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Melindre e Esmere

Queria falar das flores, suas cores e perfumes
Mas, algumas são cheias de espinhos e venenos
Queria falar do horizonte, de sonhos e futuros
Mas o que está distante, não está em seus dedos

Aquilo que não se guarda, é algo que se perde
Desaparece sem deixar pista
E creio que a confiança seja um mero presente
É algo que não se conquista

Nem ao menos se reconquista ou simplesmente se caça
Queres a paz, então que você mesmo a faça
Nem tudo que brilha é taça ou nem todo olhar é ameaça
Sobre a esmola ser demais ou nem de graça

Sei que o menos é mais
E quem fala demais, eu nem paro pra ouvir
Sei que o menos é mais
E que eu jamais deixo de parar para refletir

Gosto dos mínimos detalhes
E de contrariar as suas informações
Não observo muito os lugares
E te contaria todas minhas infrações

Mas ainda não assumo o compromisso
De tirar horas de prosas ou para fazer novas amizades
Muitas vezes desconfiado, sou omisso
Embora eu tente em sonora desconstruir essa realidade

Sou de natureza melindre e esme…
Postagens recentes

Chuva Negra (parte 2)

Me refaço nítido
Transparente no olhar De pouco sorriso Minha Orbe, seu Luar
Deixo a ti, meu melhor E todo o meu pior Deixo a ti, os meus nós Desamarrados e só
Em formato desastral E olhar submerso Sou o espaço sideral Que te une versos
Mas sem a gravidade Para te pender ao meu solo Vácuo de neutralidade Sou o nada aos seus olhos
Há mil anos luz Amassei nossa poesia Sei de minha cruz E de minha kriptonita
A me enfraquecer Ou a me fortalecer

Antunes

Quantas poesias a tristeza já me trouxe?
Em quantas teorias imparciais eu já me perdi? E de escória em escória, há quem fosse Remendos em remendos das vezes que sorri...
Não sou a cura de seu porre, eu nem ao menos tento Não busco a cura de minhas neuras e deixo ao vento
Das vezes que a solidão me pareceu a melhor companhia Coloquei nossas musicas antigas em meu bolso e saí  Das vezes que a multidão se fazia de silencio em sinfonia Era como um clipe cinza de bandas grunges pra mim
Óculos escuro e protetor solar de uma Terça qualquer Observo o homem em sua cadeira de bar Olhando pra nenhum lugar, talvez vazio, talvez cheio Tão solitário e todos ao redor a conversar
O que se passa em cada Universo, nem dá pra saber Não sei nem o que se passa no meu ou como proceder
Nem deu tempo de ler meu horóscopo hoje...

Suco de Laranja

É tão difícil te adiar
E é tão fácil me odiar
Não é simples esperar

Por mais paciência
Que eu tenha adquirido
Com a experiência

O passar dos anos
Traz de volta
Vários planos

Do mesmo modo
Que desapega
Se senta, cala e sossega

Faz-me ir de um dia vazio
À um dia inteiro
Na mesa, um copo sempre cheio

Para alguns, é bem simples adiar
Deixar o domingo te procrastinar
Mas eu odeio postergar ou prorrogar

Mesmo num cochilo pós almoço - Vamos!
Nós sabemos muito bem onde estamos
Onde nos encontramos e acabamos

Sendo mais...

Ninguém vence uma Guerra (Quando muito se perde)

De longe é tudo tão pequeno
Menos a imensidão desse Universo
Costumo aparentar-me sereno
No conforto da escuridão, confesso

Sinto-me limitado e tento me superar
Talvez por fé, ou ao menos para eu tentar provar
O gosto que tem os sonhos, fantasiar
Talvez é pela solidão que eu tente me solidificar

O peito é um apartamento
A nossa mente está no ultimo andar
Em um, olhamos pra dentro
E o outro é quem nos faz deslumbrar

Mas tudo aquilo nos maravilha
Também brilha, vem e nos ofusca
E aquilo que não se compartilha
Não merce ser chamado de busca

Já se perguntou o porque das pessoas gostarem tanto de você?
Por que estão ao seu lado, ou, por que elas confiam em você? (...)

Sobre nós, nós nunca estaremos preparados
E por isso cada dia é um desafio, ao que vai se ocorrer
Não sabemos nem o que está ao nosso lado
Imagina então, o que está à um segundo de acontecer

Por que tentamos tanto nos engrandecer?
Não precisamos disso para viver, acontecer
Nos vendem trunfo para podermos obter
Aquilo que nós …

Entre Tônicas do Silêncio e Mil Vozes

Dentre vastas frases em vão
Uma me chamou atenção
Veio como um convicto não
Ou cheio de moral e lição

Disse-me

Os lírios não são assim tão bonitos
E os campos não são tão verdes
Aquele que sente, é mero distraído
É o ilusionista da própria mente

Estava equivocado
Não foi de veras, traído
Sentia-se enforcado
Do mundo, um excluído

Nós vemos só o que queremos ver
E de tanto ver, esquecemos das visões do outro
O que enfraquece poderá fortalecer
E vice-versa, vide versos, somos todos monstros

Anjos, Demônios...

Nós somos heróis e vilões
E às vezes, os singelos figurões a observar
Somos silêncios e sermões
Consciente inconsciências a desconcentrar

Pois também somos horizontes intocáveis
Assim, como nós também temos nossas paixões platônicas
Podemos ser compreensão ou indecifráveis
Dissonantes, ressoantes e cheios de assimetrias harmônicas

Estamos sempre aprendendo ou ensinando
Ou estamos nos arrependendo e a(r)mando

Viagens no Templo

Lagos esquecidos
Avenida da Saudade
Jardim Primavera
Bairro da Liberdade

Quando desce na Consolação
Fica mais distante
Dia cinza de qualquer estação
Esquina do gigante

De Vila Rica à Praça da Piedade
Rua da Forca e Campos Elísios
Parque Ideal, Via das Majestades
Casa das Orquídeas no 3° Piso

Vou à vários lugares
Para esperar por alguém que nunca mais vai voltar
Subo vários andares
Pra chegar mais perto de quem não posso alcançar

Aquelas nossas músicas antigas fazem-me, o saudosista
Transportam-me ao lembrar de um tempo bom, na pista...