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Um Cemitério na Lua

Há um Cemitério na Lua
Na Avenida da saudade
Depois da Rua das Amarguras

Há um Cemitério que flutua
Que me leva toda verdade
E não ressuscita criaturas

É um olhar penetrante no passado
Momentos em que estive ao seu lado
É um olhar para o destino abalado
Elevado em um espaço agora trancado

Selado em antigas poesias,
Sentindo falta de suas ironias,
Que faziam minhas alegrias
Sempre que emburrada, sorria

O Cemitério não é na Lua
Mas ela está na direção em que eu observo
Utópico e que não se recua
Ilógico e faz de meu olhar, o seu mero servo

A falta me é tão grande
Que me parece faltar algo
E entendo que tão distante
Eu ainda me sinta um alvo

Acertado em cheio
Na alma e no peito

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Dilê

Podem falar o que quiser Eu tenho a arte da refuta Mas eu não gasto com quem não escuta Me ponho no meu lugar de fé De boa firmeza e conduta Pois é todo dia uma nova luta Eu estou aqui para dizer Que a vida é muito curta E que você não me assusta Quem anda comigo é Dilê Sarvá meus Pais, meus Ancestrais  Que me protegem do sofrer E me guiam no caminho pela paz Podem falar o que quiser Mas se me colocar na disputa Se prepare pr'uma retórica astuta Me ponho no meu lugar de fé E se essa calmaria te frustra De meditação e respiração robusta Eu estou aqui para dizer Que a vida é muito curta E que você não me assusta (...) Mar calmo não faz bons marinheiros, eu sei Pois por onde eu ando é bem turbulento É frio e sombrio, missão que raros irão escolher Mas fazer o que? Eu disse que - Aguento!