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Mostrando postagens de 2012

Hora do Recreio

Afogando a inteligencia em um mar de impaciência
Sugando toda sapiência a transformando em demência
Causando a carência na ausência de vaga de decência
Trazendo a estupida decadência de grande sonolência

Desvio de foco, distração e diversão
Abdução pra dentro de sua televisão

O entretenimento falsifica a cultura e leva a competência
Dissimulando as aparências e traindo qualquer referencia
Essência de vírus e impotência dessa hipócrita dolência
Trazendo a estupida decadência de grande sonolência

Desvio de foco, distração e diversão
Abdução pra dentro de sua televisão

É um insulto ainda se sentir adulto
Estando oculto em cultos e tumultos
Tonando-se um vulto sem sepulcro
E obtendo grande lucro com o vulgo

Indo bem fundo no que é imundo
Contando segundos e rindo do mundo
Levando tudo de cegos, surdos e mudos
Dinheiro ao circo e não saúde e estudos

Desvio de foco, distração e diversão
Abdução pra dentro de sua televisão...

Teatro do Aleatório

Gatuno, um ser de hábito noturno
Às vezes de bota, às vezes coturno
E quanto tempo ficar aqui,
Esperando a hora passar?
Quanto tempo fingindo sorrir,
Esperando a pessoa certa chegar?
Águias sobrevoando, águias caçando
Águias sobrevivendo, águias saboreando

E quanto tempo sonhar e esperar o desejo se realizar?
As estrelas apenas caem e sozinhas não podem caminhar

Cães sorridentes, fiéis ao dono que não joga a bola
Cães atrás de carteiros, motos e de quem pede esmola
E quanto tempo ficar aqui,
Esperando a hora passar?
Quanto tempo fingindo sorrir,
Esperando a pessoa certa chegar?
Cães que rasgam sofás, chinelos tapetes e sacolas
Cães, melhores amigos que rapidamente vão se embora

Passa por aqui o gato de botas tortas
Aquele com o que nada se importa
Passa também a águia voadora e caçadora
Mirando entre uma vítima e outra

Logo depois um cão sem abrigo
Na rua a correr perigo, sem sair em qualquer artigo
Logo depois outro sem amigos
De certa forma de castigo, não contigo, nem comigo

A ment…

Epílogo de Ressaca

Conclusão renovada
Na calada da noite
Conclusão de ressaca
Que se realça hoje

O Sol na janela não mais me deixa dormir
E essa Preguiça acumulada não me deixa sair

Conclusão renovada
Foi armada uma cilada
Mas é hora da virada
Sou mais forte que a pancada

O Sol na janela que se foda...
Vou me levantar, tenho muita coisa pra fazer!

Razão Figurada

Barreiras, obstáculos e contratempos
Dificuldades, estorvos e seus tropeços
A queda não é nada além de complexidade
Onde sua velocidade é a sua capacidade

Levantar, olhar pra frente e rir do inevitável
Faça o seu escudo de um espirito inabalável
Faça a sua espada de sua força indomável
Faça a sua armadura da mente impermeável

Conquiste seu reino de semeia e colheita amigável
Faça de suas batalhas uma escolha respeitável
Faça seu castelo e fortaleza de um alicerce estável
Faça proteção blindada do muro mais impenetrável

Em busca de terras, eles fazem guerras
Mas é somente a união que as encerra
E é quando subimos as Bandeiras Brancas
Que vemos soldados abaixarem suas lanças

A arte do Silencio
Baluarte do Senso

Mascarando a Saudade (parte final)

E esse caminho que faço cheio de lembranças?
Às vezes dá até vontade de pegar outro atalho
E esse caminho que faço cheio de esperanças?
A mente tenta esquecer deixando cada retalho

Mas há vozes, há fotos, há videos, há poemas e há também essa estrada
De antigas e muito belas jornadas, desvios, buracos e algumas lombadas
Há também poesias, filosofias e tantas e tantas ideologias com você divididas
Sua monotonia em sabedoria que eu preferia que fosse apenas uma travessia

Mas voltam a mente todos os dias
Seus sorrisos em vasta coreografia
Seus passos de uma vaga categoria
Que hoje... são apenas nostalgia

A caixa está fechada e selada,
Sagrada em memórias passadas
E não, não mais falta aceitar
Que ainda sinto sua falta...

Falta entender...
Que preciso te esquecer!

Mascarando a Saudade (parte 2)

Traga-me um café, traga-me o cardápio
De como amar e ainda ser um ser sábio
Me vê uma dose dupla, tripla de explosão
Pra devastar o que há dentro de meu coração

Tudo parece ser tão complicado
E é bem difícil ficar sentado e calado
Enquanto a vida joga os seus dados
E todos estão acomodados, acostumados

A caixa está fechada e selada,
Sagrada em memórias passadas
Mas sim, falta aceitar...
Que ainda sinto sua falta!

Refugo, Lucro e Seleção

As nuvens, as formas e as visões
Os desenhos, criações e alucinações

O que escolhemos para nossa liberdade
Nossa felicidade ou a nossa fidelidade
Preferencias de qualidade ou quantidade
Preferencias por intensidade ou finalidade

As arvores, os pássaros e o som
Inspirar e respirar, qual seja o dom

O que escolhemos para nossa eternidade
Traços de bondade ou riscos de maldade
Frases de serenidade ou de mera brutalidade
As escolhas vem com a idade e a intimidade

Ah... se fosse simples sorrir a toda hora
Estaria sorrindo agora e te levaria embora...

Nó e Garganta

Guiando, girando, observando
Parando, abraçando e sonhando
Nas excessivas voltas que o mundo dá,
Coisas que vão e voltam pro mesmo lugar

Os chamados, as escolhas
As pontes e as escaladas
Mantenho a voz ativa, mesmo
Quando ela deveria estar calada

Não sou um automóvel
Nem muito menos imóvel
Não sou árvore, nem vento
Às vezes rápido, às vezes lento

Estou à mercê das voltas do Universo
Busco versos até mesmo quanto estou disperso
Fico imerso, submerso e apenas observo
Às vezes converso e às vezes introverso

Não uso máscaras
Desculpe-me se transpareço
Tenho muitos afazeres
Desculpe-me se desapareço...

Persuadir-se

Não querer ter sentimentos é negar o próprio espírito, Fingir que não há propósitos é desacreditar no infinito Esquecer o passado é negar escolhas e aprendizados, Caminhos errados, encurtados de seres desmotivados
Já eu, pego as malas e subo na nave espacial Viajo e chamo de lar onde me sinto especial Deixo poesias e logicas em formato de musica Viajo e chamo de lar onde a minha mente fica
Não tenho medo de sentir qual seja a saudade E sim de sonhar sem me sentir parte da realidade Sinto muito a necessidade de ouvir sinceridades E sinto vontade de voltar até a idade da bondade
Mas prefiro passar por toda essa evolução De todo dia uma nova provação em oração Agradeço de alma e coração, toda a benção E de todos que vem e vão, mas não em vão
Sei onde eu estou e onde eu posso chegar Sei no que posso me segurar e me agarrar
Sei como me levantar e como caminhar
Talvez só não saiba ao certo como me guiar

Mas eu sei continuar...
E os perigo enfrentar!

Devaneio em Neblina

Inconstante respiração e pulsação
E em cada mão, uma metade do coração
A mente entra em apagão, escuridão
E a voz está muito longe nessa imensidão

Quando não é infinita toda a espera
Não se acredita nem na visão da esfera

Onde os sonhos podem se perder e sumir juntos
Em conjunto ao inastuto, sem um verdadeiro assunto
Quando explode o seu mundo, vem o fim de tudo
Se enterra fundo e profundo, em fração de segundos

Quando é infinita toda a sua espera
Você suporta qual seja a atmosfera

Onde os sonhos podem acontecer e aparecer juntos
Em conjunto ao que é astuto, sabe a hora de ser mudo
Nunca é surdo e traz tudo o que deseja ao seu mundo
Seja grave ou agudo, impensado ou cheio de estudos

Os sonhos vêm da alma
E se o espirito não é forte, ele se abala
Os sonhos vêm da alma
Não deixe a acinosidade tirar sua calma

Repentino

Não é preciso de um horário para acontecer
Basta apenas querer e simplesmente fazer
Não é necessário qualquer plano ao imediato
Reflexos são seus escudos contra o inesperado

A tática é importante quando você vai batalhar
Mas quando é súbito, irá meramente atrapalhar

Faço de meus punhos, minhas espadas
De todas minhas frases, a minha alma
De tudo o que posso, os meus escudos
E tento em velocidade fazer um estudo

A tática é importante quando você vai batalhar
E é só na hora que saberá se irá defender ou atacar

Sua Raiva Inocente

Muita precisão em sua demasiada fúria
Adoro suas frases de ódio e vasta loucura
Exagerado e excessivo, o olhar penetrante
Nada sutil, porém saltitante e incessante

Sua raiva inocente por esses humanos nojentos
Repugnantes seres violentos, lutando por dinheiro

Desconfie

Nem sempre aquele que caça se alimenta
Apenas testas seus meros instintos
Nem sempre quem tenta, enfrenta tormentas
Não é todo caminho que tem labirinto

Mas nem por isso saia de casa sem suas armas e escudos
Olhe pra todos e pra tudo, desconfie de felpudos e carrancudos


Mascarando a Saudade

A caixa está fechada e selada,
Sagrada em memórias passadas
São musicas que um dia fiz pra ti
Em poesias que há tempos escondi

Espero pelo dia do esquecimento
Em um sentimento de isolamento
Mas não de sofrimento, abatimento
Ou pensamentos de rendimentos

Mas sim, falta aceitar...
Que ainda sinto sua falta!

