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Estar vivendo a vida real é a melhor desculpa para um poeta que está sem ideias

Vamos vivendo
Em meio à ressurreições
Deixando as palavras
Poesias e canções

Vamos vivendo
Sem pensar direito
Por caminhos estreitos
Sem freio

Vamos vivendo
Despedaçando desilusões
Perdendo o jogo
Vencendo os tristes refrões

Vamos vivendo
Acordando bem cedo
Antes do almoço, recreio
Sem receio

Vamos vivendo
Saltando de para-quedas
Onde muitos tem medo
Sentindo o vento na testa

Vamos vivendo
Pois é o que nos resta
Depois da adrenalina
Um susto é festa

Vamos vivendo
E isso está repetitivo
Estamos de saco cheio
Mas entretidos

Estar vivendo a vida real
É a melhor desculpa para um poeta que está sem ideias
Torna-te tua estátua de sal
Ao olhar pra trás e saudosista, apenas querer coisas velhas

Meu filho, a inspiração vem de Deus
Disse um velho maluco passando pela outra calçada
E completou: E Deus, cada um tem o seu
Antes que eu sussurrasse: Esse velho não sabe de nada

Ele Me fez pensar...
Postagens recentes

Vil

Você está perdendo o seu tempo tentando ser alguém
Mas quem te olha, enxerga um Zé ninguém
Mentiras ditas com a verdade nas mãos e cheio de falso amém

Você está perdendo o seu tempo ensaiando sorrisos no espelho
Eles não mascaram sua embriagues e olhos vermelhos
Todos já estão sem paciência para ouvir os seus tais concelhos

Uma pena, que não se equipara com o seu coração
São pesos extremamente diferentes em exposição
E sua oração não te salva, não tem fé, não tem convicção

O que fala, o que sussurra e o que grita, só você acredita
E os conselhos para que reflita não estão nas escritas
Mas sim em uma visita não acolhida, de onde ainda és parasita

Não adianta dizer para você acordar ou crescer e aparecer
Já apareceu e com sua imagem, não sabe o que fazer
Não sabe quem é ou o que deseja ser...

Medíocre!

Imagine se as paredes pudessem revidar os socos

Existe a minha, a sua e a de muitos
Existe a absoluta e a que é baseada nos talvezes
Existe a que tanto guardei, meu luto
O que não existe é o pra sempre e sim, às vezes

Que não sejam apenas um hino religioso
Que não sejam apenas poemas de alguns versículos
Que não sejam apenas um teste rigoroso
Que não sejam apenas espalhadas, mas sim veículos

A verdade é a nossa inspiração e cópia
É o que nos falta e o que nos sobra
A verdade não está só em linhas tortas
É o que está no horizonte e na obra

Licença poética ou gírias de palavras antes, inexistentes
Dizem; Não me entenda mal, ou, não me entenda
Sentença fonética de línguas dadas à amantes, expoentes
Entre melhor que a encomenda e o que recomenda

Enfrente seus demônios ou os acolha
Onde você mais deseja estar
Nessa via de mão dupla e de escolhas
Pra onde decide ir ou voltar

Então, imagine se as paredes pudessem revidar os socos
Paciencia é uma raridade
Em um Universo onde confundem os diferentes e loucos
Massacram a moralidade

Onde masc…

Primeiro Contexto

Não entendemos um suicida
Até acordarmos de uma tentativa
Sem alternativa, de tirar a vida

Essa enxaqueca é colica mental
Na cólera de uma ressaca moral
Sorrindo, como se fosse normal

Ao aprender com amor, ódio e ensaio
A tentativa e o erro, os laços do cadarço
Toda luz e escuridão dentro do acaso

Geralmente eu viajo pela paisagem
Não pela chegada, nem pela estalagem
Pela cidade distante, o cenário e a miragem

Um horizonte em amplitude é perfeito
Desfoca detalhes e esconde os defeitos
Desloca o estreito e ilumina os efeitos

As luzes de longe são tão bonitas
E é por isso que eu prefiro essa vista
Não só a distância, pela pintura do artista

Logo tem mais fogos de final de ano
Logo chega o que tanto está esperando
Logo se vai o que tanto esteve guardando

Nada fica, nem o seu aprendizado
Tudo pode ser esquecido e apagado
Meras cinzas que o tempo tem levado

Mas nosso instinto é ter fé e veemência
Talvez seja isso aquilo que nos fortaleça
A clareza entre o livre arbítrio e a sentença

Romance

A surpresa vem junto dessa calmaria
Ouço sussurros em meio aos gritos
Bonança e serenidade para infantaria
Impávidos esperando como um rito

A carta de adeus será entregue
Esperando medalhas e bandeiras em porta trancada
O herói que não mais se ergue
Dia bonito, sem chuva, em coro proclama a armada

E na lápide diz; Aqui jaz um mártir de seu país
E às vezes achamos loucura os que se matam pela religião
Mas quem sou eu para julgar quem morre feliz?
Se muitas vezes não vivemos assim, mas sim em depressão

Tentamos ser desapegados, mas não é fácil a lição
Queremos algo que seja mais do que simples adição
Que seja o milagre da multiplicação, numa divisão
Repartimos para sermos ou termos mais em reflexão

E aí temos canções, filmes, livros e novelas
Que nos emocionam e nos fazem rir com a tela
Acaba a força e como é viver com as velas?
Às vezes nos esquecemos que a vida é tão bela

Eu nunca estive em uma dessas realidades que me foram trazidas
Mas verdadeiramente me emociono como se eu as tives…

Flanco

Pra ti pode até parecer tarde
E há quem retarde
Fazem-nos parecer covardes
E ainda dão alarde

Não é sobre o que vão dizer
Mas sim, sobre o que você irá fazer
E, não é apenas sobre o ser
Mas sim, do que está pra acontecer

Sobre todo o porque não respondido
De todo o seu adeus evitado
Sobre todos os seus fatos escondidos
Do desejo de ser revitalizado

O próximo passo de quem se ergue
E o abrir dos olhos de quem imerge

Muitos acordam e ainda está escuro
Ainda mais nesse horário de verão absurdo
Muitos deformam o que é conteúdo
Transformam a sabedoria em um vago culto

Mas oculto, onde ficam suas verdadeiras intenções
E nem toda lacuna precisa ser preenchida
A benção de amaldiçoados explodindo em canções
Em orações e corações sem não ter saída

Enfim, não se importem com aquilo que acontece ao seu redor
Quem te salva é a sua fé e não tem força quem te deseja o pior

Batalhas deixam cicatrizes
Mas nem sempre sobre nossa pele e nosso corpo
Temos diferentes diretrizes
E quem somos nós pra chamar…

Cautês

Sobe e desce as escadas
Dizem que gente boa tem de monte
Sobe e desce as escalas
Mas que as confiáveis se escondem

E nesse ciclo de chega e sai
Poucos são os que ficam e somam
E nesse ciclo de leva e traz
Raros multiplicam e nos reformam

Somos partes de muitos
Das conexões e desapegos feitos
Somos inteiramente luto
De um imenso cemitério no peito

Peças de um quebra cabeça que se encaixam
Mas que nem sempre combinam
Geralmente, partes do corpo que se enfaixam
Em tédio e costumes que rotinam

Somos as luzes na janela
Vindos de uma conversa que nem aconteceu
Somos as luzes de uma vela
Dentro do blackout e tentando fugir do breu

Quem nos conhece
O que sabem de nós?
Quem nos descreve
O que sabem dos nós?