quando se deu mau.
Alguns atos são incansáveis,
Como o de cair, se levantar e até mesmo sair no temporal.

Dizer que os fins que justificam os meios,
É mascarar o seu anseio.
Dizer que odeia rodeio alheio e sem freio,
É feio, ninguém é perfeito.

Somos aquele livro inacabado,
Ou até mesmo aquela peça teatral sonolenta.
Somos aquele clamor criticado,
Queremos essa paixão que não nos violenta.

O sorriso é um pássaro que saiu voando livre,
Desocupado e vago na esperança do pra sempre.

Só...

O canto é aquele lado mais  isolado,
Afastado e desconsiderado.
Apertado junto ao seu peito pesado,
Desanimado e desafinado.

Desafiado a ser cicatrizado,
Mas fardado de trêmulos estados.

Democracia

Sucessivo e repetitivo
Positivo e dispositivo
Sugestivo e relativo
Alternativo e criativo

Inofensivo e sensitivo
Definitivo e opressivo
Instrutivo e educativo
Comunicativo e ativo

E eu, onde vivo?

Ciclo de Tredo

A intenção, está em enfase
E as crenças, são meu êxtase.
Mas como se alguém ligasse
E como se eu me importasse.

Sigo em frente antes que te enfrente,
São riscos recentes.
Mas eu não sinto o que eles sentem,
Os índios indigentes.

Há pouca gente e muito agente.
Há poucas mentes e muitos mentem.

Muro de Tijolos

Enquanto procuramos sonhos,
Encontramos realidade. O mundo torna-se plano, quando Esquecemos a saudade.
Os desenhos saem no papel, Além do que pensamos. Não controlamos a cor do céu, Nem pra onde vamos.
Mas ainda podemos crer, Nós ainda temos esse poder.

Papel Amaçado

A crônica cronológica do agora,
E, por hora, a demora.
Crônica que do livro mora fora,
O Aurora em outrora,

A crônica sem autura e melhora,
A autora, já senhora.
Crônica que atualmente se embola,
Embaralha sua metáfora.

A Crônica de cartas e esporas,
Caída sem esmolas.
Crônica longe de todas as escolas,
Triste e sem história.

Ninguém a leu, apenas eu
E o plebe, que a escreveu.

Chaplin

E a mente? Essa louca nos pregando peça,
Essas frases que não sabemos por onde é que se começa.
O ontem, o almoço, em nosso esquecimento,
Sei que alimento é rotina, mas o que ela fez com o tempo?

Eu ainda tenho esse medo, do antes ou do atraso,
De fecharem as cortinas e eu não ouvir os aplausos.

Verbo Haver

Há muitas coisas que hoje eu abandonaria
Há muitas coisas que eu não sei se faria
Há muitos medos e de perder nada, ironia
Há muitas horas passadas sem sinfonia

Há uma vontade imensa
De ter o mundo em meus braços
Há também a vontade
De explodi-lo e contar os pedaços

Há o ódio e há os amores
Há episódios e há sabores

Há vida... aaah vida!

Grandes

A altura que vemos, é  o que somos,
Nos sentimos grandes nas crianças que já fomos. Quando tínhamos verdadeiros sonhos, Não que tenhamos parado de criar nossos planos.
Mas... as crianças é quem são grandes de verdade!

Velho Índio

Fluviais sanguíneas
Retornando ao verdadeiro estado sólido, água, mar.
A pele e o osso
Retornando ao esterco do solo, libertando a tua alma.

As terras que hoje te pertencem,
Amanhã te terão.
As quedas que não te amortecem,
Amanhã te levantarão.

Constelação Alma

Quando os sonhos  Começam a fazer parte da vida real. Quando as estrelas São alcançáveis, não apenas mental.
Leal ao ser celestial, Horizonte lá longe, no litoral. Bonança pós temporal , Matinal, corporal e sem final.

Sculptura

Liberdade sem suor não tem valor,
Não leva partes de nosso amor ou de nossa dor.
Liberdade dentro de uma gaiola,
Viola o senso do canto, alpistes como sua esmola.