Alma, eu vos peço perdão

Alma, eu vos peço perdão
Por às vezes preferir a solidão
Minha mente de vasta questão
E o peito de ampla conexão

A saudade bate e quando bate estremece tudo
Fico cego, mudo, surdo e entro em outro mundo

Não estou apenas olhando pra frente
Mas sim pra dentro de minha mente
Para algum fantasma impertinente
Antes atraente, hoje incoerente

Alma, eu vos peço perdão
Por às vezes preferir a solidão
Pensamentos e muita ambição
Sempre desligadas pelo coração

A saudade bate e quando bate estremece tudo
Fico cego, mudo, surdo e entro em outro mundo

Não estou apenas olhando pra frente
Estou tão longe, porém interiormente
Estou aonde eu venho eventualmente
Em meus momentos de ser paciente

Alma, eu vos peço perdão
Por às vezes preferir a solidão
Medindo a proporção de alienação
Vejo que há sempre uma nova indagação

A saudade bate e quando bate estremece tudo
Tudo, tudo o que cabe nesse pequeno mundo

Máquina do Tempo

Há uma vontade de voltar no tempo,
Há uma vontade de curar remendos
E há uma vontade de que passe rápido,
Desejando aquele futuro belo e válido

Saudades do que perdemos,
Ansiedade com o que queremos
Na rotina em que todos temos
E em toda a prece que nós fazemos

Agradeço pelo dia que nasce e pelo dia que dorme
Temo muita coisa, e, em principal a inevitável morte

Caos e confusão, terremotos e destruição
Onde passa o furacão e aperta o coração
Livre da prisão que atravessa a sua ilusão
Em sua nova missão e sua solitária legião

De pé para a nova Guerra
O seu líder interno berra
Em vista uma nova Terra
Do que gera e se encerra

Agradeço pelo dia que nasce e pelo dia que dorme
Temo muita coisa, e, em principal a inevitável morte

Soldados de Diamante

Frases impactantes
Que para alma são importantes
Ao peito meio inciante
E a mente imponente, arrogante

É chocante e impressionante
Os sorrisos mais caros que diamantes,
Os abraços de seus amantes
E o calor arrepiante em seu frio penetrante

Os berros dissonantes,
O ser figurante, porém repugnante
Buscas incessantes
Pelo cintilante e pelo flamejante

Continua o caminhante
Com seus desejos de ser triunfante
Se a Deus é um suplicante,
Aos seus não seja um degradante

Sabemos o que queremos ouvir,
Mas não o que precisamos sentir,
Não sabemos mais o que assistir,
Mas já escolhemos um caminho a seguir...

Bandeiras da cor de sua escolha
Depois de erguida, nunca se encolha

Ciência Complicada

Há uma certa compreensão
Quando são os mesmos sentimentos
Só que quando não são,
São palavras jogadas ao vento

Não que seja o que deseja, não,
Aos indiferentes é algo sonolento
Não que esteja prestes a explosão, não,
Você nunca foi um ser violento

É... a paciência deve ser uma ciência bem complicada

Anular

Perdido em seu tempo
Sem sequer saber o que Descrita em remendos Em devaneio e a mercê
Levado com o vento Algo que nunca irá ter O clique em modo lento Lado de fora de sua Tv
O melhor sonho esquecido O eclipse lunar e o brilho vencido O tesouro mais rico perdido O seu herói injustamente punido
Não parece que vai voltar a brilhar e está tudo escuro É tão eterno o que acontece em questão de segundos

Ansiosidade (parte 2)

A espera está acabando
A hora certa está chegando
De tudo que vou pensando
E das vária imagens passando

Ainda há uma espera...
A alma começa a aquecer
E a pele em frio a se converter

Ainda há uma espera...
Mas agora ao entardecer,
Está mais próximo de acontecer

O olhar de uma Criança

Loucos sonhadores, inventores de outros mundos
Quimeras de criadores, não cegos, surdos e mudos
Vendo além de tudo, além do claro e do escuro
Desenhando berros e múrmuros, no chão e nos muros

Há uma abstração na parede, deixe a criança levada ser levada
Não dê palmadas, não dê borrachas, dê escudos e espadas
Em um sorriso, uma risada que terá sua recíproca gargalhada
Um pouco mais prolongada, porém renovada e entusiasmada

O olhar de uma criança modifica, e,
Irradia o seu dia...

Trivial

Entre o comum e banal
Nada do que é original
Seguem qualquer sinal
Que seja esse tal atual

Continuam sempre igual
Se alimentando do usual
E do que é sempre casual
Não têm um próprio ideal

E num final já sem moral
A insistência de ser Trivial

Mais um Dia

Onde começamos o nosso dia?
Como fazemos nossas teorias?
Quando deixamos nossas ironias?

O Sol irradia, sem pontaria
Acerta tudo em covardia
Faz de sua força, sua profecia

E assim começa, mais um dia...

Fones de Ouvido

A alma foi sugada,
Foi abduzida
Ela foi feita de refém,
Foi vencida

Mas sim, foi por uma boa causa,
Foi por um belo motivo e razão
Visão vidrada e a mente em pausa
A uma bela canção e composição

Algo que quando começa
Você não para de ouvir
E se algo no dia te estressa
Coloca o fone e volta a sorrir

Qualquer rugido é punido
Torna-se desnítido e polido
Torna-se tímido e sumido
Só musicas em Fones de Ouvido

A atenção está voltada simplesmente
Para dentro de sua própria mente

Ansiosidade

Tão perto e tão próximo de acontecer
E é quando vem o pesadelo e depois a insonia
Que espero sobrevir e assim sobreviver
Nem que eu peça carona ou faça uma maratona

Ainda, esperando o dia que...
Ainda, não aconteceu...

Poesia Muda

O som do violão não para
E a canção não diz nada...

Mas impressiona os espectadores
Os seus sons são muito inspiradores
Os olhos voltados ao seus louvores
Cânticos sem voz, mas encantadores

Ah... se não pudessem parar e serem eternos!

Mero Quadro

Paisagens muito cinzas ou cheias de cores
Raios e chuvas ou o brilho do Sol e das flores
Paisagens do que é móvel ou simples, imóvel
Não há som de pássaros ou de um automóvel

Mas é muito mais fácil imaginar com apenas uma imagem
Às vezes te dá saudades e às vezes te leva em uma viagem
Alguma aventura selvagem ou te dá sede em uma miragem
Faz plágio de qualquer coragem ou de um rito de passagem

O engraçado é que é apenas um quadro
Um artista que às vezes nem é lembrado

O Ser Sorridente

Estamos a vida inteira à procura de algum par ideal
Quando as ideias de perfeição são muito diferentes
Há sempre um sinal fatal, vital e um tanto irracional
Seja consciente ou inconsciente, mas sempre sorridente

Vindo dos sonhos, a junção de alma e mente
Exatamente, mas não sabiamente competente
Ainda assim um ser sorridente
Extraído de um peito contente

O que vem depois não importa
O que importa é o agora...

Teatro dos Lápis

Eu tenho que observar muito
Para tentar entender e depois explicar
Eu preciso ler sobre o assunto
Para decifrar, editar, divulgar e publicar

Preciso saber o que é antes de falar
Porque é assim que eu faço funcionar
Meus atos não se resumem em julgar
Resumem em presenciar e testemunhar

Tento não falar o que vem na mente
Mas o que vem da alma em corrente
Talvez até o interior e o exteriormente
Pra muitos é conveniente ser imprudente

Já eu...
Deixo as cortinas se abrirem
Deixo as cortinas se fecharem

A Cidade e a Lua

Distrações me deixam com raiva
Odeio prender a atenção com a banalidade
Algumas me deixam feliz e pensativo
Quando observo a Lua ou o brilho da Cidade

Antes cinza, mas agora tão belas
A Lua cheia e as luzes das janelas

Teoria de Chuva e Aurora

Não passam as horas, nem a chuva vai embora
Mesmo que ela demore a virar aurora Embora, agora, lá fora seja tão linda e sonora A criança que abriu os braços em outrora
Observou o céu e se esqueceu de onde mora Hoje reclama de tanta demora A mente aflora, desaflora e depois não mais ora Torna-se senhor, torna-se senhora

Números

Números são irrelevantes quando há incapacidade
Números não tem utilidade sem uma certa ansiedade
Números ficam parados, quando não são somados,
Multiplicados ou incluídos a problemas anotados

Mas eles são mais simples do que seguir conselhos
Parecer sem aparecer ou perecer, guardar segredos

Fica no cesto de lixo

Mudando mentes e moldando seres em conflito
Manipulando o caminho descrito, mas não escrito
Desenhando nada no papel que será amassado
Alinhado a algo que foi sitado ou pintado, jogado

Fica no cesto de lixo
O que por alguns segundos teve vaga vida
Fica no cesto de lixo
Restos de alguma poesia, ou alguma fantasia...


