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Mostrando postagens de Setembro, 2012

Teatro de Constantes

Não me importo com aquilo que aparece ou some
Sobretudo, é a imaginação quem domina o homem
Muito me importo com o que é passado ou o futuro
E se eu não me controlo ou me seguro, eu me torturo

Meus pensamentos são muitos e mútuos
Eles se tornam inúmeros em poucos segundos

O teatro é constante e mascarado em bravura
Onde a loucura se mistura com a pintura
O teatro é constante e mascarado na aventura
Onde ternura jamais foi cultura em fartura

Meus pensamentos são muitos e mútuos
Eles se tornam inúmeros em poucos segundos

Onde estão aqueles brilhos do belo olhar...
E as alegrias que eu costumava enxergar?
Estão nas escaladas das paredes, sem medo
Da altura, da queda ou de qualquer segredo

Na criança
Na infância



Nem Sempre

O competidor e o vencedor
O compositor e o cantor
O sonhador e o inventor
O assustador e o devastador

O Encantador e o Libertador
O Inspirador e o Conhecedor

Nem sempre...
São as mesmas pessoas!

O ser Imundo

Eterno momento de um segundo
Inverno febril desse mundo
Os pensamento do ser vagabundo
Sentimentos nada profundos

Cartas jogadas pelo moribundo
O ser Imundo
Escolhas erradas e sem intuito
O ser Imundo

As mãos se erguem em sua simples prece
Todos enxergam, mas a noite se esquecem

Central de Desinformações

Pressa de viver e ver tudo acontecer
Ao modo de crer e nada entender...
No passo de saber, me desfaço do ser
Ao perceber que é mais simples renascer

Os sonhos são as ilusões pra te aquecer
Da realidade que muito deseja esquecer
Os sonhos são refrões pra te proteger
No som e o fazer, na poesia e o escrever

Sonhos grandes, pequenos
E nunca um Sonho Médio
Sonhos aéreos e terrenos
Longe de tudo e todo tédio

O Intensivo e o Inofensivo

Pra sorrir basta estar vivo
Não importa qual o motivo
O conhecimento é relativo
E o som é bem alternativo

Penso sempre positivo
E tenho vários objetivos
Gritos brutais e não passivos
Impulsivo ao ser ofensivo

Agressivo ao que é decisivo
Sensitivo ao que é expressivo
Fugitivo ao que é sugestivo
Excessivo no ser comunicativo

A Terra parou com o educativo
Seres inofensivos e nada atrativos

A luz se foi e se sente perdido
Os peitos esfriaram na busca de abrigo
É impossível sem estar protegido
Estando intuitivo e preso ao infinito

Agora, ao vivo e bem intensivo
Lar falido, bar e recreativo
O definitivo não é aplaudível
Nada divertido e sim hiperativo

Agressivo ao que é decisivo
Sensitivo ao que é expressivo
Fugitivo ao que é sugestivo
Excessivo no ser comunicativo

A Terra parou com o educativo
Seres inofensivos e nada atrativos

Escudos

Quando há espantos e surpresas
Ou até encantos como defesa E os olhos estão abertos para tudo Você enxerga até a beleza do escuro
Há quem não tem a compreensão E vê em tudo a sua Insatisfação Tem os olhos fechados para tudo E esconde a beleza com o mal futuro
Seja sorrindo ou com raiva do mundo Cada um tem o seu escudo!

Pedra e Vento

Há lições da vida sem qualquer revisão,
É porque só acontecem uma vez
E ambições medidas por uma só situação,
Que se derrotado, torna-te freguês

Não faço luto ao que luto
Mas faço fruto do minuto
Não faço tributo ao bruto
Mas faço atributo do astuto

A mentira e a verdade,
São palavras que se vão ao vento
A maldade e a bondade,
São magias que superam o tempo

Há sempre caminhos a seguir
E muitas escolhas a se fazer
Há sempre algo que possa sentir
Congele sua alma ou vá se aquecer!

Triunfante

Explosão temática
E os temas são vários
Uma ilusão gramática
Do dicionário ao diário

Sinfonia um tanto simpática
Apática na prática do contrario
Vem de uma simples e bela tática
Sem matemática ao adversário

A vitória é o sorriso,
Meio que de lado
Ela sempre ganha assim,
Me deixa paralisado

Para o Espaço...

A beleza sempre supera os números
Porque somos tão apegados à qualidade
Palavras mágicas de bondade ou insulto
Sempre escolhemos a nossa realidade

Tenho piedade da vaidade
E abomino a crueldade
Uso a magia do sorriso e da vontade
Uma habilidade de grande efetividade

Busco a paz e busco a bondade
Busco a raridade e busco a felicidade
Não busco a maldade e a rivalidade
Mas tenho vontade de mandá-la de verdade...

Para o Espaço, sem alguma localidade!

Dissemelhança

Ouvimos as historias que queremos acreditar
Lemos apenas os livros que nos fazem sonhar
Somos diferentes por odiar a igualdade que não existe,
Nunca existiu...