É como olhamos pro Universo,
Imenso, infinito e ainda não saímos de nosso verso.
É como olhamos pras estrelas,
Sem poder tocá-las, sem poder visitá-las ou tê-las.

Pago caro pelo melhor sorriso,
Faro raro quando encaro o seu brilho.
Amparo rápido ao que é bonito,
Faço barro esculpido com joio e trigo.

A escultura não precisa de perfeição,
Precisa de traços que influam a imaginação.

Forasteiro

Tenho fúria dessas mudanças alheias,
Programadas por gente babaca.
Como Português cuidando de aldeia,
Trocando lampada sem escada.

Na floresta não há energia elétrica,
O estulto que se acha o ser astuto.
Nessa floresta não há Luz sintética,
Apenas Sol, Lua e os seus atributos.

Antes de ensinar, tente aprender...

Montanha-Russa

A cada escolha que nós temos,
De algo nos desfazemos.
A cada sonhos que nós temos,
Do intocável ao extremo...

Somos a desistência do passado,
Somos a ausência do legado,
Somos a demência da tradição,
Somos a ciência do coração.

Se um dia for me prender a algo,
Que seja à minha escolha.
Se um dia me arrepender de algo,
Espero que não me encolha.

Quero levantar meus braços e gritar
Na Montanha-Russa.
E depois pedir para voltar,
Na Montanha-Russa.

Animais (da cidade)

Sua visão periférica em seu voo livre,
Seu vento na cara e a queda em adrenalina. Seu canto que não desafine ou desatine, Sua natural morfina, ali, parado na esquina.
Seu desfilar pelos muros no escuro, Sua escalada rápida nas árvores da cidade. Seu latido sem sentido e até imaturo, Seu olhar de saudade que espera a felicidade.

Uns abandonados e outros amados,
Mas eu vejo vários por onde passo...

Combates

Um dia você descansa a mente 
E no outro, você descansa o corpo.
Não descanse tudo de uma vez,
Nem simplesmente espere o sopro.

Há batalhas com oponentes
E suas batalhas mentais. 
Você poderá ser seu oponente,
Mas as duas serão letais.

Qual te afetará mais?
E qual será mais eficaz?

Isso só você poderá responder!

Inteórico

Acredito em Deus,
Mas também na teoria dos ateus.
Odeio o Adeus,
Principalmente quando é sangue meu.

Se é interior ou sem teoria,
Se é inteiro sem sabedoria.
O significado é esse mesmo,
O que lemos não entendemos.

Passam Horas

É dia de leitura
E também de escritura
Quintana, Drummond
E seus belos dons

É dia de musica calma
Que eleva a alma
Acústica e folclórica
De alguma lógica

É dia, mas já está de noite

Terremotos e Controles Remotos

Eu não uso chapéu
E não amo os amores antigos.
Os meus livros são caros
E o mais raro, meu único amigo.

Não fico triste com um dia de chuva,
Me agasalho bem e coloco minhas luvas.

Quantas vezes já procurei meu chapéu,
Ele estando em minha cabeça?
Quantas vezes já clamei olhando o céu,
Pra que um dia eu a esqueça?

Quantas vezes eu não fiz minha lição,
Quantos livros já perdi na liquidação?

A amada distante parece a Lua que brilha
Não posso tê-la, mas posso sentir e vê-la sorrir
Mas a amada é mais que a Lua, ela cintila
A minha donzela eu não comparo às estrelas

Pra lá, posso viajar o quanto eu desejar.
Não é apenas sonhar, é também realizar.

Teatro do Ego

Como se a perfeição fosse eficaz,
Como se uma guerra fosse nos trazer paz.
Como se fizesse diferença um cartaz,
Como se nunca tivesse olhado para trás.

Como ter ódio ao ódio que se faz,
Como olhar por tudo aquilo que te satisfaz.
Como errar e culpar apenas Satanás,
Como olhar pra frente e sentir-se mais capaz.

É como acreditar
Que seja algo mais.
Melhor que alguém,
Engana-te rapaz!