Desapego

Algumas pessoas caíram em meu esquecimento
Viraram papeis amassados, enterrados no cimento
Não lamento ter perdido, qual seja o sentimento
Se foi um livramento ou se foi apenas um momento

Vou dando segmento ao caminho, rápido ou lento
Sem o desapontamento, mas com desenvolvimento...
Ao novo desaparecimento, o odio do ser ciumento
Não me alimento de sofrimento ou qualquer fermento

O que suporto ou o que aguento
O que abomino, mas eu enfrento
O que tento deixar em alheamento
E tudo o que faço em alinhamento...

Ainda tenho o extremo Desapego!

Paliar

Nostalgia com as musicas de sua adolescência
Alegria mista e a fuga pra dentro da consciência
Magnifica uma leitura que arrepia em confidência
Bravura no esquecimento, de vícios à abstinência

Transformar o seu ser pulsante em pedra, após a perda
Mascarar lágrimas se torna uma regra, eficaz e extrema

Contagem Regressiva

A raiva é meramente controlada
Até ser liberta por uma única palavra Pessoas não precisam saber de nada As atitudes são secretamente isoladas
A boca deve sempre ficar e estar calada Antes que qualquer bala seja disparada Toda frase e crase devem ser bem pensadas O que é muito difícil quando impulsionadas...
Não somos suas maquinas sem emoções Somos uma bomba prestes à muitas explosões Contagem Regressiva um tanto Agressiva Contagem Regressiva que podem perder de vista

Filosofia de Mesa

Eu esqueço das horas,
Esqueço de ir embora,
Desinteresso com o lá fora,
E sempre vejo o aurora

Outrora, em demora,
A metáfora da senhora,
O Jardim que se aflora
E o senhor que se esforça

Amanhã colhem frutos
Os que foram astutos,
Tornaram-se seres cultos
E nunca ficam ocultos

Eu esqueço das horas
Senhores e Senhoras,
Esqueço-me de ir embora,
Não que eu tenha perdido a memoria,

Mas quando a conversa está boa...

Face Inclinada

Esse vento gelado e não há nem janelas aqui
Nesse quarto isolado e sem portas para eu abrir

Não sei até quando vou suportar
Todos vocês querendo me entender
(na minha mente entrar)

Nem todos olham pro alto
A não ser que ele esteja dentro de um tela
Quadro, TV ou algo da escala evolutiva

Nem todos encaram o tempo
Preferem acreditar no destino
Ou por a culpa em seu Deus
Passado, presente, futuro e pessoas

É preciso sentir e viver
Ao seu modo de pensar
Atos de amor, ódio e compaixão
Compaixão!

Me deixe em paz na presença de ninguém
Não quero sonhar com pessoas iguais a mim

Não sei até quando vou suportar
Todos vocês querendo me entender
(na minha mente entrar)

Vertigem

Parece que a alma está muito inquieta
Não sabe se ficará só ou se fará uma festa

Vêm de dentro os sentimentos, antes nulos
Tanto os mais puros, quanto os mais impuros
Vêm de dentro os seres maduros e imaturos
O claro, o escuro, o passado, presente e futuro

Parece que a alma está muito inquieta
Foi atingida direta e está em profunda queda

Onde eu olho, tudo se movimenta lentamente
A mente previamente se rende interiormente
Onde eu olho, tudo se movimenta lentamente
Fico dependente e rente a ser mais entorpecente

Parece que a alma está muito inquieta
Ela arrepia a pele com seus profetas e poetas

Talvez seja algo além do interior
E que o universo possa transpor
Talvez seja algo além do exterior
Lembranças esquecidas do escritor

Parece que a alma está muito inquieta
Ela arrepia a pele com seus profetas e poetas

Talvez seja algo além do anterior
E que se faça o sonhador, o criador
Talvez seja algo além de seu Senhor
Vertigem em simples louvor e clamor

Parece que a alma está muito inquieta

C.O.M.A.

Os filhos do inferno reclamaram
Nenhum dos sonhos sobreviveu
E que era raro se tornou medo nesse vazio

A força descomunal tinha foice
O sorriso dela não lembrava nada
E os sentimentos de culpa me abraçavam

Me arrumem uma estaca eu não quero mais viver
Com esse sentimento que me angustia a alma
E onde estão nossos dias felizes?
E onde estão nossos momentos felizes?
(eu menti)
Eu não queria que parasse de tremer assim

E o que vou fazer com esse corpo em meus braços?
Como vou fazer pra fingir que não existe?
E onde estão nossos momentos felizes?
(eu menti)
Eu não queria que parasse de tremer assim

Me arrumem uma estaca eu não quero mais viver
Com esse sentimento que me angustia a alma
E onde estão nossos dias felizes?
E onde estão nossos momentos felizes?
(eu menti)
Eu não queria que parasse de tremer assim

E estava tão próxima de abraçar o fim
Quando ouvi a tua voz
Ela apenas queria me dizer
Adeus!

Pijama da Incapacidade

Sinto muita ânsia da sua  ansiosidade
E seus meros assuntos de ociosidade
Fique na frente das grades da banalidade
Saia dos sonhos e venha ver a realidade

A idade, a verdade e a necessidade
A seriedade, a maldade e a bondade
Ou volte ao seu pijama da incapacidade
Enquanto faço irmandades e rivalidades

Lógicas e Formalidades...

Vendas à venda

Instinto de muita destruição em distorção Apelo em peso na sonoridade da canção Um apagão na deformação da desorientação Muitos que vem e vão em alta proporção
Frases em repetição como uma obrigação Faça-se a inundação e pedidos de perdão Moderação na indagação e na afirmação O meu sim, o meu não e nada de aprovação
A Devoção e muita Lentidão
O que digo é uma explosão de pensamentos E uma grande detonação de seus argumentos O que digo é uma razão a tudo que lamento Do país, da nação e do falso divertimento
Mas é assim desde a Roma antiga, a distração Corpos, palhaços e a mais paranoica, a agressão Junto dela, a alucinação e também a alienação Fingem a comunhão e a religião em sua servidão
Frases de gratidão mascaradas na opressão Raças em divisão, e a mentira em ascensão Moderação na indagação e na afirmação O meu sim, o meu não e nada de aprovação
A Devoção e nada de Evolução
O que digo é uma explosão de pensamentos E uma grande detonação de seus argumentos O que digo é uma razão a…

O que importa?

Ao redor varias explosões
Terremotos e furacões Ao redor algumas ilusões Simples frases e perdões
Ao redor tantas paixões Falsas amarras e prisões Ao redor dessas tentações Sou meu centro das atenções
Nada me importa...

Frequente-mente

Frequentemente nossa mente mente
Persistente em não seguir em frente
Afinal, ser coerente é bem imprudente
Agir previamente é muito conveniente

Pra quem não sai da cama
E nunca diz que ama
Pra quem adora o drama
Mas não segue a trama

Frequentemente nossa mente mente
Se faz de inocente na captura da lente
Faz poses no poente, muito rapidamente
Se sente atraente apenas interiormente

A alma simplesmente inflama
Quando você vê quem ama
Mas ainda adora o drama
E ainda não segue a trama

Frequentemente nossa mente mente
É totalmente e exclusivamente, diariamente
Frequentemente nossa mente mente
Mas ela não sente o que nosso peito sente

É... vou agir por impulso!

Indagações

A analise feita de fora é bem mais simples
Ainda mais quando nós falamos de pares e impares
A analise feita por velhos sobre a juventude
Na visão de estarem ludibriados da razão que os ilude

Analise sobre a fé e a confiança
Sobre a esperança da forte criança
Analise sobre musicas e mudanças
Lembranças, bonanças e heranças

Obrigado pela conversa sóbria em verdade
No sanatório que nos dispersa de sinceridade

Uma foto...

