Pular para o conteúdo principal

Postagens

Estátuas de Sal (final)

Ria da verdade que deslumbra
Se reinvente e se algo te perturba
Se descubra ou se redescubra
Você é responsável pela sua fuga

Tudo o que vive, de quem é a culpa,
Se tudo o que faz são escolhas suas?

Assim como o dedo que aponta
É o mesmo que não consegue manter-se sublime
E quem paga pelas suas contas
É o mesmo que deve pagar por todos seus crimes

Repito, tudo o que vive, de quem é a culpa,
Da sua paralisia ou do movimento da Lua?

Os maremotos vão apagar os faróis
Não importa aonde a sua bussola irá indicar
Os ventos serão seus algóis e atroz
Não é nos outros onde conseguirá encontrar

O entulho pra muitos, é caro
Sua liberdade só acaba na do próximo
E o intuito pra muitos, é raro
Apenas aceite ou seja seu próprio ópio

Torna-se estátua de sal, aquele que olha para trás
Quem não segue a diante, não encontrá a sua paz
Postagens recentes

Inverdades

Levantar e acordar é não continuar caído
É ir além e superar a própria dor, o a caso ou o próprio a esmo
E inerente em si ter a certeza se foi traído
Pelo movimento, pela inércia, por alguém ou por você mesmo

Não basta conhecer, tem que saber quem é
Não tem idade para ser criança ou adulto, o que se tem é espírito
Não basta conceder, para crer tem que ter fé
Não deixem dizer que tem tempo pra tudo, pois ele não é omisso

O mesmo tempo que te cura, te mata
O mesmo tempo que ensina, também te faz esquecer
O mesmo tempo que você tem, te falta
O mesmo tempo que escurece, nos traz o amanhecer

No todo, aquilo que nos deixa seguro é a insegurança
É tudo tão contraditório entre o perdão e a vingança
E somos apaixonados pelas mudanças e constâncias
Pois a maior arma contra a traição é a desconfiança

Dizem que o louco perdeu a sua razão, mas
E quem perdeu tudo menos a razão, o que realmente é?
Dizem que o louco conversa com as paredes
E ninguém o convidou para conversar ou tomar um café

Domus

A calmaria dessa garoa fina
Disfarça todo desespero
As lágrimas não são colírios
Para os olhos vermelhos

Minha fé não fica estampada
No escuro, nos joelhos
A Lua controla fases da maré
E traz à alma, desapego

O farol me tranquiliza
É a Terra firme à vista
Evidente, indiscutível
Serenidade, conquista

Os galhos secos se tornam nítidos
Sob o brilho de cada estrela
A insônia e a vigília são espíritos
De minha extrema esquerda

Mil anjos e mil demônios
Na luta eterna de meu Universo
Mil sinônimos e antônimos
Não afogam meu ser submerso

Em subversão de valores
Na descrença sobre suas riquezas
Em subversão de valores
Na descrença sobre suas belezas

O meu sangue corre à cada pulso E assim descansa à cada impulso

Constante Impermanente

Me deparei com minha falta de fé
E contando meus passos perdidos
Me perdi e antes de chegar ao dez
Sabia que teriam muitos sofridos

Me reparei em um espelho trincado
Eu não sou perfeito, mas não estou rachado
Ao contrário de muitos mascarados
Que não enganam à ninguém, só ao retrato

Enganam a si mesmos e só, só
Não conseguem ter a força na voz
Nem quando a levantam feroz
E ainda tem coragem de dizer Nós

Aos alquimistas das palavras que mudaram minhas opiniões
Saber ouvir fez eu me sentir melhor e com mais informações

O fato de me encontrar já é difícil
Imagina o que é me encontrar em alguém
Mas não uso isso como precipício
E espero que minhas preces digam amém

Caminho em pontes de que na hora certa terei a pessoa certa
Atravesso trilhas e montes, em curvas e retas e sempre alerta

A fé pode voltar com frases de um desconhecido qualquer, na rua
No ponto de ônibus ou na mesa de um bar
Hoje a minha paciência reina, mas às vezes a ansiedade é ditadora
E tenho poucos lugares para chamar de …

Teias de Vidro

Silencio absoluto da mente inquieta
Ouço o pulso, a respiração e sei quais são as portas abertas
E eu até tento traçar planos e metas
Mas me parece ser superficial e nem tudo segue a linha reta

Pois teremos sempre algum imprevisto
Quedas e abismos, armadilhas ou esconderijos
Independente de qual seja o dinamismo
De quais passos sejam dados, nada está escrito

Premeditado ou estabelecido, principios
Pelo menos é no que eu acredito e reflito

Bastardos de Novelas

Muitos querem aparecer
Mas temos poucos holofotes
Muitos querem só dormir
Mas esse frio é para os fortes

Acordamos e está tudo uma bagunça
Nas correntezas ao içar velas de mastros
Ouço vozes que dizem ser todas Eu
São as Cartas e o movimento dos Astros

Muitos levantam suas bandeiras e vozes
E eu só estou afim de levantar meu copo de vinho
Sou uma bussola quebrada, sem direção
E eu não estou afim de ir, apenas ficar ressentindo

Tento entender meus passos
Mas nem sei como anda esse nosso mundo
Tento estender os meus laços
Mas nem sei me amarrar por um só segundo

Nem ao pensar, nos libertamos
Somos presos em mentiras
E nem ao tentar, nos lideramos
Somos servos das mentiras

Partes do próximo capítulo já estão nas bancas...

Nova Lista de Canções Tristes

Nosso canto das meditações
Com nossos livros intermináveis
Nossa nova lista de canções
De nossas loucuras indecifráveis

Sobre com quem vamos competir
E quem vai nos completar
A tarde inteira dessas tarjas pretas
Os vícios a se contemplar

A foça é ter o domínio da fúria
Se segurando para não fazer alguma loucura
Deixando o sorriso em postura
E não tente entender as minhas fechaduras

No silencio de dias brados
E endiabrado com minhas portas trancadas
No sussurro dos alucinados
E os alienados já tem suas próprias amarras

Eu volto a me distanciar
Me reaproximar de mim
E eu volto a desacreditar
Me desapaixonar, enfim

Só volto e não me revolto
Já conheço o fim e entendo todos os desapegos
Só entorto e já ando torto
Não são uns goles que vão mudar meu sossego