Pintamos nossa pele e mutilamos nosso corpo
Não nos preocupamos com o julgamento dos outros
Somos diferentes por odiar a igualdade que não existe,
Nunca existiu...

Espero que a amizade se faça a "Igualdade"
Mesmo no fato de que a sociedade seja a falsidade
Nossa proteção contra maldade é a humildade
Fazemos nossa realidade e moldamos nossa verdade

O Mundo senta em sua poltrona e fica em obesidade...

Pós-Sereno

Sinto-me atrasado com a falta de tempo
Um momento desatento, dispersa o pensamento
Mas tenho aprendido a ter certa paciência
Sei que inspiração é a visita de alguma referencia...

É sempre bom ouvir a voz da experiência!

Gran-Ventura

Brinquedo quebrado e o joelho ralado
Joguei os dados para o nublado e o ensolarado
Orientado e guiado para vários lados
Estado de admirado com o que me foi enfeitado

Alucinado com o que foi falado
Alienado com o que foi mostrado
E hoje a inocência já é um passado
Sinto falta do cadarço desamarrado

Vejo por onde tenho andado
E quais são e serão meus grandes aliados
Saudades do que me foi tirado
Mas olho pra frente com o que tenho sonhado

Agarro com muita força o que me dizem ter sido negado
Tenho tudo anotado, não fico e não ficarei calado...
Com o fardo pesado da carroça que sempre tenho puxado
Agora que meus instrumentos estão bem afinados...

Posso Cantar!

Extensão e Dimensão

Visões da vida e da ação
Cada um com sua percepção
Verdades escritas em livros
Ocultos, raros e extintos

Os que temos hoje são meras farsas,
Assim imagino
Eu é que não sou o dono da verdade,
Nem do destino

Visões da vida e da ação
Cada um com sua percepção
As palavras são um labirinto
Onde se perde sem instinto

As minhas escolhas, eu faço
Não tente invadir meu espaço



Um Memorial e Um Caminho

As coisas são bem mais simples olhando de fora
As horas estão em penhora nessa mera demora
E agora, a Aurora, que outrora fazia parte da melhora
Um senhor sem sua senhora, coloca a bota e a espora

Galopa pela espera do fim...
Sem ver a luz no fim do túnel ele ascende a vela
Galopa pela espera do fim...
Ele espera por aquela, que sempre foi a sua bela

Sua bela donzela!

Teatro da Espora e da Escoria

Realidade limitada
Voracidade alienada
Sonoridade gritada
Felicidade inventada

Utilidade fadigada
Claridade obcecada
Humanidade abandonada
E humildade retirada

As vozes já não dizem nada
Tenta escolher uma estrada
Faz do sorriso uma fachada
Com a ironia quase fragilizada

A miragem some no deserto
E o que era real agora é mentira
A miragem some no deserto
E o silencio paira, a platéia se retira

Senhoras e Senhores
Irmãos e Irmãs...
Ninguém aplaudiu
Nem ao menos chorou ou sorriu

O espetáculo foi em vão...
Nem merece ser comentado ou meramente criticado
O espetáculo foi em vão...
Os que se mantiveram sentados, ficaram frustrados

Universo

As lembranças são a esperança do reencontro
De quem se mudou ou de quem se foi pra sempre
Acreditamos que tal Deus nos reúna de novo
Tudo que está ligado desde alma, peito e mente

Nosso Universo...

Locomotiva fora dos Trilhos

Voar, alcançar  Tornar-se o que nasceu para ser Destino escrito Reeditado a cada dia por você
Amace a mera lista de coisas para fazer e simplesmente viva Com iniciativas, tentativas, perspectivas e algumas alternativas Sem o medo de ficar à deriva com estúpidas cismas negativas Caminhe como uma locomotiva em toda sua forte afirmativa
Faça você a sua trilha... Ao ousar, arriscar e se aventurar Faça você a sua trilha... Ao sonhar, acreditar e se realizar
O caminho não devia ser o de apenas ir e voltar E sim dar a volta ao mundo e depois retornar...
Mas se você ainda prefere os trilhos, meu caminho é outro... Tchau!

Desconsonantes

Uma Cultura inútil
de mero e incredulo assunto fútil
Passo sutil ao sútil
e depois sim, postura e costura útil

Desculpe meu ódio pela lentidão
da mente e o que a atrapalha
Desculpe minha fúria em reação
à mente e o que a atrapalha

As vezes falo em demasia
e as vezes prefiro o silencio
Algumas frases me trazem azia
e outras me levam ao hospício

Muitas vezes no Português
não falamos a mesma lingua
Sem rimas, poesias e harmonias,
em falsas sabedorias e teorias

Desconsonantes na evolução do som
Sem o repouso da criação, o surdo dom
Perdendo o tom de tudo que era bom
Sem o repouso da criação, o cego dom

O fracasso e o desastre,
algumas pessoas já nasceram pra perder
E que o fíasco se arraste
otários acreditam que nasceram pra perder

Meros "Nada"... disse o Lobo!