Uma foto não me diz muito quando você não está ali
Suspensa no tempo, paralisada, sem parar de sorrir
Uma foto não diz nada, apenas faz seu mero silencio
Em remendos de falsos momentos, o simples desejo

Uma foto não me diz o que fez antes ou depois daquele segundo
Mas ela me faz querer estar em seu mundo e em seu submundo
Não é a foto em si, mas talvez uma parte de você que me chama
Pra parar de fazer drama, sair da lama e te ter como minha dama

Fada de Fachada

Em frases saturadas e nas falsas risadas
Há janelas quebradas, por onde ainda não passa nada As amarras apertadas em ações limitadas Estrada em que não deixa pegadas, pois são apagadas
Nunca foi amada, mas sempre foi mascarada  Inteira estudada, a mente desolada e fechada Ela está armada, de sua tenebrosa gargalhada É admirada, a mente desregulada e exagerada
Fada de Fachada... Não faço nada, apenas posso observá-la sumir Fada de Fachada... Não faço nada, apenas deixo sua máscara cair
Eu crio minha jornada... E sigo a nova caminhada!

Ciclo em Verdade...

A tranquilidade é uma das maiores maldades
Pois em sua bondade e majestosa graciosidade
Nos deixa em necessidade de oferecer lealdade

Já a falsidade e a rivalidade são atos de um covarde
Que tem ansiedade à menosprezada individualidade
Está preso nas próprias grades rumo à banalidade

E assim existirá sempre a continuidade da comunidade
Com muita efetividade ou incapacidade, a familiaridade
E quando chega certa idade, é hora de deixar saudades

Reflexo da Alma

Afetado por dentro
Mais fatal do que qualquer palavra
Um foco, um centro
E o único reflexo exposto de sua alma

Os olhos e a lagrima
Na cor que não se apaga
Os olhos e o brilho
Indecifrável, o ser místico

O forte olhar pode te fazer enxergar
Pode te cegar, fazer sonhar e te calar
Às vezes te abala com cortesia e gala
Ainda que venha potente como uma bala

Pode ser a grande proteção de seu poderoso muro
Pode também afastar ou trazer pessoas de seu mundo
A intensidade não vem de qual é claro ou até escuro
Vem da pureza ou maldade de suas armas e escudos

Isso é o que vejo em um simples olhar...
Simples?

O Esquecimento

O sopro do Lobo derruba apenas os lares fracos
As doses mais mortais estão em pequenos frascos O bote e o veneno já não são mais seu segredo Eu sei de onde virá, o que fará e como me curar
Às vezes em adrenalina E às vezes em disciplina Descanse em suas morfinas Enquanto sumo na neblina
Preocupo-me com amizades e os verdadeiros laços A máscara cai para sabermos quem são os falsos O bote e o veneno derrubam apenas seres pequenos Eu sei de onde virá, o que fará e como me curar
Às vezes em adrenalina E às vezes em disciplina Descanse em suas morfinas Enquanto sumo na neblina
Agora tens meu desprezo e meu silencio O adeus mais sombrio “O Esquecimento”

Letargia

Nossa visão falha, pisca e já passou,
A mente não reprisa e onde estou?
Eu olho pra baixo, pra cima e pros lados, Some a caneta e a palheta do desnaturado. Sono e os olhos prestes a serem fechados, Ainda não escrevi  o que eu tinha pensado.

Uma Gaita

Todos nós temos varias ideias boas
Que não anotadas são facilmente esquecidas
Todos nós mascaramos um peito de aço
Esse que também é muito passivo de feridas

Veemente desejo ser recarregável a luz solar e lunar
Quero viver intensamente sem nunca precisar parar
Mas infelizmente todos nós precisamos descansar
Para sabermos o que realmente é sonhar e acordar

Grilo Falante (parte 2)

Libertamo-nos daquele que tem paranoia,
E daquele que enxerga o que não se vê
Libertamo-nos de quem não nos apoia,
E apenas observa, fingindo não saber

Libertamo-nos de tudo o que nos prende
E não ficamos no mesmo lugar
Libertamo-nos do que facilmente se rende
E nem tenta ao menos lutar

Mas tem algo que simplesmente nos amarra e nos segura
Não sabemos se vem da mente ou do peito essa tal loucura


Carola

Confusões nas vagas interpretações
E ilusões em simbólicas alucinações
Horas corridas e segundos paralisados
Tempo, vida e vários alienados...

As crenças são loucuras, mas também são a força
E existem certas criaturas, que não calam a boca
Cada um tem seu modo de viver e o melhor seria o respeito
Estaria satisfeito se suspeitos e imperfeitos fossem aceitos

Mas eles ainda assim, preferem julgar sem perdão
Não se adaptam e nem abraçam tal evolução...
Só falam de Religião!

Estou certo de que não são a maioria...
Mas uma pequena parte que influencia!

Sumir

Nada muda, continua girando
Apenas simula, um novo plano
Infectados com a falta de evolução
Sem inspiração ou nova canção

Súbito é explodir e assim desaparecer
O Publico não imagina o que vai acontecer

Lacuna

Há uma sobra de espaço
E há um extenso vazio
Levaram modesto pedaço
Que me aquecia do frio

Ouço o eco do escuro
Mas não desejo os vagos preenchimentos
Nem o espírito mais puro
Apenas alguns apuros imaturos, turbulentos

Não é hora de reclamar
Nem procurar ou sonhar

E sim, acordar!

Teoria de Colapsos

Estranha sensação de sentir solidão sem estar sozinho
E pra ajudar, as musicas que tenho ouvido fazem sentido
Tenho a solidão como forma de liberdade com o mundo
Mas ela em meio a multidão, parece um eterno segundo

A mente vai contra todos os sentidos e todos os sentimentos
E ao mesmo tempo, abraço a consciência e me arrependo
Não quero ser bruto, mas sinto muita frieza em meus atos
E é a sangue frio que uso fortes palavras e me sinto sensato

Um adeus é adeus de verdade, mesmo que me faça sentir saudade
Tenho na essência o desapego, nada vale apena, medos ou segredos

Quadros, telas... eu!

Acordei num quadro
de pinturas abstratas
Decorei alguns nomes
de figuras desfiguradas

Fui tentar lavar as mãos
e me sujei com mais tinta
Eles acreditam na vida infinita,
desse mundo de quinta

Pulei de meu cubismo
ao me sentir num abismo
Não é o que falo ou sinto
entre realismo e surrealismo

Tenho minhas referencias...
e ainda não tenho minha preferencia
Entre costumes e tradições, o modernismo
e nos pensamentos, tártaros e limbos

Acordar ou ficar acordado?

Estágio

A intenção... é uma meta traçada
O caminho... é uma reta curvada
A visão... é uma seta desfocada
E a ilusão... um profeta que vos fala

Sua lição vem do poeta com a espada
Sem ligação direta a risada ou a cilada
Apenas o aprendizado de algumas pedras
O ser que se levanta rápido após a queda

Náufrago na Mente

Dentro de mim corre um rio de sentimentos
Que deságua no imenso mar de pensamentos
A forte correnteza constantemente tem me levado
Tento nadar contra, mas sempre sou arrastado

Enquanto é rio, é tranquilo para poder pescar
Mas quando é mar, tenho medo de me afogar
Ou o barco afundar e as tempestades enfrentar
Os monstros que eu possa encontrar e me devorar

O vento que não para de soprar
Tenho pavor de aqui naufragar...

Teoria da Pena

Conheço várias pessoas...
Que eu ainda não conheço
Tenho sempre em meus tropeços
Um novo arremesso

Sei que tudo tem seu preço
E também seu endereço
Onde apareço ou desapareço
Tenho o meu recomeço

Mas eu não me esqueço
Dos nomes em meu gesso
Confesso meu regresso
E ainda continuo sendo o mesmo

É complicado ter certo desapego
E ainda me sentir indefeso
No progresso ao acesso
De alguns dos seus segredos

Seu olhar pra baixo, nunca muda
Sintoniza e equaliza, mas sempre recua
Seu olhar pra baixo tem uma voz muda
Simboliza e ironiza sua solidão mútua

Não me passa Paixão
Mas sim Compaixão... Pena!

Em Órbita...

Depois de tantas e tantas teorias diárias E de algumas ironias em forma de poesias Depois dessas simples faces mascaradas E algumas frases meramente jogadas ao nada
Vejo o vidro de minha janela em pedaços Faço machucados ao pegar os cacos Vejo minha nave explodindo no espaço Agora, entregue ao vasto e ao devasto 
Em Órbita... Vejo o verdadeiro silencio!

Meu Deserto (parte 2)

As pessoas não te enganam
Você que se ilude sozinho As pessoas não te abandonam Só seguem seus caminhos
Não reguem os cactos Nem toquem em seus espinhos Exato, abstrato e intacto No impacto de seu desalinho
O vento sopra e leva as poeiras, mas não todas Ainda tem muita areia que não dá para esconder O vento sopra e leva as poeiras, mas não todas Não espere de que esse deserto possa florescer

Calma

Senhor de si mesmo, sem cólera
Paz e silencio, não atiça a fera
És seguro sem precisar atacar
Poucos conseguem se segurar

Eu certamente preferia ser assim sempre
Mas já estou satisfeito com o "Às vezes"


Meu Deserto

Sem esperanças com Portões trancados
Volto ao antigo e único caminho traçado
Falsos esboços do bronze e do dourado
Preparado pra ser pregado e crucificado

Sinto-me acabado e muito cansado
Fui atacado pela ilusão de ter sonhado
Desse meu exercito de único soldado
Desse vasto deserto inabitável e abalado

O vento sopra e leva as poeiras, mas não todas
Ainda tem muita areia que não dá para esconder
O vento sopra e leva as poeiras, mas não todas
Não espere de que esse deserto possa florescer

Confusão, Explosão...

Boa intenção não vale nada, enquanto não for uma ação
Com tantos e tantos ensaios e a fraqueza na execução
As noites de sono não existem mais, estão em moderação
O silencio torna-se redenção e o belo olhar uma infecção

Tens uma sensação sem explicação, de vasta substituição
Perde a direção, mas logo volta a posição em restauração
Pós-Apagão recupera a visão e tem de volta a sua razão
Não morre com o "Não", tem sua ressurreição e ascensão

Parece mera ficção, essa explosão nuclear no coração
Chamam de Confusão e não sabem com exatidão a imensidão
Parece agressão em extensão, sem reflexão na intenção
Chamam de Confusão e não sabem com exatidão a expansão

Ainda assim, não para de andar...

As Sombras...

As Sombras... que caminham com a espada e o capuz
As Sombras apenas moldam a perfeição, que não é Luz
As Sombras são facilmente confundidas com a Escuridão
Mas há uma certa diferença entre Abismo e Imensidão...

Olhando para o Céu...

Há pessoas iguais à Lua
São belas e diferentes todos os dias
Elas escondem sua face escura
E mostram só aquela parte que irradia

Há aquelas que são nossas estrelas
E refletem o brilho que recebem
Não pode tocá-las, apenas vê-las
E só de observadas, já nos fazem o bem

Há pessoas iguais às constelações
E essas sim brilham de verdade
São a conexão dessa imensidão
Lembram a qualidade e a quantidade

Há cometas extraterrestres e até a Interprise
Há raças, vidas, bases , quases e algumas fases
São a humanidade, irmandade e a comunidade
Lembram a Liberdade esquecida pela sociedade

E há também o Sol que ilumina tudo o que consegue alcançar
Mas esse Sol poucos conseguem realmente o observar...

Teatro do Silencio

Quem tanto se machuca,
Sabe onde dói mais
Quem tanto especula,
Antes de ir, volta atras

De tanto ouvir, de tanto ver
De tanto sentir, de tanto crer

As vozes se calam
E as cenas apagam
As almas agora vagam
E as cortinas se fecham

Pássaro Livre, Pássaro Raro

Pássaro Livre que pousa no ombro
Querer mais que o olhar, será um assombro
Deixe-o ali se ainda quiser vê-lo
Não queira tê-lo, será um pesadelo

O segredo de seu sossego
É o desinteresse e o desapego
O segredo de sua música
Não é a suplica e sim a prática

Pássaro Livre que pousa no ombro
Deseja-lo lhe fará em destroços e escombros
Não faça qualquer pedido de esmola
Encontre um que fique em sua gaiola

Porque o Pássaro Raro, nunca irá ter!

Arte-fato

Improdutividade em massa Preparados para serem a caça?
Sem olhar por onde passa Sem qualquer distinção de raça Sem ouvir qualquer ameaça Sem enxergar nessa fumaça
Improdutividade em massa Preparados para serem a caça?
A sobriedade e sua farsa Vinho seco em um terço da taça As roupas, as gavetas e as traças As frases e suas trapaças
Improdutividade em massa Preparados para serem a caça?
Vazio silencio de uma praça A Lua brilha e reflete em sua couraça Sente-se forte com um comparsa Quebra a vidraça em nova desgraça
Corre, corre e depois da face apavorada Cai em gargalhada, mais uma história a ser contada Corre, corre e depois da face apavorada O que parecia apático era fachada, saiu em disparada
Com medo de levar palmadas, a criança levada Com medo de levar palmadas, a criança levada

Isole-se!

Às vezes você apenas pensa
E às vezes você apenas faz
Raramente você soma os dois
E é mais escasso em voltar atrás

Onde o outro lado nunca  irá ver,
Onde nunca dará o braço a torcer,
Ou qualquer sentimento obedecer,
Seu destino será apenas morrer...

Deixe-me ir em paz,
Isole-se!

O Nítido Incapaz

Não preciso de seu veredicto, sou meu juiz
Tudo o que eu acredito tem base, tem raiz
Todo velho machucado hoje é mera cicatriz
Eu não preciso de seu sorriso para ser feliz

Alguém tem e mais alguém mantém...
Há quem vem e também ouve vozes do além
A culpa é do silencio que não te deixa em paz
Mas você faz e se desfaz, é um nítido incapaz

As frases são tristes, e diz que se sente bem
A mente não para, as imagens apenas vão e vem
A culpa é do silencio que não te deixa em paz
Mas você faz e se desfaz, é um nítido incapaz

Santo universo, peço que o ilumine, amém...
O peito não funciona e ele parece estar sem
A culpa é do silencio que não te deixa em paz
Mas você faz e se desfaz, é um nítido incapaz

O Nítido Incapaz
Nunca um audaz
Sempre foi ineficaz
Longe de qualquer cartaz

Hoje...

Tigres e Leões, Assassinos e Ladrões
Serpentes e Dragões, Ditadores e Vilões
Minhas suplicas em formato de musicas
Na intenção de passar, ficar e pacificar

Reciclando Seres-humanos, trocando-os
Antes mirando, atirando e acertando-os

Odeio quem desiste,
Principalmente de desistir de alguém
Odeio quem não existe
E está aqui pra ser um mero ninguém

Reciclando Seres-humanos, trocando-os
Antes mirando, atirando e acertando-os

Pássaros e Aviões
Inspirações e criações
Versos e Refrões
Quem continua vai a Lua

Tártaros e Porões,
O medo e o falso segredo
Incerto de Razões
Em sua recusa, recua e perece na rua

Reciclando Seres-humanos, trocando-os
Antes mirando, atirando e acertando-os

Hoje... eu posso caminhar sozinho e em meu perpétuo silencio
Às vezes com amigos e às vezes cicatrizando em meus remendos!

O Sombrio e o Fictício

Temos o Desejo, a Vontade e o Querer
Mas o segredo da força é compreender
A adaptação acontece sem você perceber
Sem se quer entender o que está a acontecer

És escravo de seus vícios
Indícios deixados em vestígios
Arrepios sem seus domínios
Vencer o desafio seria um alivio

O Sombrio e o Fictício
E os instintos não foram extintos
O Sombrio e o Fictício
Aclame-se e espere pelo inicio

O vento que agora balança as arvores
Se faz tempo, leva amores e traz dores
O frio tem poucas cores e perfume das flores
O calor muitos sonhadores e grandes atores

O Sombrio e o Fictício
Você páreo a páreo com o otário
O Sombrio e o Fictício
Diário solitário, silêncio e disparo

Vá com destino ao castelo mais belo
Na Montanha do Paralelo e do Singelo
A verdade se fez certa vez... Crueldade
E o que parecia piedade era pura maldade

A chuva ainda não parou...
E tem muita gente lá fora!

Teatro de Constantes

Não me importo com aquilo que aparece ou some
Sobretudo, é a imaginação quem domina o homem
Muito me importo com o que é passado ou o futuro
E se eu não me controlo ou me seguro, eu me torturo

Meus pensamentos são muitos e mútuos
Eles se tornam inúmeros em poucos segundos

O teatro é constante e mascarado em bravura
Onde a loucura se mistura com a pintura
O teatro é constante e mascarado na aventura
Onde ternura jamais foi cultura em fartura

Meus pensamentos são muitos e mútuos
Eles se tornam inúmeros em poucos segundos

Onde estão aqueles brilhos do belo olhar...
E as alegrias que eu costumava enxergar?
Estão nas escaladas das paredes, sem medo
Da altura, da queda ou de qualquer segredo

Na criança
Na infância



Nem Sempre

O competidor e o vencedor
O compositor e o cantor
O sonhador e o inventor
O assustador e o devastador

O Encantador e o Libertador
O Inspirador e o Conhecedor

Nem sempre...
São as mesmas pessoas!

O ser Imundo

Eterno momento de um segundo
Inverno febril desse mundo
Os pensamento do ser vagabundo
Sentimentos nada profundos

Cartas jogadas pelo moribundo
O ser Imundo
Escolhas erradas e sem intuito
O ser Imundo

As mãos se erguem em sua simples prece
Todos enxergam, mas a noite se esquecem

Central de Desinformações

Pressa de viver e ver tudo acontecer
Ao modo de crer e nada entender...
No passo de saber, me desfaço do ser
Ao perceber que é mais simples renascer

Os sonhos são as ilusões pra te aquecer
Da realidade que muito deseja esquecer
Os sonhos são refrões pra te proteger
No som e o fazer, na poesia e o escrever

Sonhos grandes, pequenos
E nunca um Sonho Médio
Sonhos aéreos e terrenos
Longe de tudo e todo tédio

O Intensivo e o Inofensivo

Pra sorrir basta estar vivo
Não importa qual o motivo
O conhecimento é relativo
E o som é bem alternativo

Penso sempre positivo
E tenho vários objetivos
Gritos brutais e não passivos
Impulsivo ao ser ofensivo

Agressivo ao que é decisivo
Sensitivo ao que é expressivo
Fugitivo ao que é sugestivo
Excessivo no ser comunicativo

A Terra parou com o educativo
Seres inofensivos e nada atrativos

A luz se foi e se sente perdido
Os peitos esfriaram na busca de abrigo
É impossível sem estar protegido
Estando intuitivo e preso ao infinito

Agora, ao vivo e bem intensivo
Lar falido, bar e recreativo
O definitivo não é aplaudível
Nada divertido e sim hiperativo

Agressivo ao que é decisivo
Sensitivo ao que é expressivo
Fugitivo ao que é sugestivo
Excessivo no ser comunicativo

A Terra parou com o educativo
Seres inofensivos e nada atrativos

Escudos

Quando há espantos e surpresas
Ou até encantos como defesa E os olhos estão abertos para tudo Você enxerga até a beleza do escuro
Há quem não tem a compreensão E vê em tudo a sua Insatisfação Tem os olhos fechados para tudo E esconde a beleza com o mal futuro
Seja sorrindo ou com raiva do mundo Cada um tem o seu escudo!

Pedra e Vento

Há lições da vida sem qualquer revisão,
É porque só acontecem uma vez
E ambições medidas por uma só situação,
Que se derrotado, torna-te freguês

Não faço luto ao que luto
Mas faço fruto do minuto
Não faço tributo ao bruto
Mas faço atributo do astuto

A mentira e a verdade,
São palavras que se vão ao vento
A maldade e a bondade,
São magias que superam o tempo

Há sempre caminhos a seguir
E muitas escolhas a se fazer
Há sempre algo que possa sentir
Congele sua alma ou vá se aquecer!

Triunfante

Explosão temática
E os temas são vários
Uma ilusão gramática
Do dicionário ao diário

Sinfonia um tanto simpática
Apática na prática do contrario
Vem de uma simples e bela tática
Sem matemática ao adversário

A vitória é o sorriso,
Meio que de lado
Ela sempre ganha assim,
Me deixa paralisado

Para o Espaço...

A beleza sempre supera os números
Porque somos tão apegados à qualidade
Palavras mágicas de bondade ou insulto
Sempre escolhemos a nossa realidade

Tenho piedade da vaidade
E abomino a crueldade
Uso a magia do sorriso e da vontade
Uma habilidade de grande efetividade

Busco a paz e busco a bondade
Busco a raridade e busco a felicidade
Não busco a maldade e a rivalidade
Mas tenho vontade de mandá-la de verdade...

Para o Espaço, sem alguma localidade!

Dissemelhança

Ouvimos as historias que queremos acreditar
Lemos apenas os livros que nos fazem sonhar
Somos diferentes por odiar a igualdade que não existe,
Nunca existiu...

Pintamos nossa pele e mutilamos nosso corpo
Não nos preocupamos com o julgamento dos outros
Somos diferentes por odiar a igualdade que não existe,
Nunca existiu...

Espero que a amizade se faça a "Igualdade"
Mesmo no fato de que a sociedade seja a falsidade
Nossa proteção contra maldade é a humildade
Fazemos nossa realidade e moldamos nossa verdade

O Mundo senta em sua poltrona e fica em obesidade...

Pós-Sereno

Sinto-me atrasado com a falta de tempo
Um momento desatento, dispersa o pensamento
Mas tenho aprendido a ter certa paciência
Sei que inspiração é a visita de alguma referencia...

É sempre bom ouvir a voz da experiência!

Gran-Ventura

Brinquedo quebrado e o joelho ralado
Joguei os dados para o nublado e o ensolarado
Orientado e guiado para vários lados
Estado de admirado com o que me foi enfeitado

Alucinado com o que foi falado
Alienado com o que foi mostrado
E hoje a inocência já é um passado
Sinto falta do cadarço desamarrado

Vejo por onde tenho andado
E quais são e serão meus grandes aliados
Saudades do que me foi tirado
Mas olho pra frente com o que tenho sonhado

Agarro com muita força o que me dizem ter sido negado
Tenho tudo anotado, não fico e não ficarei calado...
Com o fardo pesado da carroça que sempre tenho puxado
Agora que meus instrumentos estão bem afinados...

Posso Cantar!

Extensão e Dimensão

Visões da vida e da ação
Cada um com sua percepção
Verdades escritas em livros
Ocultos, raros e extintos

Os que temos hoje são meras farsas,
Assim imagino
Eu é que não sou o dono da verdade,
Nem do destino

Visões da vida e da ação
Cada um com sua percepção
As palavras são um labirinto
Onde se perde sem instinto

As minhas escolhas, eu faço
Não tente invadir meu espaço



Um Memorial e Um Caminho

As coisas são bem mais simples olhando de fora
As horas estão em penhora nessa mera demora
E agora, a Aurora, que outrora fazia parte da melhora
Um senhor sem sua senhora, coloca a bota e a espora

Galopa pela espera do fim...
Sem ver a luz no fim do túnel ele ascende a vela
Galopa pela espera do fim...
Ele espera por aquela, que sempre foi a sua bela

Sua bela donzela!

Teatro da Espora e da Escoria

Realidade limitada
Voracidade alienada
Sonoridade gritada
Felicidade inventada

Utilidade fadigada
Claridade obcecada
Humanidade abandonada
E humildade retirada

As vozes já não dizem nada
Tenta escolher uma estrada
Faz do sorriso uma fachada
Com a ironia quase fragilizada

A miragem some no deserto
E o que era real agora é mentira
A miragem some no deserto
E o silencio paira, a platéia se retira

Senhoras e Senhores
Irmãos e Irmãs...
Ninguém aplaudiu
Nem ao menos chorou ou sorriu

O espetáculo foi em vão...
Nem merece ser comentado ou meramente criticado
O espetáculo foi em vão...
Os que se mantiveram sentados, ficaram frustrados

Universo

As lembranças são a esperança do reencontro
De quem se mudou ou de quem se foi pra sempre
Acreditamos que tal Deus nos reúna de novo
Tudo que está ligado desde alma, peito e mente

Nosso Universo...

Locomotiva fora dos Trilhos

Voar, alcançar  Tornar-se o que nasceu para ser Destino escrito Reeditado a cada dia por você
Amace a mera lista de coisas para fazer e simplesmente viva Com iniciativas, tentativas, perspectivas e algumas alternativas Sem o medo de ficar à deriva com estúpidas cismas negativas Caminhe como uma locomotiva em toda sua forte afirmativa
Faça você a sua trilha... Ao ousar, arriscar e se aventurar Faça você a sua trilha... Ao sonhar, acreditar e se realizar
O caminho não devia ser o de apenas ir e voltar E sim dar a volta ao mundo e depois retornar...
Mas se você ainda prefere os trilhos, meu caminho é outro... Tchau!

Desconsonantes

Uma Cultura inútil
de mero e incredulo assunto fútil
Passo sutil ao sútil
e depois sim, postura e costura útil

Desculpe meu ódio pela lentidão
da mente e o que a atrapalha
Desculpe minha fúria em reação
à mente e o que a atrapalha

As vezes falo em demasia
e as vezes prefiro o silencio
Algumas frases me trazem azia
e outras me levam ao hospício

Muitas vezes no Português
não falamos a mesma lingua
Sem rimas, poesias e harmonias,
em falsas sabedorias e teorias

Desconsonantes na evolução do som
Sem o repouso da criação, o surdo dom
Perdendo o tom de tudo que era bom
Sem o repouso da criação, o cego dom

O fracasso e o desastre,
algumas pessoas já nasceram pra perder
E que o fíasco se arraste
otários acreditam que nasceram pra perder

Meros "Nada"... disse o Lobo!

A Presa

Quando você percebe que é a caça,
Já é muito tarde
É melhor que tenha um sonho e faça,
O torne realidade

Estratégias de vida
Com várias entradas e saídas
Sem planos a vida
Terá apenas estradas repetidas

É hora acordar...
Eles querem te caçar!

Cólera

Quando a lentidão visita
Ela muito te irrita
Quando as coisas não acontecem
Tudo te aborrece

A paciencia é a ciencia mais incompreensivel
Ela é insensível, terrivel e as vezes inacessível

As porradas na parede não mudam nada
A cara amarrada, os buracos na estrada
As luzes apagadas, os barulhos da pousada
A voz calada e todos os tombos da jornada

Quando há o desespero da alma
Nada te acalma
Quando as coisas não acontecem
Tudo te aborrece

O pior é saber que não pode fazer nada!

Paraíso Secreto

Um Paraíso Secreto,
por poucos descoberto
Um silencio deserto...
nos momentos em que me liberto

Dá pra ver o brilho da luz nos olhos
de quem tem a verdadeira paz interior
Dá pra saber quem são os dispostos,
quem se transpõe ao ser um sonhador

Um Paraíso Secreto para os raros
E Portões fechados aos alucinados!

Castelo de Fortalezas

O homem não é feito por suas quedas
Mas sim pela rapidez em que se levanta
Não é julgado ser o forte por sua massa
Mas sim pelo tamanho de sua esperança

As cicatrizes e a pele ralada não dizem nada
Mas mostram que tens um belo anjo da guarda
Tem sempre alguem que ascende a vela e reza
De grande nobreza e uma invisível grandeza

O homem é criado em prantos e oração
De alguem que está sempre à disposição

Endrômina

Endrômina da máscara que te domina
Disciplina na vontade que te fascina
Uma neblina que faz parte de sua sina
Fecha as cortinas, antes que eu suma na esquina

Mentira, aquela que te alucina
Está na mira... da mera rotina

A impostura que se imortaliza
A criatura de falsa doutrina
A estrutura de varias recaídas
E a tortura do ser mais suicida

Mentira, aquela que acredita
Está na mira... da mera rotina

Por que de tanta maldade e falsidade?

Andarilho

No começo e no fim em meio a berros
Clamor que não encerro e som que venero
No solo mais sincero, que poderia ser eterno
Repleto de projetos, de muitos concretos...

Algumas vezes secreto...
Poucos merecem ouvir isso direto
A viola e a gaita no concerto
A voz do discreto e o som obsoleto

O homem de preto pega suas coisas...
E some no vento!

Andarilho com o brilho da lua
Filho do castigo e paixão mútua
Resto dos vestígios dessa rua
Anda sobre os trilhos e continua

O homem de preto pega suas coisas...
E some no vento!

O Acaso Constante

Existem alguns passos em que regredir pode significar evoluir
Há sempre algo que você deseja repetir, depois de muito refletir

Por mais que algumas pessoas não mereçam, deixam saudades
É a nossa necessidade pela verdade e nossa vaidade com a idade
Temos partes de bondade e maldade, amizade e individualidade
Em nossa capacidade, ansiedade e vontade sem responsabilidade

Muitas vezes queremos a solidão para podermos sonhar
E as vezes queremos a multidão para tentarmos acreditar
Não seguimos o "Passo-a-passo da Vida", nós vivemos
É confuso e nada linear com o que sentimos e sabemos

Existem alguns passos em que regredir pode significar evoluir
Há sempre algo que você deseja repetir, depois de muito refletir

No fundo... não queremos voltar atrás ou temos medo de recomeçar?


Desfracasso

É o dia de ser caça e nada acontece
O dia de caçador é pra quem merece A Força está no espirito que o domina A Conquista na fraqueza que elimina
Um dia é da caça e outro do caçador Seja você sonhador, sedutor ou criador Um dia é da desgraça e outro do amor Não sendo traidor ou um mero pecador
Faça-me o favor de desligar a dor E guiar seu cominho com todo fervor Infelizmente algumas pessoas preferem reclamar Em vez de lutar e tentar realizar...
Sujo minha face e me preparo!

A voz...

O som da voz mais bela, trancado em uma cela
Escondida com muita cautela, sem luz ou gota de vela
O som da voz mais bela, que eu ouço pela janela
Faz a paz em minha capela, mesmo em escassa parcela

Quem é a donzela?
Qual o nome dela?

O som... é viciante e cativante!
O som... é radiante e elegante!
O som... é vibrante, mas distante!
O som... é constante em seu restante!

Será que foi viciante o bastante?
Desaparece e parece ofegante...

O silencio paira... e meu ser para pra pensar
O silencio vaga... e meu ser para pra sonhar

Tão, tão Distantes...

As Saudades são dos tempos
que não voltam, mas me fazem sorrir
As Saudades são das pessoas
que até hoje, fazem parte de mim

A face inclinada se ergue,
olha meio que de lado e os olhos brilham
O abraço me rejuvenesce,
medito em meio a lágrimas boas do coração

A Saudade foi curada,
por enquanto, até ser restaurada
E a distancia volta,
mas não nos separa em revolta

Ainda estamos ligados de algum modo
Tão, tão distantes, mas com o espirito próximo

Uma extensão de Humano

Pensar e rapidamente agir
Lutar e não pensar em fugir
Sonhar com o que pode conseguir
E com o que não pode, assim sentir

Sou sempre Humano nas horas mais erradas
Sei que caio em várias ciladas
Se me perguntam, não estou pensando em nada
E no fim dou algumas risadas

Composição de letra e canção
Vindo da alma e o coração
Sinto falta dos que já se foram
E pena dos que se vão em vão

Não sinto falta do que não tenho
Não fazem parte de meus desenhos
Se camuflam em desejos e segredos
Faço meu enredo pós branco e preto

Sou uma extensão de Humano
Na imperfeição de estar sangrando
Em uma correção em meus planos
Se fosse máquina, seria soberano

Mas infelizmente sem coração
Prefiro ser assim, cicatrizes e emoção

Humano na hora errada!

Humano na hora errada
Sangrando por mera espada
Caindo em novas ciladas
Olhando para o que chamam de nada

Humano na hora errada
Escolhendo a minha estrada
Talvez sem o foco na caçada
Olhando para o que chamam de nada

Humano na hora errada
Com a consciência pesada
Escudo ferido em todas as camadas
Olhando para o que chamam de nada

Humano na hora errada
Não sou uma máquina armada
Se pudesse me recarregaria na tomada
Ainda olhando para o nada...

Humano na hora errada
Se me perguntam, não estou pensando em nada!

Teoria da Gravidade

Nem tudo tem a mesma intensidade e densidade
Os escudos tem variedades, fragilidades e utilidades
O mundo suas cidades, felicidades ou maldades
Sou o maluco na gravidade, sociedade e realidade

Não faço poesias para certas Divindades
Mas acredito no poder e em suas atividades
Não faço parte da novela dessas irmandades
Não busco a santidade, talvez a comunidade

Mas o que desejo de verdade é paz e igualdade
O que mais almejo é a humildade e a dignidade
Voar, fugir da normalidade e a falsa moralidade
Esquecer a gravidade, esquecer a gravidade...

A Galeria das Demasias

A mente e as suas fantasias
Sopros e sussurros de nostalgia
Cálculos infundados de magia
Cópia, ironia e mania de agonia

Sem pontaria ou qualquer artilharia
Hipocrisia de harmonia e desarmonia
Uma Biografia da notória monotonia
Filosofia de sabedoria e categoria

O dia-a-dia
O dia, adia...
O amanhã ardia
E o ontem é covardia

A companhia que se distância...
Desde a Periferia do peito à minha Província

Ninguém tentaria ou ao menos confrontaria
Ninguém se quer faria, ousaria ou atravessaria
Meus portões de inúmeras crenças e teorias
Faltam melhorias nas profecias e poesias

Mas as defesas são fortes e a mais fraca te sugaria
O silencio te calaria, sem mera covardia e sim sinfonia
E eu sei, que nem a teimosia da ventania me derrubaria
Nenhuma palavra me envenenaria e sim, teria minha cortesia

Estaria em minha Galeria das Demasias
Exposta entre as Minorias e as Maiorias

O dia-a-dia
E nada mais se adia
A mente está sadia
E o peito ainda cicatriza

Nem todo vaso quebrado se reconstrói errado...

Ciclo

Entre a Teoria e a Prática, a Mudança
Vem da Ironia mais exata, a Lança
Entre Sabedoria e a Estática, a Bonança
Seguindo a Trilha ou a Farsa, a Esperança

Escolhas, antes tenha Confiança e Segurança
Faça Alianças e Nunca esqueça da Criança
Esteja dentro de várias molduras de Lembrança
Saiba o que deixar e como fazer sua Herança

O que vem depois?

Prazo

Do Sádico ao Pirro
No literário espirro
A Raiva e a Duvida
De Cicatriz e Ferida

A noite de um dia lento, que agora...
Parece que passou tão depressa!

Pretérito e Tradição
Lembranças e Solidão
Fantasmas Sorrindo
Recordações se repetindo

O fim de um ano tão lento, que agora...
Parece que passou tão depressa!

Vários pensamentos não me deixam pensar
O silencio me explica muito mais ao meditar
Mas certos humanos insistem no rival barulho
Sentem-se Tiranos em seu péssimo Orgulho

O fim de uma vida tão longa, que agora...
Parece que passou tão depressa!

Expirar, Validade em apenas Sucumbir, o ser Raro
Limite, Tempo e Perecer no simples Sumir, Prazo
Alguns meros humanos não evoluem sua Estima
Uma Lástima que não merece qualquer Lágrima

Compaixão e Ternura seriam uma grande Loucura
Só o ser Raro em seu Prazo, nos deixa uma Tortura

Tantos são tão pouco...
E o que é único, é muito!

Fantasma por um dia

Um dia de silencio e invisibilidade
Ouvindo todas as verdades Um dia que supera as vaidades Parece maldade e rivalidade
Mas só quero ouvir a sinceridade Tenho vontade de permanecer em igualdade
Se eu fosse Fantasma por um dia, em segredo, Eu saberia quem posso realmente ter no peito Se eu fosse Fantasma por um dia, em segredo, Eu estaria satisfeito em saber quem merece respeito
Acabaria com qualquer preconceito suspeito Deixaria o lado imperfeito e desligaria o defeito
Se eu fosse Fantasma por um dia, em segredo, Saberia o efeito do meu leito aos sujeitos Se eu fosse Fantasma por um dia, em segredo, Eu tiraria proveito pra mudar o meu jeito
Mas tenho que viver!
Prefiro e quero viver!

Tango de Otário

Lava o rosto e sente o gosto de ontem
Está exposto ao oposto do vai e do vem
Em algum suposto composto de desilusão
Imposto pelos outros que a chamam Solidão

É loucura de muitos e a tortura mais inútil
É a procura do fútil e a cultura de ser único

Tango de Otário
Dança o Solitário


O Prologo de Melodrama

Sou insensível com o que me é invisível
Sou inacessível ao que se faz definível
Sou invencível ao que parece impossível
Sou incompreensível com o compatível

Uns se contentam em serem "um simples plausível"
Eu desejo, desejo do fundo da alma ser aplausível

Aplausível, aplaudível sem precisarem subir placas
As mais sinceras e verdadeiras, falsas serão estacas
No momento, um infame se curando de uma ressaca
Onde se realça a ameaça de ser aquele mero nada...

Antes que as cortinas se fechem
E as flechas me acertem...

Coragem

É depois da primeira queda
Que você sente o que vem das pernas, Atravessa a alma e o coração... Te empurra pra cima com as mãos
Ergue a cabeça e está de pé de novo Depois nada te derruba de verdade Ergue a cabeça e está de pé de novo Pois já conhece a maldade e a felicidade
E já sabe qual caminho deseja O futuro que planeja e almeja


Sem Medo!

Sangrar, sangrar sem parar
Separar partes do que enfrentar
Enfrentar, inferir e alcançar
Conquistar as adversidade de lutar

Mártir da fé em si mesmo
Sem medo, sem medo...
Não há segredo nesse enredo
Sem medo, sem medo... 

Deduzir e concluir...
Sem Medo!

Cegos (parte 2)

Eles pedem mais suporte para o incrível esporte
Transportes e passaportes, medalhas e sorte
Eles precisam mostrar que são os mais fortes
Lute ou se importe, ainda terá os seus recortes

O que os Jornais te dizem hoje?
O que prefere fazer? O que você lê?

Raros

Há muitos que você olha e há poucos que você observa
Há muitos que você passa e há poucos que você preserva

São vários os pássaros, e, livres, só os mais raros
Alguns escassos de preparo, suplicam por amparo
Infelizmente os mais fortes usam máscaras meu caro
Acho bárbaro quando me deparo com falsos fracos

Que tem muito a dizer e sabem escutar...


O Teatro Precário

Bem vindos à comédia e a tragédia do Teatro
Desde já, eu fico grato por serem tão sensatos
Desculpem-me a falta de retrato e o fundo barato
Mas o ato é tão exato como o mais belo dos saltos

As frases são para você pensar que está pensando
E elas vão te guiando dentro de um sonho humano
Como tudo que criamos, citamos e até cantamos
Nada de soberano ou tirando, talvez um pouco insano

Tudo parece loucura para os que nos vêem acreditando ou sonhando
Dispensável a ordem que se abrem ou fecham as cortinas no comando

Tudo é magia... Fechem os olhos!

Há poucos tenho dito e ouvido

Duvidas sem um pingo juízo e conselhos sem algum raciocínio
Há poucos tenho dito e ouvido, para não cair no odioso prejuízo
Sinto o instinto de me trancar em meu recinto com um vinho tinto
Vivo nesse extremo labirinto de varias frases que se vão ao infinito

Há poucos tenho dito e ouvido...

Crença e um pouco de Fúria

Reais sonhos do ser há muito tempo acordado
Fazendo planos de um caminho que já foi traçado
É onde escolhemos pisar de tênis ou descalços
São nossas estradas que nos transformam em algo

Nós mudamos a história a cada dia e a cada segundo no mundo
E que a crença cresça em sua esperança de mudar tudo no futuro
Melhorar e se superar vem do espirito e da inteligencia bruta
Tenha um espirito de luta e não o de um porco filho da puta!

Surreal

Quanto mais as pessoas se aproximam
Mais elas se desconcertam ou naufragam
Quanto mais desabafam, mais desacreditam
Poucos se levantam, deixe o passado para amanhã

Surreal é o tempo...
Imortal é o vento...

Sempre se repetindo que o fim de ano chegou tão rápido!

Teoria de Xadrez

O rei não sobrevive sem proteção
Mas é ele quem decide a ação
Quem irá perder para prosseguir
E sabe que peões podem substituir

Sabe de todos movimentos passo a passo
Está a mais de duas jogadas na sua frente
Observa atentamente o laço e o compasso
Nunca saberá o que se passa em sua mente

Movimentos do cavalo, bispo, torre e rainha
O rei é cheio de sapiências e não adivinha...

Ele sabe!
Ele vence!
Xeque Mate...

Passos Deslocados

A alma só acordará bem depois do corpo
O dia começará antes do sol em seu rosto A vida acabou no momento do novo sopro A lua só brilhou por causa do reflexo transposto
O vento não segue o caminho que lhe foi imposto A vela empurra com o que te faz e refaz disposto Passos deslocados a qualquer fato que seja oposto Faço de meu silencio o intermédio e o interposto
Sei que para a queda sempre fui exposto Mas será bem difícil me derrubar de novo
As pernas estão mais fortes A segurança é um suporte Não preciso que se importe Minha fé é minha sorte...
Só eu sei onde quero e posso chegar...
E eu não me importo com o que vá julgar!

Solo

A mente estampa o espirito mais livre de todos
Mas a maior liberdade está em seu desejado isolamento
A face estampa a mascara de um belo sorriso
Mas o que sente é calafrios em meio a todos pensamentos

A confiança continua presa numa gaiola


Aquário (parte final - Adeus)

Cansado de observar o movimento parado e forçado
Estado intacto de se imaginar um cacto machucado
Não notado ao seu lado, esforçado pra nunca ser tocado
Calado em pecado, sentado e colado ao que é errado

Viro as costas para Aquário
Porque me sinto um otário...
Ao observá-lo e não vê-lo mudar
Ao não poder tocá-lo e só observar

Suas mãos...
Não bata no vidro!



Veríssimo

Neutro como o ar que não pode enxergar Mas você sabe que está lá Seco e frio em seu lugar, não irá falar Nem ao menos tentar te escutar
Respeite o seu momento de reflexão Quando o resto não terá a sua atenção É o silencio de uma mente prestes à explosão Em fusão com a nova construção, criação...
Alguns de seus pensamentos podem até ir com o vento Os realmente bons serão eternos e anotados em seu caderno

Arcano

Sou um ser arcano, mas não insano
Humano por engano do Soberano
Um tanto tirano ao ser profano
Sei que de muita coisa me engano

Não credito ao destino nenhum de meus planos
Mas acredito no sorriso após todos meus danos
Sou confuso igual ao cotidiano que não mudamos
Sou palaciano desse reino mundano que sigo andando

Ainda assim, Arcano...

Explicação? (parte 4)

Aquelas frases que são bem poéticas
São lidas ou ditas de forma muito séria
Mas podem ser risadas na hora certa
Onde a razão é coberta e descoberta

Somos o bem e o mal, depende do momento
Qual a quantidade de fermento no alimento
Somos o bem e o mal, instrumento e sentimento
Qual o peso do orçamento para o divertimento

Somos a verdade e a realidade ao devanear
Somos a felicidade e a infelicidade ao sonhar
Somos a saudade que temos, até, de ter saudade
Somos a vaidade, vontade, piedade e necessidade

Somos esse mundo de malucos em busca de respostas
Explique a inexistência e inexplique a existência

O que realmente sabe? O que realmente deseja saber?
É assim que gira, perguntas e não respostas...

Propostas, que se não gosta... não importa, já foram impostas!

Porta Trancada

Temos medo de algumas verdades,
Algumas saudades e maldades...
Mas se enfrentamos essa tal realidade
É porque temos capacidade

A liberdade para os solitários
Otários escravos de suas leituras
Criaturas sem universo
Sem paralelos ou nexos

A luz que entra pela janela fechada
É um vestígio de seu “nada”
A TV desligada e o som do vento
Transformam tudo em lamento
Mas quando pega o seu violão
Transforma tudo que foi em vão

Acordar é um instinto
Morrer é um destino
Mas e a Liberdade?
Raros sabem...

A porta trancada pode ser
Tanto um momento de solidão
Quanto de criação e composição
Raros são livres!